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Gás movia primeiros propulsores

O primeiro motor de combustão verdadeiramente interna foi construído por dois italianos, por volta de 1850, quando o automóvel ainda era apenas um sonho.

O cientista e físico Eugênio Barsanti e Felice Matteucci, um rico proprietário de terras, inspiraram-se em estudos teóricos, cujo objetivo era extrair força mecânica da combustão de uma mistura explosiva.

Construído com base em patentes italianas e inglesas, o motor usava a explosão resultante da mistura de ar e gás inflamável em dois cilindros e trabalhava em um ciclo de três cursos, sem compressão.

O uso da gasolina ou de benzeno, entretanto, estava previsto desde o início para substituir o gás.

Paralelamente, em 1858, na França, foi patenteado o primeiro motor a gás, desenvolvido por Etienne Lenoir. Enquanto isso, os dois italianos tinham o reconhecimento de seu trabalho somente em seu país.

Com a morte súbita de Barsani, a invenção caiu no esquecimento alguns anos mais tarde. Com isso, o motor de Lenoir passou para a história como o primeiro, embora tenha sido construído depois do propulsor de Barsanti e Matteucci.

Ambos os motores usavam a explosão da mistura ar e gás inflamável dentro de um cilindro, sem comprimi-lo.

Enquanto o propulsor dos italianos possuía uma conexão intermitente entre o pistão e o eixo de manivela, com uma espécie de roda livre permitindo ao pistão ser arremessado livremente para cima pela explosão, restabelecendo a conexão quando descia devido à força da gravidade, o motor do francês reunia dois pistões no mesmo cilindro, permanentemente ligados ao virabrequim.

A introdução da mistura era feita por um distribuidor, e a ignição era obtida de uma bateria e uma bobina.

O motor francês teve um sucesso comercial muito maior que o italiano, principalmente ao ser utilizado na mecanização de algumas ferramentas da pequena indústria.

Além disso, é da maior importância para a indústria automobilística a partir das primeiras inovações nele aplicadas por dois alemães, Nikolaus Otto e Eugen Langen, e outro francês, Alphonse Beau de Rochas.

Apesar de algumas pausas, o progresso técnico no motor a explosão foi cada vez mais ousado.

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