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Testes prevêem vida útil do carro

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Quando se fala em testes de veículos, o primeiro pensamento que vem à mente relaciona-se com segurança. Em parte, está correto. Mas, necessariamente, nem sempre é isso mesmo.

A engenharia automotiva trabalha com um leque imenso de variações – e todas exigem testes – para atingir diferentes parâmetros.

Por meio deles, por exemplo, é possível estabelecer padrões de dirigibilidade e conforto, dois importantes itens do comportamento dinâmico veicular que estão intimamente ligados, aí sim, à segurança.

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Entretanto, outros têm como objetivo determinar a qualidade do produto, relacionando-se, portanto, muito mais com a durabilidade dos componentes do carro, e que não dizem respeito diretamente à segurança do usuário propriamente dita.

Recente exemplo disso aconteceu no campo de provas da Cruz Alta, da General Motors, em Indaiatuba (SP), quando a presença de uma Corvette quebrou a rotina do dia-a-dia dos motoristas de testes, avaliadores, engenheiros e demais profissionais que trabalham no desenvolvimento e validação dos modelos Chevrolet.

De um lado, o carro causou sensação, é claro, por ser um autêntico esportivo, símbolo de admiração em todo o mundo; de outro provocou curiosidade entre os funcionários principalmente em razão do equipamento computadorizado que transportava.

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A Corvette rodou nas pistas com uma missão específica: avaliar, em diferentes ciclos, os inúmeros tipos de cargas exercidos nos componentes do motor e da transmissão (powertrain) de um automóvel.

Neste caso, a bateria de testes realizados, além de reduzir significativamente o tempo de desenvolvimento, garante precisão e alta qualidade aos componentes, o que só é possível alcançar com a utilização dos recursos de última geração tecnológica do software “Model 19” (math based).

O equipamento, instalado no interior do carro e conectado ao motor e ao sistema de transmissão, permite gravar continuamente, considerando-se diferentes ciclos de durabilidade, dados da rotação do propulsor, velocidade e aceleração do veículo, torque nas rodas traseiras, trocas de marcha e acionamento de freios, entre outros.

“O trabalho envolve todos os procedimentos de engenharia relacionados com transmissão e motor, e as informações são armazenadas na memória do datalogger. Posteriormente são aplicadas no desenvolvimento e validação de todos os modelos produzidos pela General Motors”, explicava, na ocasião, Daniel T. Santos, da Engenharia de Análise, Desenvolvimento e Validação de Motores, e responsável pela coordenação dos testes.

O trabalho com a Corvette é um programa da Divisão Powertrain da General Motors Corporation, tendo como principal objetivo detectar os tipos de cargas a que são submetidos os componentes do motor e da transmissão dos veículos, levando-se em conta as condições de ruas e estradas de diferentes países.

Antes do Brasil, a Corvette já fora submetida aos mesmos testes nos campos de provas da GM nos Estados Unidos, Austrália, Alemanha e França. As próximas etapas seriam Itália e Japão.

Equipada com motor V8 de 5,7 litros, 350 cv a 5,2 mil rpm de potência, e transmissão automática, a Corvette rodou inclusive na pista circular do campo de provas, onde algumas medições foram feitas a 245 km/h, que é o limite da pista (o carro atinge 281,6 km/h).

Já o circuito externo envolveu trechos urbanos (Campinas e São Paulo) e rodoviários (Rodovia dos Bandeirantes e Serra de Taubaté/Ubatuba).

Mas quem ganha com isso? Ambos – consumidor e montadora. O primeiro, em termos de qualidade do produto, e o segundo, em investimentos, conforme prevê o ciclo de vida útil de inúmeros componentes.

Percy Faro – Especial para o Diário

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