quarta-feira, 1 abril , 2026
28 C
Recife

Tecnologia e Mercado – Parte 1/3 (Continuação Pág 4)

1.O SUCESSO (VEM) DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Todos nós, desde pequenos, somos bombardeados por todos os lados por várias mensagens e conselhos com o intuito de nos prepararmos o melhor possível para o futuro que nos espera.

- Publicidade -

Mais tarde iremos repeti-los intactos para as outras pessoas de nosso convívio. Um deles nos diz que “prevenir é sempre melhor que remediar”.

Mas cabe perguntarmos a nós mesmos sobre por que não seguimos sempre essa máxima que tanto ouvimos e falamos ?

As respostas estão dentro de nós que fazemos parte deste universo de apaixonados pelo automóvel.

- Publicidade -

Devemos ter em mente que a manutenção preventiva é um lucro coletivo, todo o mercado ganha, uma vida e um trânsito mais seguro.

A realidade é assustadora. No Rio de Janeiro temos um trânsito que se locomove com uma velocidade do tempo das diligências do velho oeste americano. Muitos veículos parados por falta de manutenção e mais despesas para a sociedade.

Segundo os dados do DETRAN – RJ temos a seguinte configuração do caos urbano carioca:

- Publicidade -

– 1.687.555 de veículos no município do Rio de Janeiro;
– 5,850 milhões de habitantes da cidade;
– Mais de 4 milhões de viagens em trens, metrô, carros e ônibus são feitos regularmente no Rio;
– Na cidade do Rio de Janeiro operam 399 linhas de ônibus;
– 850 em cada mil moradores da Barra da Tijuca têm carro;
– Nos bairros da Gávea e do Jardim Botânico, há 749 carros por mil moradores.

Não são concebíveis os dados de que tenhamos um mercado reparador a beira do caos com estes números. Só falamos da Cidade do Rio de Janeiro como exemplo.

O momento é de investir em cultura automobilística e manutenção preventiva. Esta é a saída!

Prevenção é um padrão de Cultura, um comportamento internalizado, como aquelas coisas que fazemos quase sem perceber.

Estarão então os “imprevidentes” condenados desde o berço? Felizmente temos a capacidade de incorporarmos um novo padrão cultural em qualquer momento de nossas vidas, bastando para isso termos Vontade, Perseverança e Método.

Mudar é sempre penoso, manter um padrão cultural é mais cômodo, é uma tarefa um pouco mais difícil do que pensar em mudar. Mas o resultado é altamente gratificante para quem o consegue.

A tarefa do Gerente de Oficina nesse processo é a do líder, do educador, aquele que fará com que cada um dos envolvidos se convença das vantagens dessa mudança.

Todos os agentes devem ser sensibilizados e estimulados a adotar esta nova mentalidade: os profissionais técnicos, os não-técnicos e os clientes.

É preciso agir sobre os seus profissionais, tornar-se um multiplicador, treiná-los, ensiná-los a oferecer ao cliente o serviço mais adequado às suas necessidades.

É preciso divulgar e informar ao cliente uma série de novos padrões de comportamento na conduta do seu veículo e de sua própria qualidade de condução, convencendo-o de que ganha sempre quem age antes de seu veículo apresentar problemas.

E não apenas os funcionários devem ser treinados, o próprio gerente terá sempre muito a ganhar ao procurar se reciclar, estar sempre aprendendo, de “antena ligada”, freqüentando palestras ou cursos que o mantenham atualizado sobre as melhores maneiras de gerenciar a sua oficina e levar a qualidade ao cliente, sem que para isso tenha que se pagar mais caro por este grandioso detalhe.

Com o crescente emprego de componentes cada vez mais complexos e de alta tecnologia nos automóveis nacionais e importados que habitam nosso mercado, entre os quais citamos a injeção eletrônica e as ignições mapeadas, os equipamentos de segurança veicular, como sistemas de freio ABS, Air Bag e etc. o profissional da reparação foi impelido a retornar à sala de aula, buscar a figura do treinamento, à procura dos conhecimentos perdidos, necessários ao desenvolvimento ao desenvolvimento da sua atividade profissional.

Surge a figura do especialista dentro do mercado reparador! Todos passam a ter figuras muitas bem definidas, por conseqüência, sobra muito pouco tempo para dedicação e desenvolvimento das tarefas especificamente voltadas à administração da oficina.

Por outro lado à figura do gerente não pode se dar ao luxo de envolver-se em áreas de competência exclusiva desses profissionais. O que se espera do gerente?

Um novo quadro se delineia. As necessidades de um líder empresarial, um conquistador e mantenedor da qualidade de atendimento aos clientes, enfim, um gestor!

O gestor automotivo ocupa-se integralmente com a administração da sua empresa e, portanto, precisa manter constante a reciclagem de conhecimentos neste campo.

Seu universo de atuação abarca vários pontos da Administração Financeira, dos Procedimentos Contábeis e das modernas tecnologias e Ferramentas da Qualidade e Produtividade.

O gerente não deve concentrar-se somente nas questões de formação de preço do serviço, levando em conta a carga tributária incidente, as diversas despesas necessárias à manutenção do seu negócio, manter os preços dentro de uma ótica competitiva, mas observar o mundo que gira ao seu redor.

O preço do serviço ainda é uma questão de peso, porém, não é mais o fator decisório no momento da escolha do estabelecimento reparador.

Outras questões surgem na visão do cliente, tais como: o ambiente, o atendimento, as facilidades na forma de pagamento, outros valores agregados e etc. Será que você está preparado para este novo cliente exigente e consciente dos seus direitos?

Pense nisso!

A sobrevivência – dependendo do foco do negócio, por exemplo às retíficas de motores, temos as certificações do IQA – Instituto de Qualidade Automotiva – que será outra forma de separar o mercado aventureiro do mercado competente e correto.

Uma empresa que possui um programa efetivo de qualidade tem uma poderosa ferramenta de marketing, pois pode assegurar à sua clientela que seu veículo encontra-se em boas mãos.

Somente desta forma seu estabelecimento poderá transformar clientes esporádicos em clientes fiéis.

O resultado desta equação é a conquista da confiança. Somente um serviço de qualidade assegurada poderá agregar estes valores a sua empresa.

Conhecer as normas técnicas referentes ao mercado reparador automotivo – ABNT/NBR 14481 e 14482, em particular – e utiliza-las é outra forma de diferenciar o seu negócio, justificando o seu preço e a sua conduta profissional.

Estas normas visam padronizar a forma e os meios para a realização de reparos automotivos.

Mas para que tudo isto aconteça é preciso mudar a forma de encarar o mercado reparador.

É preciso mudar a metodologia de profissionalização de nosso mercado, ensinar profissionalização não é somente passar conceitos básicos, é fazer com que o aluno tenha o hábito de pensar, que possa agregar valor ao que já foi aprendido.

É fundamental atentar para o uso das novas tecnologias de informação e comunicação (multimídia, hipertexto, internet, intranet) que flexibilizam o aprendizado e o âmbito formativo, impondo ao aluno a construção do conhecimento.

Paralelamente, as montadoras devem se empenhar em acabar com as caixas pretas da informação tecnológica, um estímulo à pilhagem de idéias e à cultura da informação velada, obtidas através de formas não muito honestas.

Restringir o acesso aos protocolos eletrônicos é um ato de restrição ao direito de opção, venda casada (aquisição do veículo em conjunto ao serviço), uma atitude que fere a livre concorrência e rivaliza os reparadores independentes e os serviços autorizados.

Já pensaram na hipótese de um país com mais de 10 montadoras, poucas concessionárias e centenas de reparadores independentes multimarcas, tendo que adquirir um equipamento de diagnóstico para cada veículo que adentrar a oficina?!

Esta postura somente acelera a queda da qualidade e onera o custo de manutenção para o usuário final.

Isto, muito em breve, será fator diferencial na escolha de um modelo e pesará muito na hora da compra – atenção montadoras!! Multiplicar o conhecimento não é favor algum ao mercado.

É uma situação imperiosa para o mercado. Assistência técnica é questão de segurança, vai muito além da ordem econômica.

falta de informação + falta de formação + sonegação de informações
+ peso dos investimentos = reparador desiludido e usuário insatisfeito.
Consórcio Rodobens – Pague metade da parcela por 12 meses

Crédito de até R$170 mil em 96 meses.

Se você está pensando em comprar um carro, o Consórcio Rodobens tem uma oferta especial: durante os primeiros 12 meses, você paga apenas metade da parcela. É a chance de planejar sua compra com economia e sem juros bancários.

Saiba mais clicando aqui

Matérias relacionadas

20% de desconto na taxa administrativa – economia de até R$ 14 mil

Para quem busca caminhão novo, em março o Consórcio Rodobens oferece 20% de desconto na taxa administrativa. Isso pode representar até R$14 mil de economia. Uma solução inteligente para quem precisa investir na frota.

Clique aqui para saber mais!
Blindagem de Fábrica Chevrolet

Mais recentes

Consórcio de Carros Rodobens
Consórcio de Caminhões Rodobens

Destaques Mecânica Online

Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis
R2A Parts

Avaliação MecOn