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Ampliação do Centro Tecnológico da GM no Brasil fortalece capacidade de criar, desenvolver e validar veículos mundiais

Como um dos principais centros globais de desenvolvimento de produtos, a General Motors do Brasil, ganha maior eficiência na produção de novos veículos, alinhados e desenvolvidos por brasileiros, mas competitivos para o mercado mundial

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Reportagem | Tarcisio Dias
SÃO CAETANO DO SUL (SP)

Próxima de completar 85 anos de presença em território nacional, a General Motors do Brasil reforça seu compromisso com o país, após ter anunciado novos investimentos na ordem de R$ 2 bilhões, e inaugura a ampliação do seu Centro Tecnológico, localizado em São Caetano do Sul (SP), que passa a ser um dos mais modernos da corporação, pronto para desenvolver novos veículos desde seu desenho inicial, até a montagem final na fábrica.

A apresentação oficial aconteceu no dia 02 de setembro de 2009, com a presença da diretoria executiva da empresa, autoridades e jornalistas de todo o País.

A ampliação do Centro Tecnológico, que também incluiu a construção e modernização de novos laboratórios e pistas do Campo de Provas da Cruz Alta, foi iniciada em 2006. Nos últimos três anos foram investidos US$ 100 milhões no aumento da estrutura física e na aquisição de novos e mais modernos equipamentos, além da contratação de novos profissionais.

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Durante a apresentação também foi destacado os investimentos no Projeto Ônix, que contempla a produção de dois novos veículos na fábrica de Gravataí, RS.

Fachada do Centro Tecnológico da GM do Brasil – Atualmente, o Centro Tecnológico da GM em São Caetano do Sul conta com mais de 2.000 profissionais envolvidos diretamente em projetos de criação e desenvolvimento de veículos para vários países do mundo.

Eles estão divididos entre os avançados Centros de Engenharia, Design, e Manufatura.

“Desde que a GM do Brasil tornou-se um dos centros globais de desenvolvimento de produto, em 2006, recebemos a missão de ampliar nossa capacidade existente no CT, no sentido de melhorar a base de conhecimentos a respeito da engenharia necessária para criar, desenvolver e validar veículos mundiais”, observa Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul.

O mais importante com essa ampliação reflete diretamente em toda cadeia produtiva do automóvel no Brasil.

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Desde a capacitação dos profissionais brasileiros, onde designers e engenheiros são cada vez mais reconhecidos e aproveitados em áreas de trabalho que totalmente inexistiam em nosso país.

Sala de apresentação de projetos no novo Design Center – Um exemplo próprio da marca Chevrolet é o seu Centro de Design que tem Carlos Barba como diretor geral.

Com a área construída quase triplicada, o efetivo de pessoal acompanhou quase que a mesma proporção, saindo de 79 funcionários para os atuais 190 e planejando um crescimento até o primeiro semestre de 2010.

Segundo Carlos Barba, o Brasil ganhou novas responsabilidades.

“No passado, o Centro de Design brasileiro apenas fazia face-lift de modelos produzidos na Europa e Estados Unidos. Mas nos últimos anos, a GM do Brasil destacou-se tanto que se tornou um dos centros globais de desenvolvimento de produtos no mundo que trabalham de forma totalmente integrada”, lembra.

No quesito equipamentos, que consumiram a maior parte do investimento, a tecnologia inerente a um Centro de Design fica ainda mais evidente.

As quatro máquinas de Usinagem de Clay (equipamento utilizado na construção de superfícies físicas geradas a partir de uma imagem gráfica), foram substituídas por 16 máquinas de última geração.

Outros exemplos são o novo equipamento de Estereolitografia (processo que solidifica camadas de resina foto-sensível por meio de laser, para prototipagem rápida de peças de alta precisão e finalização de superfícies) e renovação do parque tecnológico com padronização global de Hardware e Software, com duplicação na quantidade de equipamentos.

No total são 23 tipos de equipamentos (incluindo Hardware e Software), entre novas aquisições e/ou modernizações.

Máquina de usinagem detalhando o interior de um veículo – O design da GM do Brasil também tem-se destacado na criação de carros conceitos todos com a marca Chevrolet.

Modelos como o Sabiá – que chegou a ser exposto no Salão Internacional do Automóvel de Detroit (EUA) -, o Celta Spyder, ambos em 2001; o Journey em 2002; o Prisma Y, apresentado como atração do estande da empresa no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo de 2006; e o GPiX, apresentado no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo de 2008 e que inspirou as linhas do mais aguardado lançamento de 2009, o Chevrolet Agile.

Por falar no próximo lançamento da GM no Brasil, o Agile teve uma apresentação relâmpago durante a inauguração do CT.

Desde 2006 a General Motors do Brasil é a responsável mundial pela criação e desenvolvimento da arquitetura das picapes de porte médio.

Isso significar dizer, na prática, que as novas gerações de picapes médias a serem produzidas pelas fábricas da GM espalhadas no mundo terão como base a arquitetura global que já está sendo concebida pelos engenheiros do Centro de Engenharia Global da GM no Brasil.

“Estas expansões mais recentes vão proporcionar a possibilidade de uma melhoria nos desenvolvimentos de novos modelos, tornando as nossas validações de produto muito mais robustas e competitivas. Nossos laboratórios de segurança veicular, de ruídos e vibrações e estrutural também foram expandidos e ganharam novos equipamentos de última geração. Um moderno laboratório de elétrica / eletrônica foi construído, no sentido de apoiar o crescimento da eletrônica embarcada em nossos veículos”, finaliza Manuchakian.

Ampliação do Centro Tecnológico da GM no Brasil – A grande evolução também pode ser percebida no trabalho efetuado pela Engenharia de Manufatura, que atua em perfeita interação com o Design e a Engenharia de Produtos, desde a fase de desenvolvimento do produto de maneira antecipada até a criação de ferramentas, equipamentos, processos e instalações de fábrica que tornam a produção de veículos uma realidade.

Procedimentos e práticas de qualidade, que em décadas anteriores dependiam exclusivamente da experiência dos profissionais, se tornam parte integrante da rotina do processo de desenvolvimento e validação do produto.

“Avançados programas de análise virtual facilitam a identificação de soluções de potenciais problemas na fabricação de componentes e otimização da montagem de veículos de forma muito antecipada, o que antes só era possível em fases avançadas do desenvolvimento do produto, práticas que contribuíram significativamente para a redução do tempo de lançamento de novos projetos”, explica o vice-presidente de Manufatura da América do Sul, José Eugênio Pinheiro.

Além das novas instalações no Centro Tecnológico, a área de Powertrain, responsável pelos motores e transmissões, está completando 50 anos de Brasil e com marcas importantes de produção, também modernizou seus Laboratórios de Emissões no Campo de Provas, adicionando novas células de emissões e câmaras de emissões evaporativas.

Entre os destaques da área está o desenvolvimento virtual de motores, que podem ser analisados em vários aspectos como fluidos, vibrações, estruturais, entre outros, tudo na realidade virtual, dinamizando o processo no momento de partir para a execução propriamente dita.

Para se ter uma idéia, mais de 400 equações são tratadas no projeto um novo modelo, que permitem 10 mil parâmetros calibráveis nos módulos eletrônicos.

Modelo em Clay (argila) sendo finalizado pela máquina de usinagem – Ampliação também contempla um prédio totalmente novo – O WFG (Worldwide Facilities Group da GM), sigla de Grupo Global de Facilidades da GM do Brasil é o responsável pelo desenvolvimento de projetos, instalações, montagens e manutenção e meio ambiente nas fábricas da empresa.

Reforçando sua preocupação e responsabilidade ambiental com a sustentabilidade planejou e construiu o novo prédio CT20, com o conceito Green Building, com importantes novas tecnologias para redução do consumo e água e energia.

A General Motors sempre se mostrou uma empresa responsável sob o aspecto ambiental, seja nas atitudes ecológicas de suas fábricas ou por meio de campanhas junto aos consumidores dos veículos de sua marca Chevrolet, como a recente “Reinventamos Caminhos”, que incentiva uma nova postura em relação ao uso do automóvel.

Nos novos ambientes de escritórios do CT, que inclui o novo prédio CT20, são utilizadas cortinas nas janelas que permitem a passagem de luz e não de calor, permitindo, assim, a redução de consumo de energia, tanto na iluminação quanto na redução de carga do ar-condicionado.

Os ambientes também possuem sistema inteligente de iluminação, com sensor de presença (movimento) setorial.

Para economizar água, a GM também adota importantes medidas em todas as fábricas. Em São Caetano do Sul (SP), a reutilização da água reciclada proveniente das estações de tratamento de efluentes possibilitou uma economia de 36.000 m3 de água no último ano, o equivalente ao volume de 16 piscinas olímpicas.

Essa água reciclada faz parte do sistema industrial, que não se comunica com a água potável da fábrica. A água reciclada vai para uma caixa especial e é utilizada na lavagem de pisos e no fluxo das bacias sanitárias dos banheiros.

A GM reforça sua preocupação e responsabilidade ambiental, registrando redução expressiva de 52% na utilização de energia elétrica por carro produzido e de 62% em água, em suas unidades industriais no Brasil, em apenas cinco anos (período de 2003 a 2008).

Além disso, graças à utilização do processo de compostagem em suas fábricas, a empresa evitou, desde 2004, que cerca de 2.000 toneladas de lixo orgânico fossem jogadas nos aterros sanitários das cidades onde estão localizadas suas unidades industriais, número que vai subir para 2.400 toneladas até o final de 2009. Por ano, são 400 toneladas de resíduos transformadas em adubo natural.

Os prédios do Centro Tecnológico
O Centro Tecnológico teve seu tamanho quase duplicado em área total construída, passando de 19.211,00 m² para 30.169,00 m², antes da ampliação.

CT1
Área construída – 8.935,00 m²
Departamentos – Engenharia de Produtos

CT2
Área construída – 2.629,00 m²
Departamentos – Gerenciamento de Programas, Exportação e Engenharia de Produtos

CT3
Área construída – 7.148,00 m²
Departamentos – Design

CT20
Área construída – 9.290,00 m²
Departamentos – Engenharia de Manufatura, Grupo Global de Facilidades e Powertrain

Designer finalizando um projeto em um dos computadores de última geração do novo Design Center

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(*) Repórter viajou à convite da General Motors do Brasil
Aguarde matéria completa na próxima edição da Revista multimídia Mecânica Online
Saiba mais: http://www.mecanicaonline.com.br/revista

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