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Mercedes-Benz quer ser a Apple dos carros elétricos: é proibido abrir o capô

Por Lucia Camargo Nunes*

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Esta semana a Mercedes-Benz confirmou a importação de seu segundo modelo elétrico no Brasil. Em julho, começam a chegar as primeiras unidades do Mercedes-AMG EQS 53 4Matic+.

Trata-se de um superesportivo alemão, de 658 cv de potência, e capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 3,4 segundos. Em versão única, custa R$ 1.350.900.

Mas há um detalhe que a montadora não conta em seu comunicado à imprensa nem você vai encontrar facilmente por aí. Não é possível abrir seu capô. “Somente o pessoal especializado de uma oficina autorizada deve abrir o capô. É proibida a abertura pelo cliente”, informa a marca pela tela de seu multimídia.

Por isso, não há aquela alavanca ou botão para ter acesso ao compartimento do motor.

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Seria uma nova era de carros, feitos à moda da Apple? Em qualquer manual de iPhone ou iPad, o que você vê é: “A revisão deve ser feita na Apple ou em uma assistência técnica autorizada”.

De um lado, há quem defenda que um carro elétrico, embora seja mais simples em termos de manutenção, requer ferramentas próprias e especialistas treinados para manuseá-lo. Nas recomendações da fabricante, o cliente é informado que “se o compartimento do motor superaquecer ou incendiar, você pode inalar gases nocivos ao abrir o capô”.

Um carro elétrico como o EQS 53 opera com sistemas de alta tensão, que embora ofereçam toda a segurança aos usuários, não devem ser manuseados fora das oficinas autorizadas.

O assunto é controverso. Há reclamações de que uma montadora não pode dizer o que você pode ou não fazer com seu carro. E, claro, uma chuva de comentários de que o que a marca quer é que você gaste muito dinheiro nas concessionárias.

E o que há de tão misterioso sob o capô? – Embora expressamente não indicado pela fabricante, sob pena de perder a garantia, é possível, sim, abrir o capô do Mercedes-AMG EQS 53.

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Um compartimento na parte de baixo do painel, aberto com chave Allen, esconde uma alavanca vermelha de abertura do capô.

Destravada, a tampa não possui nada que a sustente, como hastes ou amortecedores. O curioso que chegar até esse ponto vai ter de encontrar uma forma de mantê-la aberta ou pedir para alguém segurá-la.
O compartimento do motor é todo selado.

Expostos estão componentes eletrônicos, reservatório com líquido de arrefecimento e cabos, entre outros itens. Nada que justificasse “tanto mistério”.

Ah, e para abastecer o reservatório do limpador do para-brisa, geralmente sob o capô, a Mercedes colocou uma espécie de gaveta, que fica acima do para-lama esquerdo, por onde o dono pode adicionar o líquido.
A polêmica está instaurada: você aceitaria gastar mais de R$ 1 milhão em um carro e ser impedido de abrir seu capô?

Sobre o Mercedes-AMG EQS 53 – O carro é equipado com dois motores elétricos que geram 658 cv de potência. Sua bateria de 107,8 kWh permite processos de carga AC/DC com uma autonomia de até 580 km (método WLTP). O desempenho é de um superesportivo: acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,4 segundos.

O pacote de tecnologia inclui o eixo traseiro direcional, que é capaz de girar até 9° as rodas traseiras. E ainda conta com os radares, câmeras e sensores para condução semiautônoma (SAE nível 2), novos faróis LEDs, navegação com realidade aumentada e sistema de conectividade MBUX, entre outros.

Um dos destaques do seu interior é a grande tela central chamada Mercedes-Benz Hyperscreen, em três displays com tecnologia de alta definição.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo. E-mail: lucia@viadigital.com.br

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