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Aprenda a identificar panes no motor

Além de pedir socorro a outros motoristas ou a um mecânico, poucas pessoas sabem o que fazer quando o carro pára na rua devido a alguma pane no motor.

Se estiver com a manutenção correta e em dia, dificilmente apresentará um problema mais grave, mas veículo algum está livre de imprevistos.

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A maioria das falhas ocorre geralmente em dois sistemas: alimentação e ignição. O primeiro armazena, purifica, mistura e distribui o combustível, enquanto o sistema de ignição – que reúne a bateria, bobina, distribuidor (quando o carro tem carburador) e velas – é responsável pelo início do processo de combustão da mistura ar-combustível.

O sistema de alimentação é composto pelo tanque de combustível, tubulação, filtro de combustível, bomba, filtro de ar, tubo coletor de mistura e carburador (nos mais antigos) ou bico injetor (nos mais modernos, já equipados com injeção eletrônica).

Se qualquer um desses componentes apresentar defeito, o motor “apaga” totalmente ou vai funcionar com deficiência.

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A primeira medida a ser tomada é certificar-se se há combustível no tanque. No motor carburado é mais fácil: basta desconectar a mangueira entre a bomba e o carburador e acionar a partida. Se houver combustível, jatos sairão pela mangueira – só não esqueça de usar um pano de proteção para que o combustível não atinja o motor.

Nos carros com injeção eletrônica a operação é mais complicada, principalmente, devido à alta pressão da bomba: deve-se retirar uma das mangueiras de vácuo do corpo da injeção (onde se localiza o bico injetor) e, com auxílio de uma bisnaga, injetar combustível e acionar a partida. Se o motor “pegar”, é porque não está chegando gasolina do tanque.

O sistema que utiliza carburador funciona com bomba mecânica, mais sujeita a apresentar falhas ou parada total do motor, geralmente em dias de forte calor e em trânsito lento.

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Para compensar a falta de refrigeração e tentar fazer com que a bomba volte a puxar gasolina para, pelo menos, chegar a uma oficina, pode-se envolvê-la com um pano molhado. Lembre-se, porém, que o pano vai secar em alguns minutos devido à alta temperatura, podendo incendiar-se.

Para o sistema de injeção eletrônica não há muito que fazer no caso de uma pane. A bomba é elétrica e funciona dentro do tanque. A saída é rebocar o carro até uma oficina e, com auxílio do aparelho de diagnóstico, identificar a origem do problema.

O usuário deve ter sempre em mente que o funcionamento do carburador e da injeção eletrônica são absolutamente distintos. Assim, as tentativas para solucionar uma pane percorrem caminhos diferentes.

Por exemplo, nos casos em que o motor “afoga” devido ao excesso de combustível, provocado por uma mistura ar/combustível muito rica, recomenda-se, no caso de um veículo carburado que você: desligue a ignição, aguarde alguns minutos e, depois, pise fundo no acelerador e, sem aliviar o pé, dê a partida.

No caso de um carro equipado com injeção eletrônica, a orientação é: não pise no acelerador e dê a partida, uma vez que o controle da mistura é realizado eletronicamente.

Se o motor não funcionar, aí sim, pressione o acelerador ao máximo e dê a partida – um sensor da marcha lenta com problemas pode provocar o “afogamento”.

Vela determina desempenho-Além de transformar a alta voltagem elétrica em faísca para inflamar a mistura ar/combustível no interior da câmara de combustão, a vela de ignição pode contribuir para identificar defeitos em diversas partes do motor.

Divididas em dois tipos (frias e quentes), apresentam diferentes características para motores movidos a álcool e gasolina.

Pela aparência da vela, após algum tempo de uso, é possível detectar problemas que prejudicam o desempenho do veículo.

Técnicos recomendam que antes de jogar no lixo as peças usadas, no momento de substituí-las por novas, deve-se observar sua ponta ignífera.

A sua aparência indica deficiências no motor, como falhas no funcionamento, batimento de pino e perda de potência, entre outras.

Quando a vela de ignição está exercendo sua função adequadamente, a ponta apresenta depósitos de materiais marrom, marrom-cinza, cinza ou cinza-claro.

Isso significa que o veículo tem desempenho satisfatório e consumo normal de combustível. Uma forma de garantir seu funcionamento correto é limpá-las e calibrar as folgas dos eletrodos regularmente.

Quando a vida útil da vela termina, os sintomas são os seguintes: dificuldade para dar a partida, perda de desempenho e aumento nas emissões de poluentes, além de folga exagerada no eletrodo, que adquire forma arredondada.

No momento da troca deve-se tomar o cuidado de encaixar corretamente a rosca no cabeçote do motor. Folgas ou espaços sobrando acumulam resíduos que também influem negativamente no seu rendimento.

A vela deve ser instalada manualmente até que o seu anel de vedação encoste no cabeçote. A partir deste ponto usa-se chave apropriada, que deve ter um espaço interno para evitar qualquer contato entre o isolador de cerâmica e a vela rosqueada com o torque adequado.

A falta de aperto pode resultar em pré-ignição, enquanto o aperto excessivo danifica as roscas do cabeçote e da própria vela.

Além de garantir o bom desempenho do motor, a correta manutenção das velas evita despesas extras para o bolso do proprietário do automóvel.

Bateria descarregada é a ‘vilã’-O sistema de ignição costuma deixar muita gente na mão – e o maior responsável por essas ocorrências é a bateria descarregada. Como se sabe, a bateria fornece energia para os demais componentes que funcionarão em cadeia.

A bobina cria uma voltagem capaz de provocar o centelhamento e o distribuidor (existente só nos carros carburados, pois nos modelos com injeção o distribuidor deu lugar ao módulo de ignição), também chamado de emissor de impulsos, são fundamentais para o funcionamento do motor.

Para certificar-se de que estão operando corretamente, retire o cabo central do distribuidor (que vem da bobina) aproximando-o cerca de 2 cm a 3 cm do bloco do motor e, com a chave de ignição ligada, gire o motor manualmente ou por meio do motor de arranque (acionado por outra pessoa).

Verifique se há centelha e, em caso positivo, o passo seguinte é checar as ligações do distribuidor à bobina e comando de ignição.

A mesma operação deve ser feita com um dos cabos de vela. Se não ocorrer centelhamento, a resistência do rotor do distribuidor está interrompida. Pode ocorrer também a fuga de centelhamento por meio do eixo do distribuidor.

O rendimento do motor depende da perfeita sincronia entre os mecanismos de avanço centrífugo e a vácuo do distribuidor. Nesse caso, a solução é procurar uma oficina de confiança.

Nos veículos com injeção eletrônica não há muita a coisa a fazer – deixe de lado o procedimento anterior, que pode queimar o módulo de injeção.

Panes em qualquer um dos diversos sensores (cada sensor exerce uma função diferente e todos são monitorados pelo módulo) dificilmente são identificadas sem o auxílio de equipamentos de diagnósticos – daí a dificuldade de realizar o reparo na rua.

O alternador é um agregado importante do sistema elétrico do automóvel, seja carburado ou com injeção eletrônica. Ao alternador cabe a função de repor o déficit da eletricidade usada nas várias seções elétricas do carro.

A bateria aceita e libera somente corrente direta, e o alternador substituiu o dínamo, a partir do início dos anos 70, sobretudo em razão dos diversos “pontos extras” elétricos que os veículos passaram a incorporar gradativamente desde aquela época.

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