quarta-feira, 1 abril , 2026
28 C
Recife

Renaults elétricos, um novo caminho

Carro elétrico é coisa antiga, do Século 19, início da mobilidade, disputando a preferência dos motoristas com vapor e petróleo, ganhador pela facilidade e confiança em achar reabastecimento.

O princípio não muda: baterias alimentam um motor elétrico que aciona as rodas. Nem as dificuldades: limitação de autonomia; lentidão das cargas; forma de recarregar.

- Publicidade -

Fabricantes tentam melhorar o periférico, maneiras de reduzir o consumo; de gerar energia com o deslocamento dos veículos – aumentar a autonomia, há tempos e hoje em torno de 100 km.

A Renault apresentou em Lisboa dois modelos elétricos ditos Z.E. – zero emission: sedã Fluence – que para eles não é carro de luxo, como aqui -, e o utilitário Kangoo – nova geração.

2013 complementará com os produtos-aplicativos Twizzy, urbanóide, dois lugares, e Zoe,hatch 4 lugares.

- Publicidade -

Visão rude pode considerá-los apenas mais dois, mas são muito mais: tem o brilho da fórmula, e nela os carros são apenas um terço: completam-na o interesse estatal no reduzir emissões poluentes; e a facilidade de re-abastecimento.

Receita de aplicação mundial, os Renaults podem re-abastecer em casa ou no escritório do usuário, em carregador específico; recarregar emergencialmente ligados direto á tomada comum; em postos públicos nas ruas – em Portugal já há 1.500 ! Mais simples, desenvolvida por associada israelense, o carro entra numa vala e um robô inferior solta o compartimento com a bateria – 250 kg – e em minutos coloca outra.

O êxito da fórmula é reflexo do atavismo histórico-negocial de Carlos Ghosn, brasileiro filho de libaneses que dirige a Aliança – Renault + Nissan: negócio bom é aquele em que as partes ganham e voltam a fazer mais negócios.

- Publicidade -

Assim, a parte não-automobilística, fornecimento da energia, montagem de postos, vendas dos transformadores, fica com parceiros locais – no Brasil, em experiência local, a Prefeitura de S Paulo.

Em Portugal a empresa é a Mobi. e unindo as plataformas em sistema único. Em Israel e Dinamarca, Better Place, com a troca rápida de baterias.

Criou, ademais, leque de atrativos: menores preços para manutenção, seguro, aluguel das baterias – E 80/mês – para reduzir o preço do veículo; agrada aos ambientalistas com sistema de reciclagem e, golpe de mestre, para evitar a surpresa visual, o motor não é cilíndrico, como os usuais elétricos, porém carenado em formato de motor convencional, endotérmico, 4 cilindros.

Dispensa caixa de marchas, chama o conjunto moto propulsor de “unidade moto-redutora”. 50 kg mais leve que um motor convencional 1.6 mais transmissão automática, gera 70 kW – 95 cv.

Qual é ? Piração? Projeto de relações públicas? Desvario tecnológico? Factóide para desviar atenções a algum fato de baixo mérito? Vantagens tributárias?

Não parece. A Renault apresentou projetos em 2009 para te-los comerciais em 2012; incluiu-os na messe de reduzir sua pegada ecológica – o impacto do processo industrial e produtos no meio ambiente.

E foca, determinada, grande e saborosa fatia do mercado mundial de automóveis elétricos prevista em 10% aos 2020. Promete, a Aliança – Renault + Nissan – venderá 1,5 M de elétricos até 2016; aplica 4 B de euros; mobiliza 2.000 engenheiros.

Quer estar à frente das oportunidades, deixar de ser parte do problema, ser parte da solução. (próxima Coluna, Lisboa, Cascais, por ali, de Renaults Z.E.)

Em 1971 a norte-americana Bell resolveu apostar na tração elétrica. Saiu a campo procurando veículo leve e racional – coisa que os norte-americanos não eram – descobrindo, num pátio de revendedor Renault, solitário e abandonado Dauphine 1962, O km, – igual aos modelos brasileiros.

Por valor de troco levaram-no e iniciaram dar forma ao insípido, inodoro, invisível e impalpável sonho. Rezaram o catecismo da época, mantendo a transmissão de 3 velocidades à frente, aplicando motor elétrico Delco Remy de 15 KW a 35 KW (a grosso modo 11 a 25 hp), em lugar do Ventoux de 850 cm3 e 31,5 hp.

Sofreram naqueles tempos iniciais, no compatibilizar a babel de linguagem entre sistemas mecânicos, elétricos, eletromecânicos e balbuciante eletrônica para, ao final, conseguir autonomia de 100 km, velocidade máxima de 90 km/h.

As experiências não se transformaram em produto: para funcionar, 14 baterias convencionais, 6V, de automóvel, colocadas no porta-malas dianteiro e no lugar do banco traseiro, e a misturada de sistemas não oferecia tranqüilidade operacional.

Um componente eletrônico que hoje pesa gramas, naquela época era trapizonga grande, complicada, pesada. Além do mais, ecologia não era moda, e inexistiam incentivos para a compra dos elétricos.

Porém, há 40 anos, marcaram o caminho tecnológico: carro elétrico é elétrico, não híbrido; conseguiram administrar o oferecimento de torque e potência gerados pelo motor, com demandas diferentes de acordo com o uso.

E, mais surpreendente, desenvolveram sistema de recuperação/geração de energia pelos freios, hoje largamente empregado nos elétricos.

Problemas insuperáveis, além do desinteresse público, eram confiabilidade, e como re abastecê-lo sem pânico de falta de carga nas baterias. Exatamente o que derrotara os elétricos ao nascer dos automóveis.

Roda-a-Roda – Expansão – Nissan e Daimler (Mercedes) em passos finais para acertar fábrica comum no México. Área da Nissan, construção e administração pela alemã. Em 2013 produtos Nissan, e em 2014 a nova linha Mercedes Classe C. A Daimler faz caminhões e ônibus no México, utilitários esportivos nos EUA.

Reflexos – Bom para o consumidor brasileiro. Mexicanos, os Mercedes C não pagarão imposto de importação, então já retornado a 35% – nossa declaração internacional de incompetência, industrial ou governamental.

Porquê ? – Os Nissan Versa feitos e vendidos no mercado no México portam ABS e almofadas de ar. Os enviados para cá só os tem na versão superior, a R$ 42 mil. É falta de respeito com o consumidor brasileiro e de planejamento – cliente morto por falta destas proteções não comprará outro Nissan.

Fissura – A Hyundai levou jornalistas brasileiros a périplo na Coréia. Primeiro passo no projeto onde precisa exibir-se como dona da imagem da marca.

Hoje, gente de pouco esclarecimento crê que a CAOA, representante comercial e com montagem cosmética em Anápolis, Go, seja a cara da montadora.

Processo – A CAOA tem acelerado o implantar de sua renca de revendas para fazer moeda de negociação à hora em que a Hyundai quiser assumir produção e importação a partir de Piracicaba, Pr, onde instala fábrica.

Acerto – Há dias a JAC anunciou vender seus modelos J3 e J3 Turin portando, sem custos adicionais, revestimento em couro, tapetes e a inexplicável película nos vidros.

Voltou atrás, desistiu destas – os carros ficariam mais escuros que o permite a lei, expondo os proprietários a multa e remoção do filme nas estradas para continuar viagem. Um mico – preto.

Oportunidade – Ao anúncio Renault de investimentos para ampliar fábrica em São José dos Pinhais, Pr, Beto Richa, governador, sugeriu fosse em outro município, para melhorar receita e qualidade de vida.

O entendimento, com o presidente mundial da Aliança Renault-Nissan, prefeito e vice de Piraquara, Gabriel Samaha e Armando Neme, assustou diretores e assessores presentes: foi em libanês falado com alegria como segunda língua dos envolvidos.

Decisão – A Renault mudou plano. Ampliará a fábrica, transferindo a Piraquara, lindeiro a Pinhais e Curitiba, centro de logística e de comércio exterior.

Atividade limpa, sem violentar o município, manancial da capital. De triste memória, abrigava a importação de pneus inservíveis B S Colway.

Fugaz – Nova série do Peugeot 207 Quiksilver. Cinco portas, motor 1.6 flex, rodas em liga leve, detalhes em alumínio, a R$ 44.300. Restrito meio milhar.

Mercado – O mercado falha, gagueja e patina. Vendas de importados caíram 40% e a previsão, por medo das consequencias da crise européia, é atingir vendas de imóveis e linha branca, índices preocupantes no período pré-fim de ano, de usual largueza.

Na prática – A fim de artigo novo destas categorias? Acompanhe o mercado, tabule ofertas, e tenha coragem para propostas de vantagens, facilidades, descontos. Semana passada, em SP, imóveis novos marcaram queda de 30% no valor antes pedido.

Moda – Em projeto de maior proximidade com as montadoras a gaúcha Keko recebeu encomenda da Ford para fazer kits com protetor frontal, saia lateral, aerofólio traseiro, adesivos laterais com a inscrição ST, para decorar o Ka.

Custa uns R$ 1,2 mil e, na atual situação do mercado, transformar-se-á em bônus para aos seus compradores.

Lógica – Tomando caminho corajoso – e pouco praticado no Brasil – o Questto!Nó, estúdio de design criou nova cabine para os caminhões Agrale.

Nada de peça única, trambolhosa, difícil de manejar, e diferente para cada modelo e tonelagem, criou-a formada por seis peças básicas, variando de acordo com o modelo.

Agiliza o processo construtivo, aplica plástico reciclável, reduz custos, faz ganho ecológico. É do Questto o design do jipe Stark.

Festa – No clima da grande festa promocional ao uso de bicicletas, passeio com previstos 8.500 participantes, a Caloi lançará modelo exclusivo. O World Bike Tour SP ocorrerá aos 25 de janeiro, aniversário de S Paulo.

Bike – Está mais para bike que para bicicleta. Montada em Manaus, peças caras importadas, como o câmbio Shimano de 21 marchas e a suspensão dianteira.

Cresce – Outubro vendeu 176.796 motocicletas, pífio 0,5% sobre setembro. Relativamente a outubro de 2010, mais 8,6%. Exportações caíram 13,4%.

Apoio – Suzane Carvalho, vencedora dos Campeonatos Brasileiro e Sul Americano de Fórmula 3, correrá de motos na categoria Superbike – 1.000 cm3. Indústrias de acessórios da especialidade, Tutto Moto e capacetes Shoei co-patrocinam.

Ocasião – A Abraciclo, associação dos fabricantes de motos, deveria apoiá-la para associar à idéia de segurança, pela atração como única mulher, sempre geradora de notícias e interesses, transformá-la em coordenadora de projeto de condução com segurança aos motoboys.

Ecologia – A USP, Universidade de São Paulo, aquela onde rebeldes sem causa querem sem policiamento para permitir livre consumo de maconha, adotou 15 scooters Kasinski Prima Electra para patrulhamento e guarda. Junto, seis postos para re-abastecimento.

Negócio – Loja especializada que deu seriedade e estatura aos negócios com veículos antigos e especiais, a Prestige Collections Cars para bem aproveitar o entusiasmo das compras de lazer no final de ano, estará aberta aos domingos – exceto Natal, das 10h às 14h. S. Paulo, endereço nobre, Av Cidade Jardim.

Antigos – Dez e onze de dezembro, o maior encontro de VW SP2 do mundo, Barra Bonita, SP. Presença de Márcio Piancastelli, um dos projetistas do automóvel. Interessado em saber história verdadeira, livrando-se da palpitologia e da invencionice que grassa no meio antigomobilístico? Se ligue: VW-SP2 Convenção Nacional [email protected]

Gente – Orlando Moreira da Silva, engenheiro, memória viva da indústria automobilística, 70, dispensado. OOOO Deixou o Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, onde era coordenador geral e ajudou a botar rota e ordem na casa. OOOO Voltou à NTC, iniciativa privada.

OOOO Peter Schreyer, alemão, 58, Homem do Ano 2012 pela revista Automobile Magazine. OOOO É ex-designer-chefe da Audi, responsável pelas boas formas e dado personalidade aos Kia, no tempo em que os veículos perderam a identidade. OOOO

Consórcio Rodobens – Pague metade da parcela por 12 meses

Crédito de até R$170 mil em 96 meses.

Se você está pensando em comprar um carro, o Consórcio Rodobens tem uma oferta especial: durante os primeiros 12 meses, você paga apenas metade da parcela. É a chance de planejar sua compra com economia e sem juros bancários.

Saiba mais clicando aqui

Matérias relacionadas

20% de desconto na taxa administrativa – economia de até R$ 14 mil

Para quem busca caminhão novo, em março o Consórcio Rodobens oferece 20% de desconto na taxa administrativa. Isso pode representar até R$14 mil de economia. Uma solução inteligente para quem precisa investir na frota.

Clique aqui para saber mais!
Blindagem de Fábrica Chevrolet

Mais recentes

Consórcio de Carros Rodobens
Consórcio de Caminhões Rodobens

Destaques Mecânica Online

Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis

Avaliação MecOn