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Lúmens/Watt: você sabe o que é isso?

Podemos dizer que entramos em uma nova fase, possibilitada pela chegada de produtos que utilizam os diodos emissores de luz, mais conhecidos como LEDs

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Reportagem | Artigo – *Marcos de Oliveira Santos

Diversos acontecimentos no Brasil fizeram com que a população passasse a se interessar mais por questões ligadas à eficiência energética, fazendo com que termos, até então reservados aos especialistas, entrassem na rotina dos cidadãos.

O “apagão”, por exemplo, aconteceu há aproximadamente dez anos e exigiu uma diminuição de quase 20% do consumo de energia elétrica.

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Como fato mais recente, vale destacar a Lei sancionada pelo Governo Federal que determina a retirada das incandescentes do mercado até 2016, despertando, mais uma vez, o interesse por informações sobre como aproveitar da melhor forma possível a energia elétrica.

Hoje, podemos dizer que entramos em uma nova fase, possibilitada pela chegada de produtos que utilizam os diodos emissores de luz, mais conhecidos como LEDs.

Usados anteriormente apenas em pequenos dispositivos eletrônicos, como o controle remoto da TV, atualmente fazem parte de uma enorme variedade de soluções do setor de iluminação, como lâmpadas residenciais, comerciais, automotivas e até para obras públicas.

Junto com a evolução desta tecnologia, uma nova nomenclatura surge e deve, em pouco tempo, passar a fazer parte das contas de quem está preocupado com a economia de energia e pretende ter um sistema de iluminação com alta eficiência energética.

Este termo, medido em lúmens por watt (lm/W), traduz a relação entre o fluxo de luz emitido por uma lâmpada e sua potência.

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Em outras palavras, mostra o quanto ela emite de luz com a energia que consome: quanto mais luz emitir e menos energia consumir, melhor e mais eficiente esta lâmpada será.

Por exemplo, uma incandescente tradicional pode fornecer de 10 a 15 lm/W, enquanto uma fluorescente tubular é capaz de trabalhar entre 55 e 75 lm/W, ou seja, é mais eficiente que a incandescente.

Com relação aos LEDs, há uma versatilidade que possibilita a criação de produtos capazes de operar com eficiência muito superior a 50 lm/W, sendo que, em laboratório, já se ultrapassou a barreira dos 140 lm/W para componentes de LEDs isolados, algo improvável de se pensar há três anos.

A partir desta informação, já presente nas embalagens das lâmpadas, é possível comparar os produtos com maior facilidade e analisar as vantagens de se optar pelo LED ou pelos produtos tradicionais em determinado sistema de iluminação, sempre observando a área que será iluminada e as estruturas das instalações.

Acostumamo-nos a fazer os cálculos de economia de energia com base na tecnologia das lâmpadas incandescentes, que nos exigia uma conta básica com foco em quantos watts eram consumidos. Porém, passaremos por uma “reciclagem” no que diz respeito aos cálculos de nossos gastos.

Será uma questão de tempo até que o termo lúmens/watt invada de fato nosso cotidiano, por isso, o quanto antes nos habituarmos e entendermos este conceito, mais conscientes e responsáveis serão nossas escolhas em termos de sustentabilidade.

Marcos de Oliveira Santos é engenheiro eletricista, graduado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e atua na OSRAM há 21 anos.

Ao longo de sua carreira na empresa já trabalhou nas áreas de Vendas, Exportação, Processos e Marketing no Brasil, Alemanha, Equador e Colômbia. Hoje, é gerente de Marketing da OSRAM do Brasil para a linha de LEDs Profissional.

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