No cenário competitivo da Super Truck Pro, a Iveco busca consolidar o Iveco S-Way frente ao domínio técnico da Volkswagen e Mercedes-Benz através de atualizações de durabilidade. Diogo Moscato projeta a terceira etapa focada em velocidade final, utilizando uma calibração que prioriza o torque em altas rotações para superar os adversários nas longas retas do Paraná. O projeto leva vantagem em traçados de alta velocidade devido à entrega de potência bruta, mas exige precisão cirúrgica no gerenciamento térmico dos freios.
A Scuderia Chiarelli implementou uma série de atualizações mecânicas no Iveco #54 após as duas primeiras etapas do calendário nacional.
O foco principal da engenharia foi o aumento da confiabilidade do trem de força, visando mitigar quebras comuns em componentes recém-desenvolvidos para a temporada.
Diogo Moscato destaca que a evolução foi abrangente, cobrindo tanto a performance dinâmica quanto a resistência estrutural do caminhão para regimes severos de carga.
O traçado de Cascavel exige uma configuração de baixo arrasto aerodinâmico, o que forçou o time a trabalhar especificamente no ganho de velocidade de ponta.
A estratégia adotada para o fim de semana consiste em sacrificar o equilíbrio em curvas de baixa, privilegiando o tempo total de aceleração em trechos retilíneos.
Do ponto de vista da frenagem, a equipe realizou testes com novos compostos de pastilhas que não atingiram o coeficiente de atrito desejado nos ensaios preliminares.
Por decisão técnica, Moscato retornou à configuração de freios validada em 2024, garantindo uma resposta de pedal mais previsível e consistente para as duas baterias.
A pista paranaense é notória por punir o sistema de frenagem devido às altas velocidades de entrada em curvas críticas, como o famoso Bacião.
Comparado aos rivais da categoria Pro, o Iveco de Moscato leva vantagem na estabilidade em altas velocidades, fruto do entre-eixos e acerto de suspensão específicos.
Entretanto, o caminhão pode perder terreno em trechos travados caso o gerenciamento de torque eletrônico não esteja perfeitamente calibrado para as retomadas.
O perfil de piloto que este acerto melhor atende é o que possui agressividade em ultrapassagens de reta, aproveitando o vácuo e a potência nominal do motor FPT.
A busca por maior constância no campeonato é o objetivo central, tentando evitar a oscilação de performance registrada nas etapas de abertura do ano.
O piloto reforça que a experiência de 2024, onde conquistou um pódio em sua estreia no circuito, serve como base de dados para o ajuste de geometria atual.
O engajamento do público local e a lotação das arquibancadas exercem influência direta na estratégia de marketing e visibilidade das marcas parceiras como a Inpasa e Rodobras. Piloto corre com o Mecânica Online® estampado em seu caminhão.
O suporte tecnológico da FPT Reman garante que o motor suporte as altíssimas temperaturas de operação sem comprometer a lubrificação forçada do sistema.
- Potência: Calibragem focada em extrair o pico de rendimento em altas rotações.
- Torque: Curva plana para garantir retomadas eficientes após as frenagens bruscas.
- Consumo: Gerenciado para otimizar o peso do combustível durante as janelas de 25 minutos.
- Autonomia SCR: Sistema monitorado para manter a conformidade e performance do motor Cursor.
- Tração: Traseira, com diferencial blocado para maximizar a saída de curva em solo paranaense.
- Preço: Desenvolvimento de alto custo baseado em tecnologias de competição de ponta.
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- Coeficiente de Atrito: Medida da resistência ao movimento entre duas superfícies em contato, fundamental para a eficiência das pastilhas de freio contra os discos.
- Arrasto Aerodinâmico: Força que se opõe ao movimento do veículo através do ar; reduzi-lo é essencial para atingir velocidades máximas maiores em pistas como Cascavel.
- FPT Reman: Processo de remanufatura de componentes de motor com garantia de fábrica, utilizado para manter a performance original com custo otimizado.

