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Ônibus ganha mais conforto

As novidades do setor, expostas na Expobus 2001, mostram que o desenvolvimento tecnológico é a maior preocupação dos fabricantes

          A sexta edição do Salão Internacional do Ônibus (Expobus 2001) reuniu, em São Paulo, 120 expositores que trouxeram ao Brasil todas as novidades no setor de transporte coletivo, ocupando uma área de 40 mil metros quadrados do Centro de Exposições Imigrantes. Sofisticação é a melhor palavra para definir as novidades apresentadas na Expobus.

Os fabricantes mostraram desde os modelos Bella e Bello, responsáveis pela participação de 10% do mercado minimicros pela empresa Comil, até os exagerados ônibus bi-articulados da Volvo, com capacidade para 280 passageiros.

Para o setor rodoviário, as estrelas da Expobus foram os veículos equipados com as poltronas Camabuss, da Busscar, que se transformam em camas. Outro destaque foi a apresentação da Geração 6 da Marcopolo, com o modelo Paradiso 1200 Turis, um ônibus que busca o conforto dos passageiros e tem design futurista.

PEQUENO PORTE – Os veículos de pequeno porte já ocupam espaço significativo no mercado de transporte coletivo, por causa da versatilidade no trânsito, maior agilidade e capacidade de resposta imediata nas manobras. Os pequenos estão com uma participação nada modesta no mercado de transporte urbano. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Sérgio de Freitas, 2001 projeta uma produção de 23 mil ônibus no País, e pelo menos 30% dessa frota deve ser formada por veículos pequenos.

Embora a Agrale ainda seja líder absoluta no País nesse segmento, a Volkswagen e a Mercedes-Benz entraram na briga pela fatia de mercado. A invasão dos perueiros no transporte informal de passageiros, chamados de ‘camelôs do transporte’ pelos representantes das entidades patrocinadoras, foi apontada como um fator para o desaquecimento do mercado interno de ônibus, só compensado pela exportação de 45% da produção nacional para o exterior, que funciona como contrapeso para o oscilante mercado brasileiro.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Carrocerias para Ônibus (Fabus), Cláudio Roberto Nielson, disse que o transporte coletivo no Brasil passou por uma séria crise em 1999 e voltou a crescer em 2000. Apesar disso, a Expobus 2001 mostrou que o Brasil é capaz de competir no mesmo nível de qualidade com os países de primeiro mundo e está conseguindo superar as dificuldades.

Segundo dados da Anfavea, a produção de chassis foi de 22,6 mil unidades em 2000, a maior desde 1992. Se comparada a 1999, apresentou um crescimento de 52% e já projeta para este ano a produção de 23 mil unidades. No setor de carrocerias, as empresas também comemoram um bom momento, com uma produção de 17 mil unidades no ano passado, atingindo um faturamento bruto de R$ 1,172 bilhão, de acordo com informações da Fabus.

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