A injeção do combustível diretamente na câmara de combustão possibilita o uso de recursos que aumenta a eficiência da combustão, por isso necessita menos combustível para produzir a mesma potência do que em um sistema indireto, emitindo menor quantidade de poluentes

Em relação ao FSI (Fuel Stratified Injection), o sistema TSI tem como diferencial a aplicação do turbocompressor, que eleva a potência, porém o sistema de injeção direta continua a ser o mesmo, mudando apenas o gerenciamento e calibragem dos componentes.

O injetor está localizado no cabeçote, pulverizando o combustível direto na câmara de combustão. No sistema indireto, que equipa a grande maioria de veículos em produção no Brasil atualmente, a injeção é feita no coletor de admissão (onde se mistura ao ar) e por isso tem contato com diversas partes do motor antes de chegar ao interior do cilindro.

Sendo assim, não há mais o problema de ocorrer condensação nas paredes do coletor de admissão, cabeçote e válvulas, então há uma maior precisão na quantidade injetada.

Operação Homogênea e Operação Estratificada – O fornecimento de combustível é todo controlado sob demanda, ou seja, de acordo com o regime de funcionamento do motor haverá uma determinada vazão e pressão. São utilizadas duas bombas de combustível, uma elétrica dentro do tanque e outra mecânica de alta pressão fixada ao cabeçote e acionada por um came do comando de válvulas.

A primeira é gerenciada por um módulo via sinal PWM (Veja Box), desta forma é possível controlar a velocidade da bomba, e consequentemente a pressão (entre 3 e 6 bar) e vazão da linha, modulando a largura de pulso.

A bomba mecânica recebe o combustível, que antes passa por uma válvula reguladora, que o libera de acordo com o regime de funcionamento do motor controlando assim a pressão que será gerada para os injetores. Esta pressão varia entre 50 bar (em marcha lenta) e 110 bar (em carga plena). As linhas de alta e baixa pressão são monitoradas pela unidade de controle do motor.

Injeção homogênea X estratificada – A injeção homogênea é aquela onde o combustível se mistura ao ar de forma igual por toda a câmara de combustão entrando em combustão quando acontece a centelha. Na injeção estratificada são formadas zonas com diferentes proporções de relação ar/ combustível.

PWM – Pulse-width modulation – PWM significa modulação por largura de pulso, isso quer dizer que é possível variar a intensidade do sinal alterando a largura de cada pulso. Para exemplificar, vamos analisar o funcionamento dos LEDs de lanterna e freio gerenciados via sinal PWM.

Para a função lanterna, são enviados pulsos estreitos numa dada frequência assim, o LED trabalha com uma potência que gera um efeito visual ideal para luz de lanterna. Já quando o pedal de freio é acionado, o módulo aumenta a largura do pulso e mantém a frequência, no caso da luz de freio, a largura do pulso aumenta em até 100% de ciclo de trabalho, então o efeito visual será de uma luz mais intensa.

O sinal PWM também é utilizado em bombas elétricas, válvula borboleta, portinholas de sistemas de climatização e outros atuadores que necessitem de controle de potência.

Veja também | Motorização 1.0 litro TSI Flex