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Motores turbo – Eficiência ou esportividade?

Na matéria anterior, falamos de uma estratégia utilizada pela indústria automotiva para atender as normas cada vez mais rigorosas de emissões de poluentes. E hoje começaremos tratando de algumas ferramentas que trazem eficiência e desempenho aos nossos veículos.

Por que andar com motor pequeno tudo bem, mas com carro fraco nunca.

Hoje trataremos de explicar o funcionamento do turbo e as suas vantagens para os motores, que estão cada vez mais eletrônicos e monitorados constantemente.

Com o advento da injeção eletrônica, começamos a controlar o consumo de combustível, mas ainda nos primórdios, não controlávamos nem o fogo, a centelha das velas, nem o ar. Logo em seguida, conseguimos o controle do fogo com a ignição eletrônica, mas ainda não o ar.

E o turbo entra justamente nesse sistema, admissão de ar para o motor.

Antes a turbina era um item utilizado apenas em carros esportivos com a finalidade de trazer potência ao motor, tanto que a sua entrada se dava por volta de 3500 rpm e acrescia ao carro uma força quase incontrolável, necessitando motoristas experientes para guia-los.

Quem teve um pai ou um avô que possuiu um FIAT TEMPRA TURBO entende o que eu estou falando. Talvez a turbina nunca tenha entrado em funcionamento na mão do seu pai, mas naquela volta que você dava no sábado à tarde depois de lavar o carro, ele deu uns sustos ao “destracionar” com o pé fundo no acelerador.

Nessa época a turbina acrescia ao motor algo em torno de 0,8 kg/cm2 isso a rotações mais elevadas, deixando a pressão no coletor positiva e não negativa como em um veículo aspirado.

Essa é a grande sacada da turbina, empurrar ar para dentro do motor, aumentando a pressão da mistura ar/combustível, consequentemente o poder de explosão dentro do cilindro, que se reverte em torque e potência para o veículo.

Desta forma, começamos a controlar o fluxo de ar para os cilindros, mas, no início, ainda visando a esportividade. Mas ela funciona? Simples. A turbina funciona como um ventilador que joga ar para dentro do motor, aumentado assim a quantidade de ar utilizada para a queima do combustível, a famosa combustão.

Atualmente a turbina tem um proposito, digamos assim, menos nobre, mas muito mais racional. Passou a contar com gerenciamento eletrônico para variação da rotação e da pressão exercida, controlando melhor ainda o fluxo de ar para dentro do motor, buscando cada vez mais eficiência, ou seja, melhor rendimento térmico, ou seja, maior eficiência com menor consumo de combustível.

Portanto hoje as pressões utilizadas são inferiores àquelas dos nossos primeiros turbos, porém entram em ação a rotações próximas a marcha lenta, trazendo percepção de força desde a saída do veículo, e tornando a condução muito mais confortável e controlável. Isso faz com que o motorista acelere menos para melhores respostas, economizando combustível.

Esse é apenas um dos artifícios usados para que tenhamos motores menores e melhores, imbuídos da diminuição de emissões de poluentes e ainda por cima nos trazendo prazer ao volante.

Tobias França @franca.tobias, engenheiro mecânico especialista em tecnologia automotiva, consultor e palestrante na UNION CONSULTORIA com mais de 1000 horas de treinamento ministrado e mais de 3000 pessoas treinadas. Instrutor certificado internacionalmente, WOLFSBURG – ALEMANHA, pela VOLKSWAGEN.

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