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Importadores mantém diálogo com governo

Posicionamento dos importadores oficiais de carros importados acontece no Fórum de Competitividade do Setor Automotivo, com parâmetros de tecnologia e de produtividade, fatores imprescindíveis na plataforma de exportação do País.

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De outra parte, declarações recentes do ministro Furlan apontam insatisfação no superávit da balança comercial baseado somente na queda das importações.

As empresas filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores fecharam o mês de agosto com índice de crescimento de 66,88% em suas vendas, em relação ao mês anterior.

Foram 257 unidades contra 154 veículos, respectivamente. Esse resultado, no entanto, está longe de ser satisfatório ao setor. O desempenho de agosto, porém, interrompeu a seqüência de cinco meses consecutivos de quedas na comercialização.

“De alguma forma”, salienta André Müller Carioba, presidente da entidade, “diante do quadro recessivo do setor automotivo em geral, as empresas filiadas à Abeiva voltaram a ter certo alento, especialmente com a maior estabilidade do dólar no patamar de R$ 3,00.

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Vale lembrar que enquanto a importação geral de veículos automotores registrou, em agosto, crescimento de 32,32%, os genuínos conseguiram 66,88%”.

Na avaliação de Carioba, porém, o diálogo com o Governo Federal deve ser intensificado, por meio do Fórum de Competitividade do Setor Automotivo e, finalmente, as próprias autoridades reconhecerem que não é a forma mais adequada obter superávit comercial, apenas com a queda das importações.

Neste aspecto, a Abeiva sempre se posicionou favorável à ampliação da base do comércio exterior, ou seja, de crescimento tanto das exportações quanto das importações.

Até altos representantes do Governo declararam, recentemente, que produtos variados de consumo ajudam a ter uma concorrência ativa no mercado interno, em clara demonstração de balizamento de preços e de tecnologia”, argumenta André Müller Carioba.

A flexibilidade do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, na realidade, é um alento ao setor de importação em geral.

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Aliado a esse fato, apesar de o mês de agosto ter-se mostrado positivo, no acumulado de janeiro a agosto, os resultados permanecem em queda acentuada.

Nos oito primeiros meses de 2003 foram comercializadas 2.548 unidades contra 6.837 veículos importados do ano passado, um decréscimo de 62,76%.

Na importação total de veículos, o acumulado representa 40.321 unidades contra 77.528 carros em 2002, total 47,99% inferior.

Segundo o presidente da Abeiva, “nem mesmo a redução de 3 pontos porcentuais no IPI foi suficiente para ativar o mercado interno de automóveis. Por este motivo, toda a cadeia automotiva deve continuar a busca por soluções no Fórum de Competitividade.

Quanto aos importados genuínos, a nossa participação de 0,75% no ano passado, hoje significa apenas 0,32%. E o total de importados no ano de 2002 de 8,50% de participação no País caiu para 5,02%”.

Por esse motivo, há quatro meses, a Abeiva continua mantendo intenso contato com o Governo brasileiro, com a Acea – Associação Européia de Construtores Automotores e com a entidade argentina Cidoa – Camara de Importadores y Distribuidores Oficiales de Automotores, com o objetivo de buscar alternativas práticas e realistas ao setor de importação de veículos automotores e, por conseqüência, impedir a paralisação do setor.

Em relação ao Governo brasileiro, o principal item de negociação é a viabilidade de a alíquota de importação ser reduzida – como mínimo – ao patamar da TEC – Tarifa Externa Comum do Mercosul, de 20%.

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