A Gasmig, o Grupo SADA, a Energia Livre Cemig e a Logás lançaram um projeto que abastece 21 caminhões pesados com GNV utilizando infraestrutura operada por energia 100% renovável.
O transporte rodoviário de cargas de grande porte representa um dos maiores desafios para as metas globais de descarbonização, sendo responsável por aproximadamente 25% das emissões de dióxido de carbono do setor.
A dependência do óleo diesel, que ainda movimenta mais de 90% da frota pesada circulante no território nacional, motivou a união de grandes players industriais e de energia em solo mineiro.
A iniciativa consolida o plano de transição do Grupo SADA, estruturado para converter o fornecimento de energia de seus cavalos-mecânicos do combustível fóssil tradicional para o Gás Natural Veicular (GNV).
A operação piloto engloba 21 caminhões de grande porte dedicados à logística de distribuição, abastecidos em uma base equipada com um dispenser de alta vazão projetado para otimizar o tempo de enchimento dos cilindros.
O diferencial de engenharia do projeto reside no conceito de sustentabilidade integral, onde a infraestrutura de compressão do gás é alimentada por energia elétrica limpa fornecida pela Energia Livre Cemig.
Essa integração elimina as emissões indiretas de escopo dois associadas ao processo de compressão física do insumo, garantindo rastreabilidade e certificação de origem renovável para toda a demanda de kW consumida.
O transporte do gás até o posto de abastecimento ocorre por meio de gasodutos subterrâneos da Gasmig, eliminando a necessidade de circulação de caminhões-tanque e reduzindo o arrasto logístico da cadeia.
A conformidade com as boas práticas operacionais garantiu à unidade de abastecimento, gerenciada pela Logás, a certificação inédita do Selo Posto GNV Sustentável concedido por órgãos reguladores do setor.
Do ponto de vista mecânico, a queima do gás natural em motores de ciclo específico ou convertidos reduz drasticamente a emissão de material particulado e óxidos de nitrogênio em comparação ao ciclo diesel.
A dinâmica veicular dos caminhões pesados movidos a gás preserva as curvas de potência e entrega de torque necessárias para o transporte de toneladas de carga útil por eixos em topografias acentuadas.
“A transição da frota pesada para o cordão do gás natural pavimenta o caminho técnico para a futura introdução do biometano na malha de distribuição nacional”, analisa Tarcisio Dias, Editor do Mecânica Online®. “Ao acoplar a logística de transporte à infraestrutura de gasodutos e eletricidade certificada, as empresas eliminam gargalos de emissão oculta, transformando o custo por quilômetro rodado em um indicador auditável de sustentabilidade.”
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A estabilização do fornecimento via gasoduto blinda o operador logístico contra as oscilações internacionais de preços das commodities petrolíferas, gerando previsibilidade de custos para frotistas de médio e grande porte.
O monitoramento de desempenho dos componentes mecânicos e dos sistemas de injeção gasosa de alta pressão é compartilhado entre os engenheiros das marcas para balizar futuras expansões de frota.
A iniciativa atende de forma direta às diretrizes ambientais preconizadas pelo Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG), que visa transformar o estado em um polo de atração para indústrias de baixo carbono.
A mensuração dos dados de emissões mitigadas fornece subsídios técnicos para que o operador logístico emita relatórios de sustentabilidade estruturados sob os critérios internacionais das auditorias de governança.
O sucesso da operação demonstra que o ecossistema de transporte de carga pesada dispõe de alternativas comerciais escaláveis e economicamente viáveis para iniciar a substituição programada do diesel.
A expansão de postos com dispensers de alta capacidade ao longo dos principais corredores rodoviários do país é considerada o próximo passo necessário para viabilizar rotas de longa distância com emissão reduzida.
• Frota inicial convertida: 21 caminhões pesados de grande porte operando com gás natural
• Redução de poluentes: Mitigação expressiva de CO₂ frente ao uso de óleo diesel convencional
• Infraestrutura de compressão: Dispensers de alta vazão acionados por energia 100% renovável e certificada
• Logística de abastecimento: Distribuição contínua de combustível via gasodutos estruturais da Gasmig
• Matriz elétrica da operação: Eletricidade limpa fornecida pela divisão Energia Livre Cemig
• Certificação ambiental conquistada: Selo Posto GNV Sustentável conferido à base de compressão da Logás
• Alinhamento regulatório estadual: Suporte às metas ambientais do Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG)
• Combustível alternativo futuro: Compatibilidade técnica das plataformas mecânicas para uso do biometano
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Dispenser de Alta Vazão – Equipamento de abastecimento automotivo projetado com válvulas e tubulações de maior diâmetro para transferir grandes volumes de gás comprimido em alta velocidade para tanques de caminhões.
Pegada de Carbono – Métrica de engenharia ambiental que quantifica o volume total de gases de efeito estufa emitidos direta ou indiretamente por um produto, processo industrial ou atividade logística.
Transição Energética – Processo estrutural de substituição de uma matriz energética baseada em combustíveis fósseis e poluentes por fontes de energia limpas, renováveis e de baixa emissão de carbono.

