A Mercedes-AMG revelou globalmente a segunda geração do GT Coupé de 4 portas, que passa a ser um modelo 100% elétrico desenvolvido sobre a plataforma de vanguarda AMG.EA (AMG Electric Architecture) para disputar o topo do segmento de superesportivos.
A divisão de Affalterbach estabeleceu novas fronteiras de desempenho para suas frotas de alta performance. O bólido abandona as motorizações térmicas tradicionais para estrear um conjunto motopropulsor de três motores elétricos, sendo um acoplado ao eixo dianteiro e dois instalados de forma independente nas rodas traseiras.
O grande trunfo mecânico do projeto reside nos motores de fluxo axial de ultra-alta densidade, desenvolvidos em parceria com a YASA. Diferente dos motores elétricos convencionais de fluxo radial, esse arranjo traz enrolamentos eletromagnéticos paralelos ao sentido de rotação.
Essa mudança arquitetônica resulta em componentes extremamente finos, leves e com entrega de força imediata. No uso real, os motores traseiros medem pouco mais de 8 centímetros de largura, mas são capazes de entregar individualmente patamares de potência comparáveis aos antigos blocos V8 a combustão da marca.
A fabricante estruturou o portfólio inicial em duas configurações de potência extrema. A versão de entrada GT 55 entrega 805 cv de potência máxima e massivos 1.328 Nm de torque instantâneo, cumprindo a aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,4 segundos sob o gerenciamento da tração integral inteligente AMG 4Matic+.
No topo da gama, a variante GT 63 eleva o rendimento dinâmico para impressionantes 1.153 cv de potência e 1.475 Nm de torque. O modelo realiza a prova de zero a 100 km/h em escassos 2 segundos e alcança a velocidade máxima de 300 km/h quando equipado com o pacote AMG Performance opcional.
Para os entusiastas que temem a ausência de emoção auditiva, a AMG desenvolveu uma solução digital de ruptura. O cupê traz uma assinatura sonora computadorizada que gera um ronco artificial grave e encorpado, projetado para simular as reações psicológicas e as transferências de carga características dos antigos motores V8.
A viabilidade de recarga rápida da bateria de 106 kWh define um novo recorde para a indústria automobilística. Utilizando células cilíndricas com refrigeração direta individual e carcaça de alumínio, o sistema de 800 volts suporta taxas de carregamento de até 600 kW em corrente contínua.
Essa potência de absorção energética permite recuperar de 10% a 80% da carga em um intervalo de apenas 11 minutos em eletropostos ultra-rápidos. O conjunto garante uma autonomia máxima estimada em até 700 quilômetros quando aferida sob as diretrizes de medição do ciclo global WLTP.
A dinâmica de rodagem recebeu refinamentos estruturais para garantir o controle de tanta energia em circuitos fechados. O modelo adota de série o sistema de suspensão a ar AMG Ride Control+, que trabalha em sintonia com um eixo traseiro direcional ativo capaz de esterçar as rodas em até seis graus.
Nas variantes mais extremas, o controle de inclinação da carroceria em curvas é gerenciado pelo AMG Active Ride Control, cujos amortecedores adaptativos são interligados de forma hidráulica. Esse arranjo elimina a necessidade de barras estabilizadoras físicas pesadas, reduzindo o peso não suspenso do chassi.
O visual exterior exibe um perfil fastback aerodinâmico e traz escolhas estéticas que prometem dividir opiniões no mercado. A seção dianteira adota faróis conectados por uma barra de LED contínua, enquanto a grade inferior traz frisos verticais iluminados que reinterpretam a clássica identidade Panamericana da AMG.
A traseira destaca-se pelo spoiler robotizado ativo e por seis lanternas redondas que incorporam o desenho da estrela de três pontas. Na cabine digital inclinada para o condutor, o destaque fica por conta de uma superfície de vidro chanfrada que une o painel de instrumentos de 10,2 polegadas à central multimídia central de 14 polegadas.
O desfecho deste anúncio técnico posiciona o fastback como a nova vitrine tecnológica e conceitual da fabricante de luxo alemã. O cupê de altíssima performance chegará inicialmente às concessionárias norte-americanas no fim deste ano, com preços de tabela estimados a partir do patamar de US$ 220.000.
- Plataforma AMG.EA Nativa: Arquitetura do tipo skate construída em alumínio e compósitos de fibra para otimizar a rigidez do centro de gravidade.
- Motores YASA Axiais: Motores traseiros ultra-compactos medindo apenas 8,1 cm de largura com densidade de potência superior aos padrões radiais.
- Eixo Traseiro Esterçante: Sistema ativo promove até seis graus de defasagem nas rodas traseiras para ganho de agilidade em curvas fechadas.
- Teto Sky Control: Cobertura panorâmica de vidro dotada de segmentos eletrocrômicos capazes de alternar a opacidade instantaneamente.
- Aerodinâmica de Pista: Spoiler traseiro robotizado e tomadas de ar dianteiras variáveis controladas por algoritmos de downforce.
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- Motor de Fluxo Axial: Tecnologia de propulsão elétrica onde o fluxo magnético é gerado paralelamente ao eixo de rotação do motor (e não perpendicularmente), permitindo construir motores mais curtos, leves e com maior densidade de torque por quilograma.
- Efeito Venturi Ativo: Elementos aerodinâmicos móveis posicionados no assoalho do veículo que alteram a seção de escoamento do ar sob o chassi para criar uma zona de baixa pressão, gerando força de sustentação negativa (downforce) que gruda o carro no chão.
- Vidro Eletrocrômico: Painel de vidro composto por camadas químicas que reagem à aplicação de uma microtensão elétrica controlada pelo usuário, alterando suas propriedades de refração de luz para ficar totalmente transparente ou opaco.

