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TOCA Race Driver chega com novidade no gênero

Como o gênero de jogos de corrida parece ter estagnado desde o lançamento de Gran Turismo há uns cem anos, a Codemasters decidiu que precisava adicionar um novo elemento que tornasse TOCA Race Driver mais estimulante e original que seus concorrentes: uma história.

O jogo começa com um filminho mostrando uma corrida em 1987. O famoso piloto, e representante das forças do bem, Kyle McKane, lidera a prova até que um corredor do mal dá um “totó” na sua traseira e provoca uma capotagem que termina incendiando o carro e matando o pobre McKane.

Na platéia o jovem Ryan, filho de Kyle, assiste à cena atônito, comovendo até o narrador da TV.

Como não poderia deixar de ser, a “novela” bolada pela Codemasters é um clichê de dimensões mexicanas, no estilo do filme Dias de Trovão, aquele clássico dos anos 80 com Tom Cruise e Nicole Kidman.

Você fará o papel do Ryan McKane atual, que é um jovem piloto ingressando no mundo da velocidade, provavelmente buscando vingança dos caras maus que vitimaram seu pai. Esta é a sua motivação extra para jogar TOCA Race Driver.

Canastrões do trovão – É claro que os melhores redatores não se encontram nos estúdios da Codemasters escrevendo roteiros para jogos de corrida, mas até que a novelinha de TOCA provou-se interessante.

Não que seja uma boa história, mas é uma novidade no gênero e um extra que serve bem para tirar aquela frieza dos modos de carreira dos jogos de corrida.

No final de cada corrida você tem um filminho com atores poligonais encenando. Ryan, ou você no jogo, é um sujeitinho pra lá de mascarado, diga-se de passagem, mas até que diverte. O rumo da história é determinado pelas suas escolhas e, é claro, performance na pista.

A interface do jogo é construída sobre a imagem do escritório e da garagem de Ryan McKane, e você acessa os menus clicando em objetos do cenário, bem no estilo dos menus de Wing Commander e Medal of Honor.

O PC do escritório serve para checar os e-mails, onde pode haver algumas propostas de equipes e interessados em explorar o seu talento.

Seu primeiro contato é com um empresário que ouviu recomendações do irmão de Ryan, Donnie McKane, que também corre de stock-car e se mostrará uma peça importante na “trama” do jogo mais tarde.

Vencendo no modo de carreira você terá a possibilidade de correr contra outros competidores, um contra um, valendo o carro do perdedor. Se você ganhar, o carro do derrotado fica disponível na sua garagem para o modo de corrida livre.

Dirigir que é bom, necas – Mas vamos falar do fundamental, que é a jogabilidade. A série TOCA sempre tendeu mais para a simulação, com controles razoavelmente complexos e uma boa física. Este novo jogo, entretanto procura atingir um público mais “mainstream” e é um pouco mais simples e fácil de jogar (em outras palavras, arcade).

TOCA Race Driver é, na verdade, mais um jogo de corrida com crise de personalidade, não se destacando nem pelas características de simulador nem pela facilidade arcade da jogailidade. A física, que é a característica mais importante de um jogo de corrida, é muito simples e não transmite uma sensação convincente de dirigir um carro.

A inteligência artificial de TOCA Race Driver também é uma característica comparável à dos jogos mais simples.

Os carros do computador correm bem, fazem voltas no tempo certo e tal, mas não chegam a demonstrar algum sinal de inteligência na pista, se comportando apenas como discretos coadjuvantes.

Quem preferir pode curti-lo contra competidores humanos no modo on-line, através do Gamespy Arcade, ou no multi-player em tela dividida (até 4 jogadores).

O melhor do jogo, além da novidade da história, é o sistema de danos dos carros. Diferente do que acontece em Gran Turismo do Playstation, aqui os carros amassam muito e sofrem danos localizados.

Podemos ter uma batida onde uma porta se solta e fica batendo, ou um pára-choque desmonta, um vidro quebra, etc.

TOCA traz também 42 carros reais, licenciados, e 38 pistas de corrida famosas como Brands Hatch, Silverstone, Magny Cours e Monza.

Graficamente, o jogo é de muito bom nível e, no PC usado para a análise (1,4Ghz + GeForce 3 Ti), rodou rápido como um raio e com excelente taxa de quadros por segundo.

Os carros são bem modelados (não tanto como Gran Turismo ainda), refletem o cenário na lataria e, como dito acima, sofrem danos visuais realistas. Já as pistas são bem modeladas, embora os cenários sejam um tanto simples.

A fórmula de jogo de corrida com história serve para dar umas risadas e se entreter um pouco mais com o modo de carreira, mas a jogabilidade fica devendo.

A conclusão é que TOCA Race Driver foi feito pensando no superficial, e a diversão da corrida e a boa dirigibilidade, que continuam sendo as características mais importantes, foram subestimadas.

Prós:

+ A história é clichê, mas diverte;
+ Belo sistema de danos;
+ Gráficos muito bons, bonito e suave;
+ Muitos carros e pistas para saborear.

Contras:

– Física de quinta categoria;
– Jogabilidade simples e bem tediosa;
– Inteligência artificial bem discreta.

Distribuidor: EA
Programador: Codemasters
Categoria: Corrida
Plataforma: PC

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