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Repelindo a água do pára-brisa

Uma brincadeira antiga, mas muito séria, entre engenheiros automotivos é a que diz que se você quiser ficar podre de rico, basta inventar um sistema de limpador de pára-brisa que realmente funcione.

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Enquanto isso não acontece, um centro de pesquisas está trabalhando no sentido de melhorar o próprio pára-brisa, no sentido de torná-lo menos sensível à chuva e aos raios solares, dois problemas quase opostos.

A Guardian Automotive, de Carleton, Michigan, trabalha na pesquisa de soluções para esses históricos indutores de problemas.

É bem verdade que lá, e já há muito tempo, pode-se comprar um produto repelente de água da chuva chamado Rain-X, que até funciona bem, mas ainda não é o ideal. Agora, a Guardian desenvolveu um pára-brisa ‘hidrofóbico’, que repele água para valer.

A tecnologia hidrofóbica já existe em vidros de janelas de carros de produção (Lexus GS430 High Luxury modelo 2001), mas até aqui não foi aplicada em pára-brisas simplesmente porque a ação dos limpadores acaba eliminando a camada química de revestimento.

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A Guardian parece ter resolvido este problema, com pára-brisas de testes tendo sido submetidos a um milhão de ciclos de varredura sem qualquer sinal de corrosão no revestimento Diamond Guard, produzido por processo de deposição por vapor.

A luz solar atravessa o pára-brisa diretamente como luz ultravioleta, esmaecendo os materiais de acabamento, plásticos, vinil e couro, que se decompõem e se tornam cada vez menos resistentes; e indiretamente como luz infra-vermelha, geradora de calor.

A Guardian tem pára-brisas redutores de calor, chamados SilverGuard IRR (infrared reflective, refletivo de infra-vermelho) com razão de emissão infra-vermelha de 48%.

O SilverGuard dispõe de um laminado intermediário de 13 camadas, uma delas de prata, de onde vem seu nome.

Comparado a um pára-brisa colorido convencional, o SilverGuard reduz a quantidade de luz e calor que passa ao interior do carro em 23%.

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O SilverGuard é ainda mais necessário na Europa do que nos Estados Unidos: os motores europeus são menores e sofrem muito com a demanda de potência dos sistemas de ar-condicionado, e os europeus rodam menos que os americanos.

Na realidade, quando um cliente europeu compra um carro novo com ar-condicionado, seu veículo já vem com vidros verdes ou azuis.

As montadoras européias estão tão interessadas na tecnologia IRR que a GM já a aplica nos Zafiras europeus mais recentes e logo também nos Corsa, e a VW e a Porsche já a especificaram para o Colorado.

As montadoras americanas a vêm como uma maneira de evitar dois aparelhos de ar-condicionado em suas vans e outros veículos de grande volume interno.

TECHtalk.com.br

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