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As melhores e piores estradas do Brasil

Nas rodovias que continuam sob administração estatal direta, são crescentes os trechos em condições inadequadas.

Por outro lado, as estradas operadas pela iniciativa privada em regime de concessão têm quase 100% das pistas em excelente situação.

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Ao comentar este dado de pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Tansportes (CNT), Áurea Rangel, química, mestre em engenharia de materiais e diretora executiva da Hot Line, observa: “Não se pode mais conceber, a partir da tecnologia alcançada na área, que se utilizem, na manutenção de rodovias, materiais reconhecidamente de baixa eficácia e curta durabilidade. Tal prática agrava a escassez de investimentos e transforma a manutenção das vias num inesgotável ralo do dinheiro público”.

Conforme foi divulgado, recente pesquisa da CNT revelou que 54,6% das estradas têm problemas na pavimentação: o asfalto é deficiente em 30% das pistas; 17% são classificadas como ruins e 7,5%, péssimas.

No tocante à sinalização, os problemas são ainda mais graves, atingindo 68,1% das rodovias, na seguinte proporção: deficiente (28,9%); ruim (16,5%); e péssima (22,7%).

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Além das gravíssimas conseqüências para a segurança, as condições inadequadas das estradas aumentam em cerca de 30% o tempo das viagens, comprometendo, principalmente, a distribuição de mercadorias e prejudicando a logística e a eficiência das cadeias de suprimentos.

“A sinalização tem papel muito importante, pois, deve proporcionar segurança ao usuário da rodovia, além de regular, advertir e orientar os motoristas”, explica Áurea Rangel, lamentando que este item também esteja comprometido.

A diretora executiva reforça que “as condições para aplicação de materiais de sinalização devem sim, ser observadas e respeitadas, mas não podemos nos enganar, pois, um elevado desempenho da sinalização só pode ser alcançado quando esta proporcionar contraste diurno e retrorrefletância noturna, mesmo em condições de chuva ou neblina”.

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As regiões menos atingidas pelas péssimas estradas são a Sul e a Sudoeste. As outras praticamente não têm pavimentação e sinalização adequadas à circulação de veículos.

Os números invertem-se quando analisadas as rodovias sob regime de concessão. Nestas, a pavimentação classificada de ótima e boa atinge índice de 91% e a sinalização, 90,1%.

Na opinião de Áurea Rangel, “a falta de sinalização compromete a fluidez e a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres; assim, é importante que se respeitem as condições necessárias para a correta aplicação de tintas e materiais, que garantam alta visibilidade para a sinalização, bem como sua durabilidade, com a utilização mais eficaz e correta do dinheiro público”.

As melhores e as piores estradas do País

Os melhores:

1º – Limeira (SP)/São José do Rio Preto (SP)

2º – São Paulo (SP)/Itaí (SP)/ Espírito Santo do Turvo (SP)

3º – São Paulo (SP)/Limeira (SP)

4º – Sorocaba (SP)/Cascata (SP)/ Mococa (SP)

5º – São Paulo (SP)/Uberaba (MG)

6º – São Paulo (SP)/Taubaté (SP)

7º – Araraquara (SP)/São Carlos (SP)/ Franca (SP)/ Itirapuã (SP)

8º – Campinas (SP)/Jacareí (SP)

9º – Engenheiro Miller (SP)/Jupiá (SP)

10º – Piracicaba (SP)/Mogi-Mirim (SP)

Os piores:

1º – Maceió (AL)/Salgueiro (PE)

2º – Araguaína (TO)/Picos (PI)

3º – Posse (GO)/Ilhéus (BA)

4º – Manaus (AM)/Boa Vista (RR)/ Pacaraíma (RR)

5º – Maceió (AL)/Paulo Afonso (BA)

6º – Curvelo (MG)/Ibotirama (BA)

7º – Alta Floresta (MT)/Cuiabá (MT)

8º – Salvador (BA)/Paulo Afonso (BA)

9º – Teresina (PI)/Barreiras (BA)

10º – Belém (PA)/Guaraí (TO)

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