A John Deere apresentou seu roadmap tecnológico que visa levar todas as suas unidades globais ao estágio de IA generativa e simulação de fábrica até 2030. Atualmente, a operação na América do Sul utiliza squads multifuncionais para gerir dados de produtos complexos, como colheitadeiras que possuem até 27 computadores embarcados.
A estrutura de manufatura inteligente da empresa é dividida nos pilares de sistemas, padrões tecnológicos (stacks) e soluções específicas.
O uso de dados estruturados em tempo real eliminou defasagens de decisão que antes levavam dias para serem processadas.
A empresa implementou a qualidade preditiva, realizando auditorias dinâmicas baseadas em históricos reais de falhas no processo.
Na intralogística, a ferramenta “John Deere Uber” otimiza rotas internas para entrega de itens críticos nos pontos de consumo.
Agentes de inteligência artificial são utilizados para simular cenários de impacto financeiro em caso de alterações no plano de produção.
A integração entre o SAP e o Enterprise Data Lake permite visibilidade total de estoques em trânsito e previsão de chegada (ETA).
A jornada de transformação digital é dividida em três fases: fundações, ganhos rápidos (quick wins) e escala avançada.
O conceito de gêmeo digital é aplicado para testar fluxos produtivos antes mesmo da implementação física nas linhas.
A estratégia de conectividade inclui antenas satelitais e redes 5G privativas para garantir o fluxo de dados entre campo e fábrica.
A formação de multiplicadores internos garante que cada área tenha representantes aptos a construir soluções tecnológicas próprias.
- Pilares Tecnológicos: Sistemas, Stacks e Soluções.
- Tecnologia Embarcada: Colheitadeiras com 27 computadores internos.
- Logística Interna: Sistema otimizado de rotas para redução de desperdícios.
- Estratégia Digital: Uso de IA para orquestrar bases de dados heterogêneas.
- Metas 2030: Implementação de fábricas inteligentes em escala total.
- Manutenção: Alertas automáticos via vídeo em caso de falhas de ferramentas.
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Low-code: Plataformas de desenvolvimento que exigem pouca codificação manual, permitindo que usuários de áreas operacionais criem aplicações.
OT (Operational Technology): Refere-se ao hardware e software que detecta ou causa mudanças em processos físicos por meio do monitoramento.
Gemba: Termo japonês que significa “o lugar real”, onde o trabalho acontece e os problemas são resolvidos na manufatura.

