Quase metade dos consumidores brasileiros (45,2%) se sente vulnerável dentro de estacionamentos de shoppings, lojas e restaurantes. É o que revela pesquisa da Verisure com 500 entrevistados. O medo de ser vítima de furto ou roubo já fez 75% dos ouvidos desistirem de comprar presencialmente pelo menos uma vez. Bares e lojas de rua lideram o ranking de locais que mais geram apreensão, com 55,2% e 55% das citações.
A insegurança nos estacionamentos já é um dos principais fatores que afastam consumidores do comércio presencial. Um levantamento inédito da Verisure, empresa de alarmes monitorados, mostra que a percepção de risco nesses espaços é elevada e tem impacto direto nas decisões de compra.
O Brasil registrou 308.440 roubos e furtos de veículos em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Esse cenário alimenta o medo da população ao estacionar em estabelecimentos comerciais.
A pesquisa ouviu 500 adultos de todas as regiões do país entre agosto e setembro de 2026. O índice de confiabilidade é de 95% e a margem de erro é de 3,3 pontos percentuais.
Os dados mostram que a relação do consumidor com um estabelecimento não se limita ao espaço interno. O estacionamento integra a jornada de compra e pode influenciar a percepção sobre o local.
Estacionamentos são pontos de vulnerabilidade
Os estacionamentos aparecem como um dos grandes pontos de vulnerabilidade na experiência da população nos estabelecimentos comerciais. Quase metade dos entrevistados (45,2%) afirmou se sentir vulnerável dentro desses espaços.
Essa sensação de risco tem efeitos concretos no comportamento de compra. 75% dos brasileiros ouvidos afirmaram já ter desistido de comprar presencialmente pelo menos uma vez devido à insegurança.
O resultado mostra como o medo está presente em diferentes momentos da jornada de consumo — da chegada ao local à decisão de levar um produto para casa. O desconforto pode afetar desde a decisão de permanecer no estabelecimento até a disposição para realizar uma compra.
Bares e lojas de rua lideram ranking de insegurança
Quando questionados sobre quais estabelecimentos despertam mais apreensão, os respondentes apontaram bares e lojas de rua como os principais. Bares lideram com 55,2% das citações, seguidos por lojas de rua (55%).
Postos de combustíveis aparecem em terceiro lugar, com 49% das menções. Agências bancárias vêm na sequência (46,4%) e lojas de conveniência fecham a lista com 30,8%.
A percepção de risco encontra respaldo em episódios vividos ou presenciados pelos próprios respondentes. 49,6% afirmam já ter presenciado um furto ou roubo em um estabelecimento comercial.
Outros 28% já foram vítimas diretas desse tipo de ocorrência. A exposição a notícias sobre crimes e experiências pessoais ou de pessoas próximas contribui para a sensação de insegurança.
Para 33,8% dos entrevistados, a sensação de segurança em estabelecimentos comerciais piorou nos últimos anos. O dado mostra uma tendência de deterioração da percepção de segurança no varejo físico.
Falta de vigilância é o principal fator de risco
A ausência de vigilância é o principal fator que torna um estabelecimento menos seguro no dia a dia. 68,8% dos entrevistados apontam a falta de vigilantes e seguranças como o item de maior peso na percepção de risco.
O histórico de ocorrências no ambiente ou na região vem em seguida, citado por 49,2% dos participantes. A grande circulação de pessoas nas redondezas do local aparece com 47,4% das menções.
Outros pontos também pesam na avaliação do consumidor. 38,4% mencionam o pouco controle de entrada e saída. A ausência de soluções de monitoramento — como câmeras, sensores e alarmes — é citada por 37%.
A iluminação inadequada aparece com 32,4% das respostas. A presença insuficiente de funcionários completa a lista, mencionada por 21,2% dos respondentes.
A percepção de segurança está diretamente ligada a elementos visíveis de vigilância e organização do próprio espaço. O consumidor avalia o ambiente por meio de sinais claros de proteção e controle.
Oportunidade para estabelecimentos
Os estacionamentos ganham relevância estratégica para os estabelecimentos, por influenciarem a percepção do consumidor sobre o local antes mesmo da entrada e no momento da saída.
“Como parte importante da experiência do consumidor, os estacionamentos representam uma oportunidade para os estabelecimentos ampliarem a sensação de segurança desde a chegada”, afirma Rodrigo Monteiro, Diretor de Marketing da Verisure.
Segundo o executivo, investir em iluminação, monitoramento e controle de acesso nessas áreas é essencial para transmitir confiança em toda a jornada de compra.
A pesquisa mostra que a proteção pode pesar na jornada de consumo. Estabelecimentos que investem em segurança podem se diferenciar no mercado e atrair mais clientes.
Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A segurança em estacionamentos vai além da instalação de câmeras e alarmes, envolve também a manutenção predial e a engenharia de tráfego interno.
Os sistemas de monitoramento veicular evoluíram e hoje integram sensores de movimento, rastreamento por satélite e alarmes com inteligência artificial.
Para o consumidor, a tecnologia embarcada nos veículos também pode ser uma aliada contra furtos e roubos em estacionamentos.
O profissional da reparação precisa estar atento à instalação e manutenção desses sistemas, que se tornam cada vez mais complexos e integrados.
Na minha avaliação, os estabelecimentos que ignoram a segurança dos estacionamentos perdem vendas e afastam clientes, num efeito cascata que prejudica todo o varejo físico.
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RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDE O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
308 mil furtos e roubos: O Brasil registrou 308.440 ocorrências de furto e roubo de veículos em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
75% desistiram de comprar: Três em cada quatro brasileiros já deixaram de fazer uma compra presencial por medo de serem vítimas de crime.
Bares lideram ranking: Bares e lojas de rua são os estabelecimentos que mais geram apreensão, citados por mais de 55% dos entrevistados.
Falta de vigilância pesa: A ausência de seguranças é o principal fator de insegurança para 68,8% dos consumidores.
Monitoramento é essencial: Câmeras, sensores e alarmes são apontados como soluções necessárias por 37% dos respondentes.
Experiência do consumidor: A segurança no estacionamento influencia a percepção do cliente antes mesmo da entrada no estabelecimento.
MECÂNICA ONLINE® — MECÂNICA DO JEITO QUE VOCÊ ENTENDE
Sensor de movimento: Dispositivo que detecta a presença de pessoas ou veículos por meio de ondas eletromagnéticas ou infravermelho. É usado em sistemas de alarme e iluminação automatizada.
Rastreamento por satélite: Sistema que utiliza a rede de satélites para localizar um veículo em tempo real. É uma das principais tecnologias contra furtos e roubos.
Alarme com inteligência artificial: Sistema que aprende os padrões de movimento do veículo e identifica comportamentos suspeitos, reduzindo falsos alarmes.
Câmera de vigilância com visão noturna: Equipamento que captura imagens em ambientes com pouca iluminação, essencial para estacionamentos cobertos ou com baixa luminosidade.
Sistema de controle de acesso: Tecnologia que gerencia a entrada e saída de veículos e pessoas, utilizando cancelas, catracas ou reconhecimento de placas.

