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Mecânicos apontam as melhores montadoras

A CINAU – Central de Inteligência Automotiva, instituto de pesquisa especializado no setor de reparação automotiva e ligado ao jornal Oficina Brasil, acaba de divulgar os resultados da 5ª edição da pesquisa Recomendação Profissional, que aponta as melhores montadoras do País do ponto de vista do reparador independente.

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A pesquisa, anual, foi respondida por mais de mil mecânicos, por meio de carta-resposta, Internet e telefone.

Os mecânicos basearam-se em diversos pontos para avaliar os fabricantes de veículos: facilidade/conveniência para realização de seu trabalho, preço e disponibilidade de peças de reposição, abrangência de informações técnicas e outros.

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De acordo com Ernesto de Souza, diretor da CINAU, os mecânicos independentes são importantes formadores de opinião para o consumidor, que geralmente recorre a estes profissionais antes de efetuar a compra de um veículo.

Segundo o diretor, os reparadores autônomos são responsáveis pelo atendimento de aproximadamente 75% da frota circulante do País – cerca de 15 milhões de veículos.

“Esses profissionais representam um novo paradigma para a venda de veículos novos no mercado brasileiro”, ressalta Souza.

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Para Souza, ainda, o principal objetivo da pesquisa é chamar a atenção do mercado automotivo e da sociedade para a importância e força do setor independente da reparação de veículos.

“Decorridos em média dois anos, os lançamentos das montadoras têm seu período de garantia extinto e vão parar na oficina independente, que vive à sombra da indústria automotiva, o que não é justo, pois é o mecânico independente que mantém a frota brasileira circulando”, completa.

As montadoras recomendadas
Segundo os dados apurados, a Volkswagen manteve a liderança registrada nos últimos anos do levantamento como a marca preferida pelo reparador independente. Entretanto, a exemplo do que ocorre no próprio mercado, sua posição está seriamente ameaçada.

A empresa ficou com 39,7% das indicações favoráveis, contra 50,5% do ano anterior. Ao mesmo tempo, o índice de rejeição subiu: 7,6% em 2002 contra 7% de 2001.

A segunda colocada na preferência do reparador independente, General Motors, foi a montadora que registrou o maior crescimento no índice de aprovação: subiu para 25,2%, comparado a 22,6% do levantamento anterior.

Outro aspecto positivo para a montadora foi o indicativo de rejeição, que se manteve praticamente estável, registrando agora 4,8% frente a 4,9% em 2001, compondo o menor índice de rejeição entre as quatro grandes marcas do mercado nacional.

A Fiat vem em terceiro lugar. O índice de aprovação da marca nesta 5a. pesquisa apresentou ligeira alta, 16,6% contra 15,7% do estudo anterior.

Entretanto, o melhor resultado para a fábrica italiana ficou registrado no índice de rejeição, que caiu para 29% — no levantamento relativo a 2001 era de 36,2%, enquanto que em 2000 chegou a 43,5%.

A Ford aparece na quarta posição, com resultado ligeiramente positivo mas tendendo à estabilidade.

A preferência caiu, registrando agora 6,8% comparado a 8,6% do ano anterior; em compensação a rejeição foi reduzida, apontando 33,4% frente a 39,1% no levantamento anterior.

Índice indica novas tendências
O estudo da CINAU incluiu também o coeficiente RO, ou Recomendação da Oficina, que é a diferença entre o índice de aprovação e o de rejeição, o que permite uma análise mais ampla e detalhada da pesquisa.

Pelo RO pode-se observar com mais clareza as marcas que estão subindo ou descendo na preferência do reparador. Segundo os dados divulgados, a distância do primeiro para o segundo colocado – VW para GM –, por exemplo, caiu para 11,7 pontos.

Em 2001 essa mesma diferença era de 25,8 pontos, enquanto que em 2000 chegou a 41,8 (veja tabela na página seguinte).

Nesta 5a. pesquisa a GM atingiu seu melhor RO em três anos, 20,4. No levantamento anterior alcançou 17,7 e, um ano antes, 19.

O RO da VW caiu: agora é de 32,1, mas na edição anterior foi de 43,5 e, dois anos atrás, 60,8.

O fator RO da Fiat vem apresentando constante evolução ao longo dos últimos três anos, embora o índice permaneça negativo, ou seja, a rejeição supera a aprovação.

Mas a pesquisa aponta tendência de reversão do quadro: hoje o RO Fiat é de -12,4, há dois anos era de -20,5 e, três anos atrás, atingia -35,7.

O caso da Ford é semelhante, com tendência de reversão de RO negativo, mas em ritmo bem mais lento que a Fiat.

O RO Ford aponta atualmente -26,6; nas duas pesquisas anteriores era de -30,5 e -34,5, respectivamente.

O futuro nos números
A exemplo das edições anteriores, a CINAU preparou um estudo de previsão de mercado para 2003 baseando-se nas estatísticas de sua pesquisa. Os principais pontos deste relatório apostam nas seguintes tendências:

– A GM deverá encostar na disputa pela liderança das vendas no País;

– A Fiat tende a seguir na ponta das vendas, mas sofrendo extrema competição, principalmente da GM;

– A Volkswagen enfrenta difícil momento frente ao reparador, tendo seu índice de aprovação reduzido ano a ano; com isso, deverá realizar esforço extra com seu pacote de produtos e agressividade comercial para evitar uma terceira colocação no ranking geral do ano;

– A Ford deverá seguir em tendência de estabilidade, sem grandes conquistas mas mantendo sua posição à frente de novos concorrentes como Renault, Peugeot e Citroën, que registram altíssimos índices de rejeição junto aos mecânicos.

VW
Indica Não Indica RO
2002
39,7% 7,6% 32,1
2001
50,5% 7% 43,5
2000
63,4% 2,6% 60,8
GM
Indica Não Indica RO
2002
25,2% 4,8% 20,4
2001
22,6% 4,9% 17,7
2000
22% 3% 19
Fiat
Indica Não Indica RO
2002
16,6% 29% -12,4
2001
15,7% 36,2% -20,5
2000
7,8% 43,5% -35,7
Ford
Indica Não Indica RO
2002
6,8% 33,4% -26,6
2001
8,6% 39,1% -30,5
2000
2,6% 37,1% -34,5
Coeficiente RO, ou Recomendação da Oficina

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