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FEI disputa a 1ª competição de carros supereconômicos, com 4 modelos que fazem até 750km/litro

Os protótipos do futuro da série FEI X serão colocados à prova nos dias 30 e 31 de julho, no campo de provas da GM, em Indaiatuba, SP

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Os quatro carros da série FEI X, do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), estão prontos para disputar a Maratona Danatureza, a primeira competição de veículos supereconômicos do Brasil, que será nos dias 30 e 31 de julho, no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, São Paulo.

Desenvolvidos para consumo mínimo de combustível, os carros FEI X-10, FEI X-11, FEI X-12 e FEI X-13 foram projetados por estudantes do curso de Engenharia Mecânica com ênfase em Automobilística, da FEI.

Além da FEI, mais 10 universidades do País participam da prova, que começa às 8h. No primeiro dia (30), acontecem as avaliações de segurança, originalidade e design.

A prova prática terá duração de duas horas e será no dia seguinte, quando os 11 carros deverão largar em intervalos de um minuto e completar quatro voltas na pista de 4,3 km.

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A competição, que reúne projetos de sete universidades, segue as regras da Eco Marathon, realizada há mais de 20 anos na Europa e que estimula a criação de novas opções para economia de combustível. Confira os carros da FEI.

FEI X-10 – primeiro modelo da série, o FEI X-10 foi apresentado pela primeira vez em 1997. O modelo tem carroceria definida a partir de simulações aerodinâmicas por computador.

“Mesmo na fase embrionária, ele já despertou interesse ao fazer cerca de 200 km com um litro de combustível, o que justificou a complementação do projeto”, afirma Ricardo Bock, coordenador de Mecânica Automobilística da FEI.

FEI X-11 – evolução do modelo anterior, o veículo possui rodas carenadas e um sistema eletrônico de gerenciamento do motor, que proporcionou a marca de 700km/l.

O FEI X-11 teve o desenvolvimento vinculado a regras internacionais de competição, que determinam parâmetros mínimos de segurança, como distância entre rodas e uso de barra anticapotamento e buzina.

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FEI X-12 – terceiro da geração, foi desenvolvido no ano de 2002, em apenas quatro meses. A diferença em relação aos modelos anteriores é a carroceria totalmente estrutural, que dispensa o uso do chassi.

Mas a principais inovações são as rodas orbitais e a posição do motor próximo à roda de tração. ”Estas inovações diminuíram o peso das peças de transmissão”, explica Bock.

FEI X-13 – o mais recente da série, o modelo conta com design totalmente reformulado, chassis em alumínio, banco moldado no corpo do piloto e peças aerodinâmicas instaladas nas rodas dianteiras para melhorar a performance.

“Foram feitos testes de aerodinâmica simulados nos mais modernos programas de computador”, comenta o professor.

HISTÓRIA DE SUCESSO – Instituído em 1963, o curso de Engenharia Mecânica Automobilística, do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), criou no final da década dos anos 60 o DEPV (Departamento de Estudos e Pesquisas de Veículos), que deu origem aos projetos FEI X, entre outros.

O FEI X-1 foi projetado como veículo anfíbio de quatro rodas e propulsão aerodinâmica para andar, também, sobre um colchão de ar. O carro foi a sensação do Salão do Automóvel de 1968 e levou menos de dois meses para ser finalizado.

O protótipo foi seguido pelo FEI X-2, um hovercraft feito com fundo de armário de madeira. O modelo podia enfrentar rios, pântanos e terrenos alagadiços e não tocava o chão porque utilizava um colchão de ar que suspendia o veículo alguns centímetros da superfície.

O GT (Gran Turismo) ou FEI X-3, também conhecido como Lavínia, chamou a atenção até do presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, no Salão do Automóvel de 1970.

O protótipo, tipicamente esportivo, apresentava perfil aerodinâmico associado à grande potência. Com o sucesso do Lavínia, o Governo Federal resolveu apoiar outros importantes projetos da FEI.

Na década de 70, os protótipos da FEI deixaram de ser nomeados com a sigla FEI X. Mas ainda houve tempo para um último modelo, o FEI X-9, que no final de 1972 resultou no primeiro carro de Fórmula Super Vê. O chassi e as peças de suspensão eram de alumínio.

Após uma reformulação do Departamento de Engenharia Mecânica Automobilística e outros vários projetos inusitados, um grupo de formandos resolveu apresentar, em 1996, o primeiro de uma série de veículos supereconômicos que daria origem à nova série FEI X.

Em 1997 foi apresentado pela primeira vez o modelo FEI X-10, que tinha como principal objetivo percorrer a maior distância com o menor consumo de combustível.

A marca alcançada nos testes foi de 200 km com um litro de combustível. Seguida pelos protótipos FEI X-11, FEI X-12 e FEI X-13, a nova série da FEI faz parte das atividades extracurriculares dos alunos.

COMPETIÇÃO DE VEÍCULOS SUPERECONÔMICOS
Data: 30 e 31 de julho – Local: Campo de provas da Cruz Alta da General Motors
Endereço: Indaiatuba, São Paulo.

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