Artigo: Desafios e perfil do engenheiro para a sustentabilidade do setor automotivo no Brasil

*Por Alessandro Domingues Alves

Perfil do Consumidor – Para retomar seu crescimento no Brasil, o setor Automotivo terá que mudar a estratégia e o estilo do produto, pois o perfil do consumidor se alterou.

Ele não está mais interessado em novos modelos, com diferentes potências e designs externos, mas sim, na mobilidade como conectividade e no meio de transporte sustentável e politicamente correto no que tange a emissões.

Mudança estratégica no setor – As grandes montadoras já iniciaram a movimentação para atender essa nova demanda, reduzindo seus investimentos no modelo de motorização e transmissão convencional, que corresponde a praticamente 99% do volume comercializado no Brasil, salvo algumas exceções de importados híbridos e elétricos.

Esta é a base para a discussão sobre se o Brasil vai se tornar um importador de veículos híbridos e elétricos, com tecnologia de conectividade embarcada, ou se grandes players vão investir nessa tecnologia local, com subsídios do governo para aquisição dos veículos pelo cliente final – modelo de negócio aplicado principalmente na China – ou, até mesmo, se o mercado se abrirá a uma terceira via de montadoras disruptivas, iniciando seus processos apenas de montagem no Brasil e, na sequência, seguindo com um percentual de localização.

Evolução tecnológica do produto – A alteração de tecnologias convencionais (ciclo Otto e Diesel), para tecnologias elétricas, eletrônicas e digitais, vem deixando os líderes de P&D e CEOs de muitas indústrias preocupados.

O fato de diferentes conceitos de tecnologia, como eletrificação, capacidade autônoma e conectividade, por meio da crescente proliferação de dispositivos IoT, serem aplicados simultaneamente, torna o desafio para a retomada de crescimento do setor ainda maior.

Novo perfil dos talentos – Estas mudanças trazem a necessidade de um novo perfil de talentos para o segmento.

Expertise, parceiros em P&D com footprint global e consultores com experiência em todo o ciclo de desenvolvimento e integração serão necessários para alavancar a transição de produto no Brasil, e o engenheiro automotivo experiente terá que passar por um processo disruptivo de pensamento e ciclo de desenvolvimento.

Além disso, o período do planejamento até o lançamento do produto deverá ser mais rápido, bem como tecnologias como a OTA (over the air, atualização de pacotes de melhorias ou correções de softwares do veículo remotamente) se tornarão cruciais, claro que atendendo às questões de segurança e documentação.

Diante do cenário de mudanças no setor Automotivo, a EDC Group aposta nas novas exigências do mercado automotivo e, por isso, vem ampliando seus investimentos na área de consultoria e outsourcing de serviços para este segmento, incluindo a abertura da sua filial nos EUA e a preparação de engenheiros para atender o novo perfil da indústria.

A EDC atua no mercado brasileiro há mais de 10 anos, com mais de 150 consultores voltados para o atendimento do setor automotivo e industrial.

Além disso, contribuímos com projetos de eletrônica embarcada em grandes multinacionais desta área. Por isso, vamos conseguir ajudá-la a se adequar as mudanças exigidas pelo mercado.

*Alessandro Domingues Alves, diretor-comercial da EDC Group.

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