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Competitividade é a palavra de ordem da nova diretoria da Anfavea e Sinfavea

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares (Sinfavea) anunciaram suas novas diretorias para a gestão 2019-2022.

O Mecânica Online® atendendo convite da Anfavea e Sinfavea foi até São Paulo acompanhar de perto a solenidade de posse da nova diretoria.

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Luiz Carlos Moraes tomou posse como novo presidente das entidades, e Fabricio Biondo assumiu como 1º vice-presidente.

O novo presidente avalia que a gestão de seu antecessor, Antonio Megale, teve o mérito de garantir previsibilidade a todo o setor, por meio do Rota 2030, e que agora a palavra de ordem é competitividade.

“Todos os esforços da Anfavea serão voltados para tornar nossa indústria mais competitiva, o que implica em novos ciclos de investimento de nossa parte, e de contrapartidas do governo no sentido de eliminar entraves, simplificar a tributação, aprimorar a logística e reduzir o chamado Custo Brasil”, afirma Luiz Carlos Moraes.

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Luiz Carlos Moraes é economista e atua como vice-presidente da Anfavea desde 2012. Ingressou no setor automotivo em 1978 e iniciou sua carreira na Mercedes-Benz do Brasil na área de contabilidade, passando por diversas setores da empresa, como relações governamentais e comunicação corporativa. É graduado pela Fundação Santo André e possui pós-graduação na FGV, MBA no IBMEC e pós-graduação no INSEAD/França.

Fabricio Biondo é graduado em engenharia de produção e pós-graduado em marketing. Possui ainda cursos de extensão na Fundação Getúlio Vargas e na Universidade da Califórnia. O executivo atua há mais de 22 anos no setor automotivo com passagens por grandes empresas e pelas áreas de vendas e marketing. Atualmente é vice-presidente de comunicação, relações externas e digital da América Latina do Grupo PSA.

Confira trechos do discurso de Luiz Carlos Moraes, novo presidente das entidades:

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“O que já está acontecendo lá fora, a nosso ver, é a maior, a mais impactante e mais revolucionária transformação de uma indústria. E isso está ocorrendo de forma muito rápida. O setor se transformará completamente nos próximos 10 anos, talvez até em menos tempo!

Estamos vivendo a mudança de toda uma sociedade, do comportamento do nosso consumidor, seja ele pessoa física, frotista, operador do transporte público ou agricultor.

Batem às nossas portas novas regras e metas para emissões, para CO2, novas exigências na área de segurança veicular, melhorias significativas para a mobilidade e conectividade nos centros urbanos e na agricultura.

Começo destacando o desejo dos clientes em querer muito mais conectividade. Tanto para o seu entretenimento, como também para
recursos que aumentem a sua segurança, e que os ajudem a se deslocar de forma mais rápida, conveniente e barata.

Definitivamente, estamos rompendo barreiras físicas, tecnológicas e comportamentais!

Para a nossa indústria, isso traz um enorme desafio adicional: como tratar os dados gerados pelo usuário e pelo veículo? Como garantir a integridade dessas informações e atender às novas regras de proteção de dados?

Mas o fenômeno da conectividade não é restrito ao automóvel, também está presente nos veículos comerciais, como os  caminhões, ônibus, máquinas de construção e agrícolas.

Finalmente, temos um outro desafio que é o desenvolvimento de combustíveis alternativos e eletrificação. As regras de emissões e as metas de eficiência energética nos levam a fazer grandes investimentos nessa área.

Resumidamente:
– o cliente está mudando;
– o produto está mudando;
– a oferta de serviços será cada vez maior;
– a forma de produzir, vender e usar será completamente diferente;
– o modelo de negócio se transformará.

Não seremos apenas montadoras de veículos. Precisamos oferecer soluções de mobilidade, de conectividade e de transporte muito mais completas.

Nós só temos uma alternativa: buscar a competitividade e o crescimento. É crescer ou crescer!

O primeiro passo para isso é a Reforma da Previdência. A Anfavea apoia uma reforma robusta. Isso é urgente. É para ontem. Como o Ministro Paulo Guedes tem afirmado, a reforma da previdência é a 1a prioridade, a 2 a prioridade, a 3 a prioridade.

Sem ela, o Brasil vai patinar e enfrentar um caos na economia. Não queremos ter mais um voo de galinha. O Congresso Nacional deve estar ciente de seu papel, fazer as adaptações que julgar necessárias e aprovar a Reforma da Previdência. Isso não pode ser postergado, o Brasil não pode mais esperar.

A Anfavea pode e vai contribuir na construção das reformas necessárias. Para isso, estaremos sempre abertos para discutir alternativas, com o governo e com o Congresso Nacional.

Essa não é uma tarefa simples, mas ela é possível, e mais importante: é fundamental. A Anfavea está pronta e disposta a enfrentar esses desafios, e a colaborar com a mudança!

Se nós da indústria automotiva fizermos a lição de casa, juntamente com os demais agentes econômicos e o setor público, em 3 anos poderemos retornar ao mercado de quase 4 milhões de unidades que tínhamos em 2012.

Agora, nossa missão é buscar a competitividade da nossa indústria.

Estamos prontos. A nossa equipe está pronta para trabalhar por tudo isso!

Obrigado a todos!”

Confira trecho do discurso de Fabricio Biondo, que  assumiu como 1º vice-presidente:

“É uma honra e um enorme desafio assumirmos a gestão da Anfavea em um momento tão complexo e decisivo quanto o atual, em que o setor automotivo passa por uma verdadeira revolução.

Nossa missão é induzir a transformação deste complexo cenário em oportunidades: oportunidades para criarmos as bases para um presente competitivo com futuro sustentável, não apenas para nosso setor, mas para toda a economia e para a sociedade brasileira.

Este é o principal papel da Anfavea – ser a protagonista dessas mudanças, trabalhando em conjunto com toda sociedade, incluindo o setor público, para propor os rumos de uma economia mais forte e eficiente.”

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