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CST utiliza novo laminador de tiras a quente

Equipamento novo – que exigiu investimento de US$ 450 milhões – dará maior flexibilidade operacional e rentabilidade à empresa

A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) inaugurou em 2002 seu Laminador de Tiras a Quente (LTQ), que incorpora a mais avançada tecnologia disponível no mercado mundial.

A unidade representou investimentos de US$ 450 milhões e abre um novo capítulo na história da empresa, que diversifica seu portfólio de produtos com a inclusão de bobinas laminadas a quente. O produto será destinado, prioritariamente, ao mercado nacional e ao Mercosul.

O LTQ — instalado em área de 137 mil m2 — tem capacidade para produzir dois milhões de toneladas por ano e deverá atingir funcionamento pleno em 2005.

A produção estimada para 2003 é de 1,6 milhão de toneladas.

O projeto prevê ampliações progressivas no futuro, que poderão dobrar sua capacidade produtiva. A nova unidade gerou 450 empregos diretos e outros 450 indiretos.

Qualidade, volume, rendimento e índices de aprovação dos clientes são as quatro variáveis que estão sendo ajustadas a partir do funcionamento do LTQ.

A CST também oferecerá elaboradas soluções logísticas e práticas comerciais personalizadas para possibilitar a redução de custos de processamento, tornando o produto mais competitivo em sua cadeia de valor.

BOBINAS DIFERENCIADAS – As bobinas a quente produzidas pela CST terão características variadas para que possam ser utilizadas em diversos segmentos, tais como relaminação, centros de serviço e distribuição, autopeças, compressores, tubos, construção e perfilação, entre outros.

A diversificação de modelos e dimensões é o grande diferencial do produto em relação aos existentes no mercado. O LTQ poderá gerar bobinas com lâminas de no mínimo 1,2 milímetro de espessura e de no máximo 16 milímetros.

A oferta de um produto com maior valor agregado dará maior flexibilidade operacional e rentabilidade à CST. A média histórica mostra que a diferença entre o preço da placa de aço e da bobina a quente é de cerca de US$ 80 por tonelada.

O mercado de bobinas movimenta 40 milhões de toneladas/ano, quase o dobro do mercado mundial de placas de aço, em que a empresa concentrava sua atuação desde 1983.

A entrada da CST no mercado de bobinas a quente preenche o espaço deixado por outras siderúrgicas, que têm investido nos segmentos de laminados a frio e galvanização.

A colocação do produto no mercado passa pelo fornecimento de 800 mil toneladas para sua coligada Vega do Sul, em São Francisco do Sul (SC), e o restante nos mercados externo e doméstico.

Considerando que Vega só iniciará sua produção no segundo semestre do próximo ano, e como a CST estará ainda em fase de rating up produzindo cerca de 1.300 mil toneladas, a estratégia para 2003 é direcionar aproximadamente 50% das vendas para o mercado externo, por meio de alianças estratégicas.

As vendas no mercado interno serão estimuladas pelas vantagens competitivas que o LTQ proporciona à empresa. Além disso, o laminador permitirá uma compensação fiscal, à medida que os créditos de ICMS e de IPI acumulados, oriundos das compras de insumos, forem utilizados.

O valor desses créditos acumulados era de R$ 260 milhões até 30/09/02. Em 2002, o acúmulo foi de R$ 63 milhões, o equivalente a uma média de R$ 7 milhões ao mês. Estes valores vão ser compensados em 12% (ICMS) e 5% (IPI) em cada venda.

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL – A CST investiu US$ 12,6 milhões na capacitação de empregados para operar o LTQ.

Foram realizados treinamentos específicos no Brasil e no Exterior. No Brasil, foram treinados 490 empregados e no exterior, 97 empregados, em usinas da França, Bélgica, Alemanha e Finlândia.

Equipes de operação e manutenção estiveram em contato direto com processos de laminação e acabamento de bobina a quente, desenvolvendo o conhecimento do processo.

LOGÍSTICA – A companhia criou um novo Departamento de Logística para planejar o esquema de transporte e distribuição das bobinas produzidas pelo LTQ. Como anteriormente a produção da empresa destinava-se basicamente à exportação, a logística de distribuição restringia-se ao transporte marítimo.

O novo contexto, requer um sistema muito mais complexo. A partir de agora, serão utilizados outros meios de transporte — rodoviário, ferroviário e marítimo —, além de centros de distribuição e de serviços. Futuramente, o esquema incluirá nova modalidade de transporte costeiro, feito por barcaças oceânicas.

MANUTENÇÃO – A manutenção do LTQ será realizada dentro da mesma filosofia adotada para os demais processos da CST, com destaques para o gerenciamento dos equipamentos através da análise de tendência dos itens de controle, uma grande ênfase nas atividades de PPC (planejamento, programação e controle) e metodologia de manutenção por conjunto.

Esta filosofia tem como objetivo principal a garantia da confiabilidade dos equipamentos, que é fundamental para a estabilidade dos processos de produção. O processo do LTQ possui alto nível de automação e de complexidade, o que exigiu treinamento e preparação das nossas equipes aqui no Brasil e no exterior.

CONTROLE AMBIENTAL E ENERGIA ELÉTRICA – Todo o processo de implantação do projeto do LTQ foi permeado pela responsabilidade de preservação ao meio ambiente. A empresa, que é certificada pela ISO 14.001, instalou modernos recursos tecnológicos para um efetivo controle ambiental em toda a linha produtiva da nova unidade.

Entre as inovações destacam-se: precipitador eletrostático para linha de laminação; sistema de exaustão para o forno de reaquecimento de placas; filtro de mangas para linha de tesouras e estações de tratamento de toda a água a ser utilizada.

A CST está investindo também na construção de sua 4a. Central Termelétrica, com o objetivo de restabelecer sua auto-suficiência energética, que ficaria comprometida com a plena operação do LTQ e com o aumento da produção de placas de aço a partir desse ano.

O investimento, de cerca de US$ 85 milhões, envolve — além da construção da própria termelétrica — implantação de sistemas captação e limpeza do gás de aciaria para a produção de energia elétrica.

A CST já investiu mais de US$ 200 milhões em energia desde sua implantação, buscando sempre a auto-suficiência.

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