Mesmo enfrentando a quebra do amortecedor dianteiro direito, Bia Figueiredo terminou em P7 e P6 em Cascavel, somou 23 pontos na etapa e chegou aos 60 pontos no campeonato, mantendo-se entre os seis primeiros da Copa Truck.
Bia Figueiredo confirmou consistência competitiva ao pontuar nas duas corridas disputadas no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel. A piloto do TIME LUBRAX mostrou regularidade mesmo em um cenário adverso, reforçando sua presença entre os principais nomes da categoria PRO.
Na primeira corrida, Bia largou da 12ª posição e ganhou cinco colocações, cruzando a linha de chegada em sétimo lugar. O desempenho evidenciou boa estratégia e ritmo consistente ao longo da prova.
O avanço no grid permitiu à piloto largar na primeira fila na corrida 2, graças à regra de inversão de posições. Esse formato é comum na Copa Truck e aumenta a competitividade ao embaralhar o pelotão.
Logo após a largada da segunda corrida, um problema crítico comprometeu o desempenho do caminhão. O amortecedor dianteiro direito quebrou, impactando diretamente a dirigibilidade.
O amortecedor é um componente essencial na estabilidade do veículo, especialmente em curvas de alta carga lateral. Sua função é controlar o movimento da suspensão e manter o contato do pneu com o solo.
No circuito de Cascavel, essa falha se torna ainda mais crítica devido à característica do traçado. Das sete curvas do circuito, seis exigem apoio do lado direito, justamente onde ocorreu a quebra.
Mesmo com a limitação mecânica, Bia conseguiu manter o caminhão na pista e evitar perda significativa de posições. A piloto finalizou a corrida 2 em sexto lugar, mostrando controle e resistência física.
A condução nessas condições exige grande esforço físico, já que o caminhão perde estabilidade e previsibilidade. O piloto precisa corrigir constantemente a trajetória.
Segundo Bia, o caminhão tinha potencial para disputar o pódio antes do problema mecânico. A largada foi competitiva, indicando bom acerto inicial.
A estratégia após a falha foi focada em preservar o equipamento e garantir pontos importantes para o campeonato. Essa abordagem é comum em provas de alta exigência mecânica.
Com os resultados em Cascavel, Bia somou 23 pontos na etapa. Esse desempenho foi suficiente para consolidar sua posição entre os primeiros colocados.
No acumulado do campeonato, a piloto chegou aos 60 pontos e ocupa a sexta posição na classificação geral. A diferença para o líder ainda permite disputa ao longo da temporada.
A liderança está com Beto Monteiro, com 77 pontos, seguido por Felipe Giaffone com 74 e Danilo Dirani com 72. A tabela mostra equilíbrio entre os principais competidores.
A proximidade entre os cinco primeiros colocados indica um campeonato altamente competitivo. Pequenos erros ou falhas mecânicas têm impacto direto na classificação.
A Copa Truck se destaca por exigir robustez mecânica dos caminhões, além da habilidade dos pilotos. Componentes como suspensão e freios operam em condições extremas.
Marcas como Iveco, Prometeon e Hipper Freios reforçam a importância do suporte técnico especializado. A confiabilidade mecânica é decisiva para resultados consistentes.
O caminhão de Bia leva também a marca do Mecânica Online®, reforçando a conexão direta com o público técnico e entusiasta do setor automotivo. Essa presença fortalece a leitura analítica da competição.
Do ponto de vista técnico, a quebra do amortecedor revela um dos pontos mais críticos da engenharia de competição: a resistência estrutural sob carga lateral contínua. Em pistas como Cascavel, o esforço repetitivo em um único lado da suspensão acelera o desgaste e aumenta o risco de falhas.
A análise do Mecânica Online® indica que equipes que conseguem equilibrar rigidez e durabilidade da suspensão tendem a ter vantagem competitiva ao longo da temporada. Isso impacta diretamente consistência, desgaste de pneus e controle do veículo.
Além disso, a capacidade do piloto de adaptar a condução após uma falha mecânica é determinante para manter pontuação. Esse fator diferencia pilotos competitivos de resultados ocasionais.
A próxima etapa será realizada no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 30 e 31 de maio. O circuito exige um acerto diferente, com maior diversidade de curvas.
Interlagos demandará equilíbrio entre estabilidade em alta e tração em baixa velocidade. A gestão da suspensão será novamente um fator-chave.
A regularidade apresentada até agora coloca Bia como uma das candidatas a avançar no campeonato. A consistência tende a ser mais decisiva que vitórias isoladas.
Conteúdo exclusivo do Mecânica Online®, com análise técnica independente. Acompanhe no YouTube pelo canal @AutoEspecialista e siga no Instagram @tarcisiomecanicaonline para mais conteúdos automotivos.
• 60 pontos no campeonato após 3 etapas
• P7 e P6 nas corridas em Cascavel
• Ganho de 5 posições na corrida 1
• Quebra do amortecedor dianteiro direito
• Circuito com 6 curvas exigindo apoio do lado direito
• 6ª posição na categoria PRO
Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende
Amortecedor: componente da suspensão que controla os movimentos da mola, garantindo estabilidade e contato do pneu com o solo.
Carga lateral: força aplicada sobre o veículo nas curvas, que exige equilíbrio estrutural para manter aderência.
Rigidez estrutural: capacidade do conjunto mecânico de suportar esforços sem deformações excessivas, essencial em competição.

