A fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) completa seu primeiro ano de operação consolidada como a primeira base industrial da marca nas Américas.
O empreendimento é um dos principais investimentos recentes da indústria automotiva brasileira.
Inaugurada em 15 de agosto de 2025, a unidade integra o plano de R$ 10 bilhões da empresa no Brasil ao longo de dez anos.
A planta nasceu projetada para operar no sistema Peça por Peça (Part by Part), considerado mais avançado que os modelos CKD e SKD.
Em apenas doze meses, a planta evoluiu de uma operação em fase inicial para um sistema completo de manufatura automotiva.
O quadro de colaboradores saltou de cerca de 600 profissionais para mais de 1.800 pessoas, refletindo o crescimento da produção e a capacitação de mão de obra brasileira.
A fábrica realiza internamente todas as principais etapas da produção dos veículos.
Isso inclui soldagem robotizada na área de carroceria e linha de pintura robotizada com tratamento de superfície, eletrodeposição (E-coat), primer, base e verniz.
Desde a inauguração, a unidade produz toda a linha híbrida Haval H6 Flex (HEV, PHEV19, PHEV35 e GT).
Também saem da linha a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9, ambos a diesel.
Recentemente, a fábrica incorporou a produção da Poer P30 Pro, nova versão da picape média.
A medida ampliou o portfólio nacional da marca.
Todos os veículos passam por testes individuais e inspeções de qualidade antes de seguir para a rede de concessionárias.
Considerando a produção entre janeiro e agosto deste ano, a planta de Iracemápolis já superou a marca de 15.000 veículos.
A previsão é chegar a dezembro com 32.000 unidades.
O avanço é resultado direto do início do terceiro turno em abril, que ampliou a capacidade produtiva da unidade.
Com 1,2 milhão de metros quadrados de área total, 94 mil m² de área construída e capacidade instalada para 50 mil veículos por ano, a fábrica foi concebida para ser a primeira base industrial da GWM na América Latina.
O amadurecimento da operação acompanha o momento de crescimento da marca no mercado brasileiro.
Em julho deste ano, a GWM registrou seu melhor resultado mensal desde o início das operações no País, superando 9.200 veículos emplacados.
Com isso, passou a integrar o Top 8 do mercado automotivo brasileiro.
No mesmo período, o Haval H9 reassumiu a liderança entre os SUVs grandes.
Já a família Haval H6 segue entre os híbridos mais vendidos do mercado nacional.
Para Marcio Alfonso, Diretor de Produção da GWM Brasil, o primeiro ano representa mais do que a consolidação de uma operação industrial.
“Construímos processos, desenvolvemos pessoas, fortalecemos nossa cultura de qualidade e criamos uma base preparada para sustentar o crescimento da GWM no Brasil”, afirma.
Segundo ele, a empresa conta hoje com uma fábrica moderna, equipe altamente capacitada e operação alinhada aos padrões globais.
A estrutura está pronta para acompanhar a evolução da marca e as demandas do mercado brasileiro.
Além da produção local, a estratégia da GWM prevê o fortalecimento contínuo da cadeia nacional de fornecedores.
Outro objetivo é o aumento gradual do conteúdo local dos veículos.
A fábrica de Iracemápolis reforça seu papel como um dos pilares da estratégia da empresa para o crescimento sustentável no País.
O movimento combina produção local, inovação, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos qualificados.
Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O primeiro ano da fábrica da GWM em Iracemápolis é um caso emblemático de como uma montadora chinesa pode fincar raízes no Brasil sem se limitar à importação.
A escolha pelo sistema Peça por Peça (Part by Part), mais complexo que CKD e SKD, sinaliza uma aposta de longo prazo que vai além da montagem.
A empresa quer desenvolver fornecedores locais e aumentar gradualmente o conteúdo nacional.
Isso reduz custos logísticos, melhora a resposta às oscilações cambiais e cria uma base industrial sustentável.
O salto de 600 para 1.800 colaboradores em doze meses e a projeção de 32 mil veículos produzidos até dezembro mostram que a operação ganhou tração.
Mas o dado mais revelador é a integração da GWM ao Top 8 do mercado brasileiro em julho.
A marca deixou de ser uma novidade e passou a disputar espaço com players consolidados.
A pergunta que fica é se esse ritmo se sustenta quando a concorrência chinesa se intensificar.
Outra questão é se a cadeia de fornecedores locais acompanhará a ambição da montadora.
Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia
- Sistema Peça por Peça (Part by Part): modelo de produção mais avançado que CKD e SKD, no qual a fábrica recebe componentes individuais e realiza internamente todas as etapas de manufatura – solda, pintura e montagem final –, permitindo maior controle de qualidade e aumento gradual do conteúdo local.
- Inauguração em agosto de 2025: a planta de Iracemápolis nasceu como a terceira base mundial da GWM com capacidade para produção completa de veículos fora da China, integrando o plano de R$ 10 bilhões da empresa no Brasil ao longo de dez anos.
- Salto de 600 para 1.800 colaboradores: o crescimento do quadro de funcionários em apenas um ano reflete a expansão da produção, a incorporação de novos processos industriais e a capacitação de mão de obra brasileira para operar um sistema completo de manufatura automotiva.
- Terceiro turno desde abril: a medida foi determinante para a projeção de 32 mil veículos produzidos até dezembro, após a planta superar 15 mil unidades entre janeiro e agosto deste ano.
- Top 8 do mercado brasileiro: em julho, a GWM superou 9.200 veículos emplacados e registrou seu melhor resultado mensal desde o início das operações no País, com o Haval H9 liderando entre os SUVs grandes e a família Haval H6 entre os híbridos mais vendidos.
- Cadeia de fornecedores locais: além da produção, a estratégia da GWM prevê o fortalecimento contínuo da cadeia nacional de fornecedores e o aumento gradual do conteúdo local, reduzindo dependência de importações e criando um ecossistema industrial sustentável no Brasil.
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- CKD (Complete Knock-Down): sistema de produção em que o veículo chega ao país de destino desmontado em grandes conjuntos – como carroceria, motor e suspensão – e é apenas montado localmente. É menos complexo que o Peça por Peça e exige menor investimento industrial.
- SKD (Semi Knock-Down): modelo intermediário em que o veículo chega parcialmente desmontado, com alguns componentes já montados. É mais simples que o CKD e serve como etapa inicial para montadoras que estão começando a produzir localmente.
- E-coat (eletrodeposição): processo de pintura por imersão que aplica uma camada protetora anticorrosiva na carroceria por meio de corrente elétrica. É a primeira etapa do tratamento de superfície e garante durabilidade contra ferrugem e agentes externos.
- Soldagem robotizada: uso de robôs industriais para unir as peças da estrutura do veículo com alta precisão e repetibilidade. Garante consistência dimensional, resistência estrutural e qualidade uniforme em todas as unidades produzidas.
A GWM mostrou em apenas um ano que veio para ficar – e O Mecânica Online® acompanha de perto cada passo dessa expansão industrial no Brasil. Para não perder análises como esta sobre a nova fase da indústria automotiva nacional, siga @tarcisiomecanicaonline e fique por dentro do que realmente move o setor.

