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Os plásticos podem conduzir eletricidade?

Sim. Embora seja comum nas escolas os professores usarem plásticos como exemplo de   isolante elétrico, hoje já é possível fazer com que determinados plásticos especiais conduzam corrente elétrica.

A história desses novos materiais é recente e sua descoberta ocorreu acidentalmente em 1973 por Shirakawa (na cidade de Tóquio, Japão) quando um estudante incumbido de preparar um plástico comum, o poliacetileno, cometeu um erro ao usar uma quantidade mil vezes maior que a normal   de um catalisador, ingrediente usado na preparação desse material.

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Com isso, ele obteve um poliacetileno de aspecto metálico diferente do que normalmente se preparava desde os anos 50. Um pesquisador norte-americano tomou conhecimento do fato e   resolveu fazer um teste com o novo material.

Ao mergulhá-lo em uma solução de iodo, percebeu que o material se tornava condutor elétrico. Desde então, a pesquisa nessa área aumentou muito e, de lá para cá, uma grande quantidade de plásticos que conduzem eletricidade já foi descoberta.

Embora esse material já tenha algumas aplicações comerciais, uma pergunta ainda não foi totalmente respondida: como um plástico pode conduzir eletricidade?    Em primeiro lugar, para entender um pouco do assunto, é necessário saber o que é um plástico do ponto de vista químico. Os plásticos são formados de cadeias poliméricas, moléculas gigantes formadas pela união de várias moléculas menores, geralmente idênticas. As cadeias poliméricas lembram uma corrente cujos elos seriam as moléculas pequenas concatenadas por meio de ligações químicas.

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O modelo teórico mais aceito sobre a condutividade ao longo dessas cadeias sugere a    existência de defeitos em algumas dessas ligações químicas, que podem ceder ou receber um elétron, constituindo-se em um defeito carregado positiva ou negativamente.    Ao submeter a cadeia a uma diferença de potencial elétrico, o defeito carregado é atraído em uma direção, transportando carga elétrica, isto é, conduzindo eletricidade. Mas esse modelo não explica como a carga passa de uma cadeia para outra dentro do mesmo plástico, que contém uma grande quantidade delas.

Outras propriedades interessantes também são encontradas nesse novo material, como   eletrocromismo (mudança de cor pela aplicação de uma tensão elétrica), armazenamento de cargas elétricas (uso em baterias), eletroluminescência (emissão de luz quando atravessado por uma corrente elétrica) e sensibilidade a vapores de substâncias, detectável através de mudanças nas propriedades elétricas do plástico.

Francisco Luiz dos Santos – Departamento de Física – UFPE

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