Operacionalizado pelo BNDES, o programa contará com R$ 21,2 bilhões para financiar veículos de fabricação nacional, permitindo que transportadores autônomos e empresas adquiram modelos seminovos ou zero-quilômetro com prazos de até 10 anos e carência de 12 meses.
A medida injeta R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões de recursos próprios do BNDES, visando combater a obsolescência da frota que encarece o frete brasileiro.
A nova etapa do Move Brasil estabelece um limite de financiamento de até R$ 50 milhões por beneficiário, democratizando o acesso ao crédito para cooperativas e frotistas.
Para os caminhoneiros autônomos, o governo reservou R$ 2 bilhões exclusivos, dobrando o montante de 2025 e facilitando a compra de veículos com menor custo operacional.
A engenharia financeira prevê juros reduzidos, que serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), focando na viabilidade econômica de quem opera na ponta do transporte.
O foco em veículos de fabricação nacional estimula diretamente a cadeia produtiva, garantindo que o aporte financeiro sustente empregos em montadoras e fabricantes de autopeças.
O programa exige o cumprimento de conteúdo local do BNDES, assegurando que a tecnologia embarcada nos novos ônibus e caminhões seja desenvolvida ou montada no Brasil.
Ao incentivar modelos mais novos, o Move Brasil promove a eficiência energética, visto que veículos modernos consomem significativamente menos diesel e emitem menos poluentes.
A sustentabilidade é um pilar central, condicionando o crédito à aquisição de tecnologias que atendam às normas de emissões vigentes, alinhadas às metas da COP30.
No transporte de passageiros, a inclusão de ônibus e micro-ônibus deve acelerar a renovação dos sistemas urbanos, melhorando o conforto e a segurança viária nas cidades.
A ampliação do prazo de pagamento para 10 anos é o dobro do previsto na fase inicial, reduzindo o valor das parcelas e aliviando o fluxo de caixa dos transportadores.
O aporte de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) reduz o risco bancário, facilitando a aprovação de crédito para micro e pequenas empresas do setor.
A modernização da frota reduz drasticamente o custo com manutenção corretiva, um dos maiores gargalos financeiros para o transportador autônomo brasileiro.
Com a renovação, o Brasil ganha em competitividade logística, diminuindo o tempo de parada de veículos antigos e aumentando a produtividade por quilômetro rodado.
A medida é vista como estratégica para a transição energética, servindo de base para a introdução de modelos com tecnologias de propulsão mais limpas no futuro breve.
- Potência: Motores de última geração (Euro 6)
- Torque: Otimizado para máxima tração e carga
- Consumo: Reduzido em até 15% (comparado a frotas antigas)
- Autonomia SCR: Sistemas de pós-tratamento de alta eficiência
- Tração: Diversificada (4×2, 6×2, 6×4 e ônibus)
- Preço: Financiamento de até R$ 50 milhões
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- Implementos Rodoviários: Equipamentos acoplados ao chassi do veículo motorizado, como reboques, semirreboques, carrocerias, tanques e betoneiras.
- FGI (Fundo Garantidor para Investimentos): Fundo que oferece garantia complementar aos bancos para facilitar a concessão de crédito a empresas que não possuem garantias suficientes.
- Conteúdo Local: Regra que exige que uma porcentagem mínima do valor ou dos componentes do veículo seja produzida no Brasil para que ele seja elegível a linhas do BNDES.

