segunda-feira, 4 março , 2024
28 C
Recife

O carro-conceito ELLYPSE: “uma bolha de otimismo na paisagem automotiva”

Última criação dos carros-conceito Renault, o Ellypse dá início a uma relação harmoniosa entre o veículo e o meio ambiente. Suas formas suaves, estruturadas e desprovidas de qualquer agressividade, conferem-lhe uma aparência simpática.

Em seu interior, voluntariamente minimalista, encontra-se um ambiente suave e sereno. Veículo surpreendente, o Ellypse propõe novas soluções para o automóvel e confirma a tendência “Touch Design” para estabelecer uma melhor relação entre o homem e a máquina.

Este carro-conceito encarna também a preocupação da Renault em conceber o veículo do futuro, dentro de uma lógica de desenvolvimento durável.

O Ellypse foi criado para respeitar o meio ambiente: seu desenho facilita a desmontagem e a reciclagem do veículo no fim de sua vida útil e sua motorização e arquitetura elétrica apresentam evoluções que reduzem os níveis de consumo e de emissões poluentes.

O Ellypse é um automóvel compacto (3,90m de comprimento) que expõe claramente seu lado simpático.

A forma de seu conjunto óptico, assim como a grade frontal tratada de acordo com a nova identidade visual da marca, conferem-lhe uma expressão jovial. Suas linhas simples e desprovidas de qualquer agressividade, seu pára-brisa envolvente e a forma arredondada de sua janela traseira, fazem do Ellypse um veículo cativante.

O carro-conceito da Renault apresenta soluções interessantes, como células solares distribuídas por toda a extensão do teto transparente, que contribuem para a boa distribuição do ar-condicionado na cabine.

A abertura das portas também revela um sistema original e inovador: no lado direito, a porta traseira apresenta um duplo sentido de abertura apesar da falta de coluna “B”; ela pode ser aberta como uma porta batente clássica permitindo acesso apenas aos assentos traseiros, ou como uma porta antagônica, da frente para trás.

Nesta segunda configuração, quando a porta da frente também está aberta, fornece um acesso completo à cabine, convidando a entrar no veículo.

Em resumo, o Ellypse é simples, acolhedor e caloroso. “É uma bolha de otimismo na paisagem automotiva”, diz Patrick le Quément, diretor do Design Industrial Renault.

Um interior simples e astucioso

A convivência agradável na cabine deve-se ao uso da amarela, que combinada a um habitáculo minimalista, transmite uma sensação suave e serena.

O longo teto transparente, associado a uma grande superfície envidraçada, conferem ao carro maior luminosidade e visibilidade externa. O movimento do painel de instrumentos prolonga-se pelo assoalho, formando uma leve onda que sustenta os quatro assentos.

O painel de instrumentos, constituído de mostradores simples e puros, possui duas telas situadas no centro para uma visualização sintética dos dados.

Uma destina-se ao motorista, para as informações relacionadas à direção e a outra fornece as informações destinadas aos passageiros, sendo esta última escamoteável.

Integrado sob o painel de instrumentos, um comando central multifunções, também escamoteável, permite utilizar facilmente a maioria dos elementos de bordo: ar-condicionado, rádio, sistema de navegação GPS com informação sobre o trânsito em tempo real, agenda pessoal de endereços, manual de manutenção e diário de bordo, indicações de manutenção personalizada do veículo, etc.

Confirmando a vontade da Renault de oferecer novas respostas em relação à cabine do automóvel, o interior do Ellypse beneficia-se da função “Touch Design” já existente no Talisman, que permite ao homem utilizar-se melhor e de forma simplificada da tecnologia.

O tratamento das interfaces, às vezes lúdico, favorece a manipulação intuitiva, eficaz e agradável de cada comando.

Seguindo a linhagem de seus primogênitos, este carro-conceito dispõe de assentos de expessura mais fina, cuja adoção aumenta o espaço interno.

O conforto é garantido por um tecido de espuma que alia maciez, elasticidade e resistência a um toque superficial agradável. A espuma, com “memória” de forma, adapta-se ao corpo dos passageiros para dar-lhes total conforto.

O Ellypse desvenda também um conceito inédito de “assentos engenhosos”: uma cinemática astuciosa permite aos assentos que passem da posição “estrada” para a posição “repouso”, ficando embutidos no assoalho.

Este movimento motorizado, acionado por um botão localizado nas portas dianteiras, é realizado em alguns segundos. Este sistema permite que, após uma longa viagem, os passageiros possam descansar, deitando-se no veículo. A curva do assoalho acompanha, da melhor forma, o formato do corpo, e o travesseiro ergonômico, previsto para sustentar a cabeça nessa configuração, otimiza seu conforto.

Um veículo pensado para respeitar o ambiente

O Ellypse traduz a preocupação da Renault – empresa cidadã – em inscrever o automóvel do futuro em uma lógica de desenvolvimento durável.

Criado para respeitar o meio ambiente, o carro-conceito inaugura uma nova forma de conceber e de desenvolver um automóvel. O primeiro objetivo é de facilitar a desmontagem e a escolha das peças para a reciclagem no fim da vida útil do veículo.

A criatividade dos desenhistas foi orientada por um cuidado de simplificação do desenho do veículo. O número de peças foi voluntariamente limitado: capô, pára-choque e grade frontal, por exemplo, formam uma só peça. Os cortes simples e precisos contribuem para a pureza do conjunto.

Além disso, os sistemas de fixação facilitam a desmontagem dos elementos. As peças possuem uma marca que informa seu material de origem, permitindo uma coleta rápida e eficaz. Esta mesma filosofia foi adotada no interior do veículo. O tecido que recobre os assentos e o painel de instrumento pode facilmente ser retirado.

Dentro desta mesma lógica de respeito ao meio ambiente, a escolha dos materiais beneficiou-se de uma pesquisa profunda por parte dos criadores.

O Ellypse é composto, na sua maior parte, por materiais reciclados, recicláveis ou renováveis. As portas laterais são em alumínio reciclável.

Além de suas propriedades recicláveis, o alumínio torna o veículo mais leve, acarretando um consumo menor de combustível. A estrutura é um conjunto de alumínio e de aço, também produzido a partir de ferragens recicladas.

O capô, os pára-lamas e a parte traseira do veículo são de polipropileno, um material reciclado oriundo de peças plásticas automotivas sobre o qual foi colocada uma película tingida reciclável. O revestimento do assoalho é confeccionado em “synderme”, um material natural e renovável, fabricado principalmente a partir de restos de couro.

Os revestimentos anti-ruído são leves e eficientes, produzidos com material composto por dois elementos reciclados principais: fibras vegetais (essencialmente algodão), oriundas da reciclagem de roupas, e fibras de poliéster, provenientes das garrafas e embalagens recolhidas na coleta seletiva de lixo.

Preservando a qualidade do ar

O Ellypse dispõe de um novo motor turbodiesel 1.2 litro 16V, que desenvolve 100 cv (72kW) e torque de 200Nm. O sistema de injeção Common Rail evoluído, baseia-se em injetores piezelétricos específicos, dotados de 10 orifícios (ante quatro ou cinco nos motores atuais), que permitem uma pressão de injeção da ordem de 2.000 bars.

Para preservar a qualidade do ar, o sistema de despoluição é completo e inédito: um catalisador de quatro vias garante, simultaneamente, o tratamento dos óxidos de carbono (CO), dos óxidos de azoto (Nox), dos hidrocarbonetos não queimados (HC) e das partículas. O motorista também tem à sua disposição um sistema de diagnóstico embarcado, que não somente o avisa dos desvios dos parâmetros de despoluição, como também analisa, de forma permanente, a composição fisico-química das emissões, fluidos e gases presentes no veículo.

Esta motorização turbodiesel é assistida por um alternador-motor de arranque de 12kW. Funcionando como uma máquina elétrica, tem diferentes funções: a de alternador, produzindo eletricidade principalmente pela recuperação de energia nas frenagens; de motor de arranque; e de motor elétrico complementar, fornecendo um acréscimo de potência ao motor ou podendo até mesmo impulsionar sozinho o veículo em distâncias curtas.

A transmissão é feita graças a uma caixa de câmbio robotizada, que otimiza o consumo do veículo de acordo com a forma de dirigir.

A tecnologia evoluída de todo o grupo motopropulsor, associada ao peso leve do veículo (980 kg), permite que seja atingido bom nível de desempenho e baixo nível de emissões.

Eletricidade e eletrônica também contribuem para o meio ambiente

O Ellypse coloca uma arquitetura elétrica específica a serviço do meio ambiente.

Com uma tensão de 42V (e não 14V, como de costume) na rede de bordo, o alternador-motor de arranque permite, por um lado, um rendimento elétrico global melhor e por outro lado, o aumento do número de equipamentos que podem funcionar com eletricidade, como o compressor do ar-condicionado, por exemplo.

O carro-conceito da Renault também aposenta os circuitos hidráulicos, ampliando o conceito “drive by wire”.

Os freios, a direção e a caixa de câmbio robotizada são acionados por dispositivos elétricos. Os fluidos restantes (resfriamento do motor e lubrificantes) são não-tóxicos e biodegradáveis.

Matérias relacionadas

Mais recentes

Destaques Mecânica Online

Avaliação MecOn