Ford está trocando de logotipo

o tradicional oval azul dá lugar a uma representação manuscrita

O oval azul, uma das marcas mais tradicionais e conhecidas do mundo, está sendo trocado pela Ford Motor Company por um letreiro manuscrito de estilo nostálgico. A alteração faz parte da política de renovação da empresa norte-americana em seu processo de globalização.

O nome Ford dentro do oval azul foi usado pela primeira vez em 1927, quando o fundador da empresa, Henry Ford, ainda se encontrava no comando. Ele foi exibido inicialmente sobre a grade do radiador do Modelo A daquele ano. Há quem compare o velho logo da Ford, em termos de reconhecimento universal, ao da Coca-Cola, outro ícone americano.

Segundo o vice-presidente de marketing da Ford, Richard Hilgert, “o oval azul representa transporte de massa e não condiz com uma Jaguar, Aston Martin ou Land Rover. A Ford hoje é muito mais do que uma fábrica americana”. As três marcas de luxo britânicas passaram a ser controladas pela Ford nos últimos anos. A empresa já encomendou a troca do velho logotipo pelo novo nas fachadas do prédio da diretoria em Dearborn, estado de Michigan, o que deve ocorrer em junho próximo.

TECNOVIDADE

Rodovia inteligente
Estradas ganham equipamentos digitais para enfrentar congestionamentos e evitar acidentes

A partir do ano que vem, o paulistano que programar uma ida às praias poderá ligar o computador antes de colocar as malas no carro para saber, em tempo real, as condições de 26 trechos do sistema Anchieta-Imigrantes, mostrados via Internet, por 47 câmeras estrategicamente colocadas.

O viajante poderá saber, antecipadamente, se vai encontrar congestionamento, chuva ou neblina pela frente. Esta é apenas uma das inovações acenadas pelas concessionárias privadas de rodovias, no sul e sudeste do país, para os próximos anos. Se servir de consolo para quem não se conforma com o aumento de pedágios, prevê-se uma avalanche de serviços e modernização das estradas.

São Paulo é o Estado mais avançado no setor, sobretudo quando o assunto é monitoração da estrada pelo vídeo. “Assim que percebemos um carro parando no acostamento, acionamos o socorro”, afirma Irineu Meireles, diretor-presidente da Ecovias, empresa que gerencia o sistema Anchieta-Imigrantes. “Nossas câmeras vão até prevenir assaltos.” Já existem seis câmeras em fase de testes. Basta acessar o site www.ecovias.com.br. para ver o resultado.

Para evitar acidentes nos trechos sujeitos a neblina, a Ecovias está instalando um sistema de iluminação importado de Israel. São centenas de pequenos sensores encravados no asfalto. Conforme a neblina desce, eles se acendem, formando uma trilha brilhante sobre o pavimento. Cada sensor possui um acumulador de energia solar, carregado durante o dia para ficar acesso quando não há luz. Já foram instalados cerca de 500 na Rodovia dos Imigrantes para testes. Funcionaram tão bem que surgiu um problema inesperado: “Estão sendo arrancados do solo por vândalos que levam para casa como enfeite”, reclama Meireles.

Esse problema não ocorre com os cabos de fibra óptica, enterrados, por segurança, a 2 metros de profundidade ao longo das estradas. A fibra óptica, prevista para várias rodovias paulistas, permite o uso dos novos equipamentos digitais. Entre eles estão os laços medidores de fluxos de tráfego. São sensores que contam o número de carros que passam nos horários de rush, enviando os dados para os computadores da central de operações da rodovia. Essas centrais também poderão localizar rapidamente os carros de socorro. Dotados de chips, eles são detectados por satélite.

Entre as novidades que devem chegar às estradas, o projeto em estágio mais avançado é o dos pedágios eletrônicos. Eles já existem em fase embrionária no Rio de Janeiro. Na Linha Amarela, via expressa que cruza a capital fluminense, já não é preciso usar dinheiro, nem pegar filas.

Basta adquirir um tag, uma espécie de etiqueta eletrônica que, colocada no pára-brisa do carro, é detectada por um sensor no pedágio. Ao comprar o tag, o motorista preenche um cadastro, indicando uma conta bancária para débito automático. Feito isso, sempre que se aproxima do pedágio, o carro é identificado e a cancela abre de imediato. O motorista não precisa nem diminuir muito a velocidade. No fim do mês, recebe um extrato com o valor debitado em sua conta.

“Por enquanto, são apenas quatro cabines automáticas ante 16 manuais”, diz Edson Kauark do Rio, diretor operacional da Lamsa, empresa que gerencia a Linha Amarela. “Mesmo assim, cerca de 40% dos usuários já aderiram ao sistema eletrônico.” Isso significa 13.600 carros. A Linha Amarela também é pioneira no sistema de detecção de monóxido de carbono, o gás tóxico que sai dos escapamentos. No túnel Engenheiro Raimundo de Paula Soares – o maior do Rio de Janeiro -, há 44 ventiladores ao longo de seus 2.190 metros. A velocidade deles é coordenada automaticamente por sensores do gás. Aparelhos instalados nas extremidades do túnel percebem a direção dos ventos e determinam para que lado as hélices devem girar.

A Autoban, empresa que controla o sistema Anhangüera-Bandeirantes, em São Paulo, por onde passam 86 milhões de veículos por ano, está instalando sensores de fluxo e cabos de fibra óptica, com o objetivo de ligá-los a 22 painéis de mensagens na pista. Conforme a quantidade de carros aumenta em um determinado trecho da estrada, os motoristas que ainda não chegaram a ele são alertados para reduzir a velocidade, evitando congestionamentos e acidentes. “Num futuro próximo, teremos o sistema de velocidade variável, de acordo com a quantidade de veículos”, diz o diretor de operações da Autoban, Flávio Berthoud.

Sem filas para pagar – Os pedágios eletrônicos já são realidade no Rio de Janeiro. Quem trafega pela Linha Amarela ou pela estrada Rio-Teresópolis não precisa parar para pagar. Basta ter consigo o tag, uma espécie de etiqueta eletrônica. Em São Paulo, a novidade não vai demorar para chegar.

Previsão via Internet – Em breve, será possível ver os pontos críticos da estrada antes de sair para a viagem. No Sistema Anchieta-Imigrantes, em São Paulo, prevê-se a instalação de 47 câmeras ligadas à Internet. As imagens serão atualizadas a cada 30 segundos, permitindo saber se há congestionamentos, chuva ou neblina.

A caminho do futuro – Tecnologias que chegam às estradas até o ano que vem

Sensor de monóxido de carbono
Aciona e muda a direção dos ventiladores para dispersar o gás tóxico

Fibra óptica
Transmite dados para a central, inclusive estatísticas de fluxo de tráfego

Painéis de mensagens
Espalhados pela estrada, avisam sobre acidentes, neblina e congestionamentos

Câmeras móveis
Capazes de girar e aproximar, levam imagens à Internet

Pedágio eletrônico
Debita automaticamente o valor cobrado na conta bancária do motorista

Radar fotográfico
Registra imagens dos carros que ultrapassam limites de velocidade

Veículos monitorados
Um chip nos carros de socorro permite sua localização por satélites

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