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Toyota quer ampliar oferta de híbridos flex e SUVs no Brasil

Por Lucia Camargo Nunes*

Focado no plano de descabornização, ou carbono neutro, o CEO da Toyota para América Latina e Caribe, Masahiro Inoue, mais conhecido como Massa, acredita que o mercado caminha para carros mais eficientes e que o consumidor aos poucos vai deixar de comprar para alugar seu carro.

“O mundo está mudando rápido”, diz o executivo japonês que fala muito bem o nosso português.

“Para isso, o carro precisa ser eletrificado ou menos poluente, usando por exemplo, o etanol. O cliente, ao invés de comprar carro, vai alugar. É o uso mais racional”, conta Massa.

Kinto terá esportivos para aluguel – Durante o evento fechado Woman GR Day, no Circuito Panamericano da Pirelli, em Elias Fausto, interior de São Paulo, Massa antecipou que em breve, a Kinto, empresa de mobilidade da Toyota, prepara versões Gazoo Racing da Toyota para alugar.

“A Kinto Share é um sucesso, mas ainda temos que aumentar a variedade de carros, esportivos, de corrida, de trabalho”, observa o CEO. A empresa começou há pouco tempo com as assinaturas mais a longo prazo.
Um diferencial da assinatura é ter a opção de, durante a vigência do contrato, utilizar por 2 ou 4 diárias um outro veículo – por exemplo, assinar um sedã Corolla, mas durante uma necessidade, usar uma picape Hilux.

Mais carros híbridos flex – Enquanto no Brasil a Toyota nada de braçada com a venda dos primeiros e únicos modelos híbrido flex – com o sedã Corolla e o SUV Corolla Cross – ao que tudo indica a tecnologia será expandida a outros modelos.

“Aqui no Brasil temos o etanol e precisamos aproveitar ao máximo possível essa tecnologia. Está tudo pronto, há 30, 40 anos. Já para produzir um veículo elétrico, precisamos produzir baterias de lítio, muito cara, e não temos uma boa estrutura. Podemos seguir um caminho diferente”, diz Massa, referindo-se aos flex fuel hybrid. Segundo ele, a Índia mostra interesse nessa tecnologia.

Para o Brasil, existe um planejamento de que outros carros do portfólio Toyota se tornem híbridos flex. Até 2025, cada linha terá opções eletrificadas.

Vem aí o SUV do Yaris – Em relação ao crescimento de interesse pelos SUVs, Massa ainda aposta no Corolla para clientes mais tradicionais. O sedã, produzido em Indaiatuba (SP), detém 60% de market share e tende a crescer mais com a saída do Honda Civic, que deixou de ser nacional (só voltará ao Brasil na próxima geração, importado e mais caro).

“Há uma pequena canibalização do Corolla para o Corolla Cross, mas quem gosta de sedã continua com sedã”, afirma o CEO. A expansão dos utilitários esportivos é inevitável.

“Consumidor global quer SUV. Então, o segmento B, de sedã e hatch, como o Yaris, está indo para o SUV.”

Para o bom entendedor, Massa dá boas pistas de que a próxima geração do Yaris será mesmo um SUV.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo.

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