Daniel Castro, cofundador da Walking Football Brasil (WFB), vendeu seu carro para viabilizar a criação da organização, hoje referência em longevidade ativa no país. Em agosto de 2026, ele venceu a promoção “Um Sonho de Sonic”, da Chevrolet, que buscava histórias de pessoas que abriram mão de um veículo para realizar um sonho. O prêmio, um Chevrolet Sonic zero-quilômetro, reconecta essa trajetória a um capítulo já consolidado do esporte social brasileiro. Hoje, a WFB mobiliza milhares de pessoas com 60 anos ou mais em núcleos espalhados pelo país.
Antes de existir como organização estruturada, a Walking Football Brasil era apenas uma ideia sem os recursos necessários para sair do papel.
Foi diante desse cenário que o cofundador Daniel Castro tomou uma decisão pessoal: vender seu carro para investir na criação do projeto.
A escolha ajudou a viabilizar os primeiros passos de uma iniciativa que, anos depois, se tornaria referência nacional em esporte e envelhecimento ativo.
Em agosto de 2026, essa história ganhou um novo capítulo inesperado.
Castro foi anunciado como vencedor da promoção “Um Sonho de Sonic”, criada pela Chevrolet para reconhecer histórias de pessoas que venderam um carro em nome de um sonho maior.
A campanha esteve conectada ao universo narrativo da série “Brasil 70”, disponível na Netflix, reforçando o tom emocional da ação.
A seleção das histórias participantes ficou a cargo de uma comissão julgadora, seguindo critérios definidos previamente em regulamento.
Entre os relatos analisados, a trajetória de Castro se destacou justamente por unir sacrifício pessoal e impacto social de longo prazo.
Como prêmio, ele recebeu um Chevrolet Sonic zero-quilômetro, quase duas décadas depois de ter vendido seu próprio veículo pela mesma causa.
Mais do que uma coincidência simbólica, o episódio recupera um momento decisivo na história da WFB.
A organização é hoje a entidade oficial responsável pelo walking football no Brasil, modalidade criada na Inglaterra em 2011.
O esporte se popularizou a partir de 2014 e adapta as regras do futebol tradicional para que os participantes joguem caminhando, sem correr.
Essa adaptação reduz o impacto físico da atividade, ampliando as possibilidades de prática para pessoas mais velhas ou com limitações de condicionamento.
Na prática, o walking football se tornou uma ferramenta de inclusão social, e não apenas uma variação esportiva convencional.
Em depoimento sobre o prêmio, Castro resumiu o significado da história.
“Meu carro deixou de existir como patrimônio individual há anos”, afirmou, destacando que o que permaneceu foi o projeto viabilizado por essa decisão.
Segundo ele, a intenção segue sendo ampliar as possibilidades de prática esportiva e convivência para a população 60+ no Brasil.
Os números recentes da organização ajudam a dimensionar esse impacto.
Somente em 2025, a WFB mobilizou mais de 2.500 pessoas em suas diferentes frentes de atuação pelo país.
A presença da organização hoje se distribui por 17 núcleos ativos, espalhados em diferentes regiões brasileiras.
No mesmo período, professores de educação física foram capacitados em 47 cidades, ampliando a capilaridade da metodologia da WFB.
A entidade também constrói parcerias com instituições de pesquisa relevantes, como a Unicamp e a Universidade Federal do Espírito Santo.
Entre essas colaborações está o projeto “Revivendo Memórias”, desenvolvido junto ao Hospital das Clínicas da USP.
A WFB também mantém conexão institucional com o Museu do Futebol, reforçando a dimensão cultural do esporte dentro da proposta da organização.
Segundo Castro, a atuação da entidade vai além de simplesmente disseminar uma modalidade esportiva.
A estrutura inclui certificação de profissionais e espaços adequados para a prática, além de projetos socioeducativos voltados à população 60+.
Há ainda iniciativas socioculturais que tratam o futebol como patrimônio cultural, somadas à mobilização de núcleos por meio da chamada Rede WFB.
O reconhecimento institucional também tem acompanhado essa trajetória nos últimos anos.
Em 2024, a organização foi eleita Melhor ONG do Esporte no Prêmio Melhores ONGs, consolidando sua relevância no terceiro setor brasileiro.
No ano seguinte, a WFB integrou a lista das 100 Melhores ONGs do país e foi reconhecida no Prêmio de Responsabilidade Social da FGV.
Em 2025 e 2026, a organização também esteve entre as citadas no prêmio internacional Brazil 100 SGOs, da agência suíça thedotgood.
Diante desse histórico, o prêmio da Chevrolet funciona menos como um ponto final e mais como reforço simbólico de uma trajetória já consolidada.
Para Castro, o episódio reforça uma crença pessoal sobre o poder de decisões individuais gerarem impacto coletivo ao longo do tempo.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A história de Daniel Castro mostra como uma decisão pessoal, aparentemente simples, pode se transformar em estrutura social de longo prazo.
Vender um carro para financiar um projeto é um gesto comum em pequenos negócios, mas raramente resulta em uma organização com o alcance atual da WFB.
Do ponto de vista de marca, a campanha da Chevrolet acerta ao conectar produto e propósito sem forçar a narrativa comercial.
A escolha de vincular a ação à série “Brasil 70”, da Netflix, também mostra como o marketing automotivo tem buscado formatos além do lançamento tradicional de carros.
Minha avaliação é que ações desse tipo funcionam melhor quando a história já existe de forma genuína, como neste caso, e não quando é criada apenas para a campanha.
O verdadeiro valor aqui está menos no Sonic zero-quilômetro entregue e mais na visibilidade adicional gerada para o trabalho da Walking Football Brasil.
Para acompanhar histórias que unem mobilidade, marcas e impacto social no Brasil, siga @tarcisiomecanicaonline.
Retrovisor Mecânica Online® – Entende o que está por trás da notícia
A origem da história: Daniel Castro vendeu seu carro para viabilizar a criação da Walking Football Brasil.
O prêmio recebido: ele venceu a promoção “Um Sonho de Sonic”, da Chevrolet, e ganhou um Sonic zero-quilômetro.
A modalidade esportiva: o walking football adapta o futebol tradicional para ser jogado caminhando, sem correr.
O alcance da organização: a WFB mobilizou mais de 2.500 pessoas em 2025, distribuídas em 17 núcleos.
As parcerias institucionais: Unicamp, USP e o Museu do Futebol integram a rede de colaboração da entidade.
O reconhecimento recebido: a WFB já foi eleita Melhor ONG do Esporte e integrou listas nacionais e internacionais de destaque.
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Walking football: modalidade esportiva derivada do futebol, jogada caminhando, criada para reduzir o impacto físico da prática.
Longevidade ativa: conceito que associa envelhecimento a manutenção de atividade física, social e cognitiva ao longo da vida.
Ação de marca com propósito: estratégia de marketing que conecta uma empresa a uma causa social real, sem foco comercial direto.
Terceiro setor: conjunto de organizações sem fins lucrativos que atuam em causas sociais, culturais ou ambientais.
Núcleo (rede social): unidade local de atuação de uma organização, responsável por levar o projeto a uma região específica.

