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Aço colorido

Minas Gerais é a sede da primeira fábrica de aço inox colorido da América Latina. Produto inédito no país, a chapa de aço colorida é fruto de um projeto desenvolvido pela Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais ­ Cetec ­ com o apoio da FAPEMIG.

A coloração é realizada através de um processo eletroquímico, sem emprego de pigmentos e corantes. A tecnologia brasileira não polui o ambiente e o produto é mais resistente ao desgaste e mais barato que o similar encontrado no mercado internacional.

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A idéia surgiu em 1990, quando a Acesita ­ Companhia Aços Especiais ­ encomendou ao Cetec o desenvolvimento de um projeto para o estudo da coloração de aços inoxidáveis coloridos.

Uma equipe de pesquisadores, coordenada pela engenheira química Rosa Junqueira, desenvolveu um processo químico, espelhado na tecnologia inglesa da Inco ­ International Nickel Corporation ­, mas as chapas coloridas não saíram do laboratório.

Por esse processo, as chapas eram banhadas em uma solução química à temperatura de 80º C.

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Utilizado no Japão, Europa e Estados Unidos, o processo químico é altamente poluente, além de não conferir qualidade ao produto, como a boa reprodutibilidade e homogeneidade da cor.

Por solicitação de uma empresa do setor automobilístico, que precisava colorir parafusos em aço inoxidável na cor preta (o que não era possível pela tecnologia da Inco), a equipe decidiu, então, otimizar a tecnologia inglesa e desenvolveu um outro processo de coloração de aços inoxidáveis por tratamento térmico.

Mas, outra vez, o produto não passou da fase laboratorial. “Eles queriam que o Cetec doasse a tecnologia”, explica a pesquisadora.

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Insistindo na otimização da coloração do aço, entre 1996 e 1998, Rosa desenvolveu uma nova tecnologia, totalmente limpa e aplicada à temperatura ambiente: o processo eletroquímico, hoje utilizado pela Inoxcolor ­ Aços Inoxidáveis Coloridos Ltda.

A coloração do aço resulta de uma seqüência de tratamentos químicos e eletroquímicos, que fazem crescer a camada de óxidos que naturalmente reveste a superfície do aço inox.

Com o crescimento homogêneo dos óxidos, é produzido um largo espectro de cores características e reprodutíveis.

Por analogia, o efeito da interferência da luz na superfície do inox colorido é o mesmo que produz diferentes cores em uma fina camada de óleo sobre a água.

As cores vão se sucedendo, de acordo com a espessura do óxido, iniciando com tons de bronze, seguidos de azul, dourado, vermelho e verde. Tons de grafite, marrom e preto são obtidos com ligeiras modificações do processo.

Um equipamento chamado potenciostato/ galvanostato controla o fluxo das correntes. As cores são rigorosamente medidas pelo espectrofotômetro de refletância.

O aço colorido obtido pelo processo eletroquímico é duas vezes mais resistente ao desgaste que o produzido pelo processo químico convencional. Além disso, propicia cores mais firmes e homogêneas e não polui o ambiente.

Enquanto a nova tecnologia era desenvolvida no Cetec, o engenheiro e empresário Pedro Kaechele, numa viagem à Austrália, viu o aço colorido e pensou em comercializar o produto no Brasil.

Afinal, as chapas coloridas podem ser usadas em revestimentos internos e externos na construção civil, elementos arquitetônicos, mobiliário urbano, esculturas, luminárias, fachadas, elevadores, escadas rolantes, metais sanitários, eletrodomésticos, enfim, o uso do aço colorido depende da imaginação do decorador.

É uma inovação não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. Através de amigos, Kaechele soube que o Cetec já estava desenvolvendo a tecnologia de coloração do aço e, entusiasmado com a implantação do produto no país, decidiu comprar aquela pesquisa.

Em 1997, O Cetec, com pedido de patente junto ao INPI ­ Instituto Nacional da Propriedade Industrial ­ e a Inoxcolor firmaram um contrato de transferência de tecnologia mediante pagamento de royalties sobre o faturamento líquido resultante da venda do produto.

Segundo o empresário, o aço colorido tem um mercado muito promissor. A Inoxcolor começou a receber pedidos, antes mesmo de iniciar a produção em escala industrial, em abril de 2000. Nos países do Mercosul, o aço colorido também é novidade e o mercado promissor. Antes do produto brasileiro, a importação era muito cara.

“Estamos em negociação com a Argentina, Uruguai e Chile.” Além de inédito, o aço colorido brasileiro é melhor e mais barato que o importado. Atualmente, a fábrica está em fase de testes em escala piloto, mas o projeto de construção da unidade industrial foi adequado para inclusão de novos tanques, o que permitirá duplicar rapidamente a capacidade instalada.

Kaechele acreditou na tecnologia desenvolvida no Cetec e utilizou os próprios recursos para construir a fábrica. “Os institutos de pesquisa como um todo deveriam ser incentivados para que as idéias vindas de outros países fossem desenvolvidas aqui.”

Quem também apostou no sucesso do aço colorido foi a Prefeitura de Mateus Leme, que doou um terreno para a nova indústria.

Com a inauguração da fábrica, o município situado na região metropolitana de Belo Horizonte também vai lucrar: 50 empregos diretos e o aumento da arrecadação de impostos.

TECNOLOGIA LIMPA

Ecologicamente correto, Kaechele fez questão que os projetos tivessem orientação ambiental e cumprissem todas as etapas do licenciamento ambiental junto à Feam ­ Fundação Estadual do Meio Ambiente.

“O meio ambiente faz parte do nosso negócio, essa é a nossa mentalidade.” Tudo foi pensado e planejamento nos laboratórios do Cetec.

Com a tecnologia limpa, todos os resíduos sólidos são transformados e reaproveitados pela indústria de pigmentos e corantes e os efluentes líquidos depositados nos rios passam por um processo de tratamento orientado pela Feam.

Além de preservar o ambiente, a nova tecnologia brasileira em breve estará pronta para entrar no mercado europeu.

“A nossa meta é o selo verde ­ exigido pelos europeus.” Kaechele acredita que a curto prazo a Inoxcolor atenderá as normas ambientais européias e espera exportar o aço colorido de Minas Gerais também para a Europa.

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