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Abastecer em posto conhecido evita a gasolina adulterada

Recomendação é da Agência Nacional do Petróleo, já que a fraude não pode ser identificada visualmente.

Escolher entre gasolina comum, aditivada e premium não é a única preocupação do consumidor. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estima que, a cada mês, 18 milhões de litros de gasolina adulterada são vendidos na região metropolitana de São Paulo. Para a ANP, a gasolina é adulterada quando possui em sua composição substâncias estranhas à fórmula original, como solventes de tinta, ou quando tem álcool anidro acima ou abaixo dos 24% fixados por lei.

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Segundo o coordenador do laboratório de análises da ANP, Edmilson Raldenes, “a fidelidade a um determinado posto de abastecimento é vital para garantir a tranqüilidade do consumidor, porque apenas olhando é impossível saber se a gasolina é adulterada”.

A ANP avisa que relacionar preço à qualidade também não impede o consumidor de ser enganado, porque gasolina cara não é sinônimo de qualidade.

Desde junho de 1999, os postos são obrigados a divulgar o nome ou marca da distribuidora/fornecedora do combustível. Esse detalhe, segundo a ANP, facilita a identificação do produto e o encaminhamento de reclamações. Os postos também são obrigados a fazer, na hora, o teste de teor de álcool anidro na gasolina para qualquer consumidor que o solicite. Mas esse teste não é capaz de detectar solventes.

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Até o final de julho, a ANP deve lançar seu serviço de atendimento ao consumidor pelo 0800. Até lá, o consumidor tem o telefone 0–21 804-1100 para esclarecimentos ou denúncias.

Consumo – Mudanças acentuadas no consumo do veículo podem ser um indício de que a gasolina está adulterada. O engenheiro e dono de oficina mecânica Rubens Venosa explica que alguns produtos usados para batizar o combustível reduzem muito o poder calorífico da gasolina, aumentando o consumo, porque o motorista passa a acelerar mais para obter o mesmo desempenho de antes.

Assim, se o consumo aumentar sem motivo aparente, o problema pode estar na gasolina. Para calcular o consumo é necessário encher o tanque, anotando a quilometragem. Depois de alguns dias de uso, encher o tanque novamente e verificar quantos quilômetros foram percorridos. Em seguida divide-se o número de quilômetros pela quantidade de litros do segundo abastecimento. O resultado é a média km/l.

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