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Saturn Astra para o mercado norte-americano teve parte de seu desenvolvimento feito pela GM do Brasil

O modelo será produzido na Bélgica, na Europa, e começa a ser vendido no quarto trimestre de 2007, nos Estados Unidos.

A missão da General Motors do Brasil iniciada em 2006 como um dos cinco centros mundiais da General Motors Corporation, para criação e desenvolvimento de veículos, já começa a dar resultados.

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Acaba de ser apresentado no Salão Internacional do Automóvel de Chicago, nos Estados Unidos, o primeiro automóvel que recebeu importante contribuição da engenharia brasileira para o seu desenvolvimento.

Trata-se do Saturn Astra, que estará à venda no mercado norte-americano, como modelo 2008, a partir do quarto trimestre de 2007, e será produzido pela GM Europa, na fábrica da Antuérpia, na Bélgica.

“É o que chamamos internamente de ‘federalização’ do Astra europeu para tornar possível sua venda, no mercado norte-americano, com o emblema da marca Saturn. Esse trabalho está inserido no intercâmbio cada vez maior no trabalho de engenharia global da GM. Foi apenas um dos primeiros trabalhos dos muitos que poderão ser designados para nossa execução”, explica Pedro Manuchakian, vice-presidente de Engenharia da GM para a divisão LAAM, que engloba as regiões da América Latina, África e Oriente Médio.

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Segundo Manuchakian, que comandou esse importante trabalho de engenharia e design, o modelo europeu do Astra, nas suas configurações cupê e hatchback, foi adaptado para atender as condições legais do mercado norte-americano, incluindo questões relativas à segurança, índices de ruído, a própria dinâmica do veículo e também detalhes do seu interior.

Coube à GM do Brasil, ainda, uma participação nos projetos de novas peças e testes de segurança e níveis de ruídos, além da validação de todos os componentes nos laboratórios do Campo de Provas da Cruz Alta, localizado em Indaiatuba (SP).

O Saturn Astra será oferecido no mercado norte-americano nas configurações hatchback de duas portas e sedã.

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O modelo estará equipado com um motor Ecotec DOHC 1.8 litro de quatro cilindros, com 140 cavalos de potência, tendo como disponibilidades as transmissões manual e automática.

Contará também com o sistema de controle eletrônico de tração e direção eletro-hidráulica, além de teto solar panorãmico, bancos de couro aquecidos, rádio com CD Player e MP3 e seis airbags.

GM do Brasil, um dos cinco centros mundiais da corporação

Desde o ano de 2006 a General Motors do Brasil foi escolhida pela General Motors Corporation como a responsável mundial pela criação e desenvolvimento da arquitetura das picapes de porte médio.

Isso significar dizer, na prática, que as novas gerações de picapes médias a serem produzidas pelas fábricas da GM espalhadas no mundo, terão como base a arquitetura global a ser concebida pelos engenheiros do Centro Tecnológico da GM do Brasil.

“Esta decisão foi um fato marcante e nos envaidece muito pois trata-se do reconhecimento da ‘inteligência’ da engenharia e do design brasileiros da GM do Brasil, ratificando o País como um dos cinco centros de engenharia da GM no mundo (os outros ficam nos EUA, Europa, Austrália e Coréia do Sul)”, destaca Ray Young, presidente da GM do Brasil e Mercosul.

A estratégia da GM Corporation no tocante ao desenvolvimento de produtos globais significa um novo passo na indústria automobilística.

Os centros de inteligência de engenharia espalhados pelo mundo, não necessariamente estão localizados nos mesmos países onde os veículos serão produzidos.

Já com uma atividade global significativa, desde julho de 2004, a subsidiária brasileira vem sendo responsável pelo desenvolvimento do veículo Hummer H3G, com tarefas específicas que atendem a requisitos mundiais, a exemplo das versões ‘RHD’ (direção do lado direito) e com motor movido a diesel.

Neste exemplo de atividade global do Hummer H3G, o Brasil é o líder da área de engenharia, cabendo sua produção à GM da África do Sul e vendas na Europa, Ásia, África do Sul e Oriente Médio.

Parte importante do desenvolvimento do Hummer H3G pela engenharia da GMB incluiu a questão das superfícies interna e externa do veículo, como painel de instrumento e pára-choques, por exemplo, que eventualmente podem ter contato com o motorista e passageiros, além de pedestres em caso de um eventual acidente.

No Brasil a GM tem investido maciçamente na área de engenharia e, nos últimos anos, os investimentos somaram cerca de US$ 40 milhões, incluindo o Centro de Engenharia e o Campo de Provas da Cruz Alta, onde estão localizadas as pistas de testes e inúmeros laboratórios, incluindo inclusive os sofisticados testes de colisão (‘crash test’).

Nos próximos anos a GM prevê novos investimentos expressivos nesta área de engenharia.

O vice-presidente da GM do Brasil José Carlos Pinheiro Neto enfatiza que “nos últimos anos a engenharia da GMB desenvolveu marcantes veículos para o mercado nacional, a exemplo do Celta, a picape Montana, o novo Vectra, projetos 100% feitos pelos design e engenharia brasileiro e, mais recentemente, o modelo Prisma, um sedã não-popular equipado com o motor 1.4 Econo.Flex”.

Para atender aos trabalhos globais de engenharia, a GM do iniciou, a partir de fevereiro de 2006, a contratação de novos engenheiros/designers para integrarem o Centro de Desenvolvimento de Engenharia da GM para a Divisão LAAM.

Houve a contratação de 300 funcionários para esta área em 2006 e novos 200 estão sendo recrutados em 2007.

Até 2009, segundo Pedro Manuchakian, a GM do Brasil contará com um total de 1.200 profissionais envolvidos diretamente em projetos de criação e desenvolvimento de veículos.

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