Faróis: o que os olhos veem até o coração sente

Muito se ouve falar em lâmpadas super brancas ou Leds para substituir as lâmpadas halógenas originais do seu carro, simplesmente porque dizem ficar mais bonito. Mas será que a segurança é a mesma?

Se para você, alguns termos falados acima não faz sentido, você precisa ler está matéria até o final.

A criação dos faróis é anterior a criação do automóvel, tal qual o conhecemos hoje. Eles já existiam na época das carruagens e charretes puxadas a cavalos, mas eram alimentados por candeeiros de querosene e não iluminavam tão bem.

Em uma viagem a Berlim, tive a oportunidade de visitar uma exposição da Mercedes-Benz na avenida Unter den Linden e pude ver alguns modelos do início do século passado ainda com faroletes desse tipo.

Mas logicamente o aumento da velocidade desenvolvida pelos carros, trouxe a necessidade de maior luminosidade para o veículo a noite, a fim de que o motorista tivesse tempo suficiente para tomar uma decisão de mudança de rota ou parada total do veículo.

A primeira evolução deu-se com as lâmpadas halógenas, que são lâmpadas blindadas que usam um filamento (resistência) que ao ser alimentado fica incandescente emitindo assim luz.

A potência dessas lâmpadas aumentou a distância do facho de luz e são usadas até hoje pela indústria automotiva, pois trata-se de uma opção eficaz e barata, tanto para fabricação como para reposição.

A potência máxima dessas lâmpadas é de 60W, o que faz com que todo o sistema seja preparado para essa capacidade. Quando se coloca uma lâmpada super branca, normalmente a potência é maior o que causa o derretimento do globo do farol e o aquecimento da instalação elétrica, podendo até ocasionar incêndio. E se for colocar as famosas lâmpadas de led não tem o mesmo posicionamento dos filamentos das lâmpadas originais, o que prejudica a luminosidade.

A próxima evolução foram os faróis de xênon, que tem esse nome por usar o gás xenônio em sua composição, a grosso modo, são parecidas com as nossas lâmpadas fluorescentes. Duram mais que as halôgenas, iluminam até 3 vezes mais e chamam atenção pela tonalidade e intensidade luminosa, os tons variam do branco até o violeta.

A especificação do projeto, impede a instalação em veículos que não foram projetados com eles. O projeto inclui quantidade de intensidade luminosa e lavador de faróis. Projeto muito eficiente, preço em queda, mas sendo substituído pela próxima evolução.

Faróis em Led. Esta tecnologia não utiliza filamentos, portanto aquece menos e consome menos energia. Ponto forte também para a durabilidade, podendo chegar a até 5000 horas de vida útil. Iluminam um pouco mais que o xênon, mas consomem muito menos.

A tonalidade da luz emitida é azulada e aproxima-se da luz do dia. É a tecnologia que tende a ser empregada nos veículos daqui pra frente. Difícil bater o halógeno por conta do custo elevado.

O mais moderno e seguro atualmente, são os faróis de laser. Convertem a luz fluorescente em um raio direcionado capaz de iluminar 1000 vezes mais que o led. Farol utilizado para longas distâncias e altas velocidades, portanto são ativadas quando o veículo ultrapassa certa velocidade. O custo elevado desse sistema, faz com que seja exclusivo em veículos de alto padrão.

Agora que você já conhece os tipos de faróis disponíveis, aprenda a usar o modelo original de fábrica, com suas qualidades e limitações e se se interessar por outro modelo de farol, escolha quando for trocar de carro.

Tobias França
@franca.tobias, engenheiro mecânico especialista em tecnologia automotiva, consultor e palestrante na UNION CONSULTORIA com mais de 1000 horas de treinamento ministrado e mais de 3000 pessoas treinadas. Instrutor certificado internacionalmente, WOLFSBURG – ALEMANHA, pela VOLKSWAGEN.

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