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Umicore com tecnologias mais avançadas para atender o P8

Os catalisadores da Umicore já estão aptos a atender o Proconve (Programa de Controle de Emissões Veiculares para Veículos) P8, para pesados, que passa a valer a partir deste ano para os novos projetos e, em 2023, para todos os veículos vendidos.

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As tecnologias da Umicore, já em uso em outros mercados para atendimento às legislações locais, como Euro VI e CN VI, foram rapidamente transferidas para as unidades no Brasil, em Joinville (SC) e Americana (SP).

Os novos sistemas P8 possuem acréscimo de volume catalítico e número de peças, uma vez que são tratados, ao mesmo tempo, diferentes gases e partículas, tais como MP e NOx.

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Além disso, os processos produtivos receberam melhorias para viabilizar a produção dessas tecnologias mais avançadas, como os catalisadores de oxidação (DOC), filtros catalíticos para material particulado (cDPF), catalisadores de redução seletiva (SCR), entre outros catalisadores da Umicore.

O Proconve P8, equivalente ao Euro 6,vem para alinhar a regulamentação brasileira para veículos pesados — caminhões e ônibus – com a da União Europeia.

Essa norma especifica os limites máximos de emissão para gases de escapamento, ruído e partículas.

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A regulamentação era amplamente esperada pela cadeia de produção de veículos pesados no país, para definir novos projetos e estratégias comerciais para os próximos anos.

A última legislação sobre o tema, o Proconve P7/Euro 5, foi adotada no País em 2012 e depois disso restou um vácuo legislativo sobre quando e como seria a próxima etapa do programa para veículos pesados, o P8, só agora agendado para 2022/2023.

Segundo Miguel Zoca, gerente sênior de Aplicação do Produto da Umicore, o P8 é uma excelente iniciativa da indústria automotiva e dos órgãos governamentais, pois os gases poluentes provenientes dos motores a combustão são altamente prejudiciais à saúde, causando doenças pulmonares e diversas outras.

“Assim, a redução na emissão desses poluentes irá melhorar a qualidade do ar que respiramos e, consequentemente, a nossa saúde. Mas, além do apelo ambiental, a implementação do P8 no Brasil torna nosso País mais competitivo internacionalmente, oferecendo produtos do mesmo nível de países europeus e asiáticos, que adotam normas rigorosas de emissão de poluentes há anos”, acrescenta.

TECNOLOGIAS UMICORE PARA ATENDER A P8

Catalisador de Redução Seletiva (SCR) – O SCR, já desenvolvido para a Euro 5, é um dos sistemas mais avançados na conversão de gases nocivos em vapores inofensivos à saúde. Sua função é promover a redução dos óxidos de nitrogênio (NOx) em nitrogênio (N2) e água.

Para essa reação de redução ocorrer, é necessária a presença de amônia (NH3), formada a partir de uma solução aquosa de ureia (ARLA 32), injetada antes no sistema. O resultado é a redução de até 95% das emissões de NOx.

Os catalisadores SCR podem ser produzidos com substratos cerâmico e corrugado, sendo o último uma solução bastante eficiente para os veículos pesados.

“O corrugado conta com um sistema morfológico trimodal, com micro, meso e macroporos, fazendo com que os gases tóxicos atinjam com mais facilidade as camadas catalíticas, o que contribui para uma conversão mais eficiente e para uma menor contrapressão no sistema de escape do veículo, ajudando na redução do consumo de combustível”, explica Zoca.

Catalisador de Oxidação Diesel (DOC) – O DOC tem a função de absorver e de converter os hidrocarbonetos (HC) não queimados na combustão e o monóxido de carbono (CO) emitidos em gás carbônico e água.

Outra função do DOC é a de transformar o monóxido de nitrogênio (NO) em dióxido de nitrogênio (NO2), fundamental para conversão do material particulado retido no cDPF.

Filtro Catalítico de Partículas para Motores Diesel (cDPF) – O filtro de partículas, atualmente utilizado apenas em veículos movidos a diesel no Brasil, reduz mais de 90% a emissão de material particulado.

“Isso acontece porque a peça também possui função catalítica. Os filtros retêm as partículas e as convertem em CO2 e água. Essas reações químicas purificam os gases de exaustão e permitem que o componente seja regenerado para novas filtrações, evitando que ele fique entupido”, explica o especialista.

IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE E ESPECIFICAÇÃO DO DIESEL – O Conama estabelece que o P8 será adotado com as especificações já existentes do P7 ou com novas a serem estabelecidas pela ANP.

O uso de Diesel com teor reduzido de enxofre, S-10, é uma exigência da Euro 6. O Diesel S-10, comercializado no Brasil desde 2014, possui o teor de enxofre de até 10 ppm, e atualmente contém 10% de biodiesel.

Se comparado ao Diesel comum (S-500), o S-10 tem um nível de 42% de cetano, garantindo um bom funcionamento do motor e do sistema de pós-tratamento.

“A distribuição de Diesel S-10 contempla todo o território nacional, mesmo que não esteja presente em 100% dos postos. Dentro do planejamento de viagem é possível rodar o tempo todo com Diesel S-10. Contudo, a utilização de qualquer Diesel diferente do S-10 causa danos (entupimento) no cDPF, tanto nos veículos P8 quanto nos P7. Assim, é responsabilidade do condutor do veículo abastecer com o combustível correto”, afirma o executivo da Umicore.

Segundo relatório da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), devido à tecnologia envolvida, a qualidade e especificação do diesel são de extrema importância para a correta operação do sistema, mais crítica do que já́ se é no Euro V, podendo levar à inoperância e necessidade de troca do catalisador.

Os impactos nos catalisadores utilizados para emissões Euro 6 são bem maiores, podendo causar completo entupimento do filtro de particulado, pois o envenamento do DOC anterior ao filtro é intensificado pela necessidade maior de metais para a fase fria e regeneração do mesmo, assim como o SCR em baixas temperaturas perde eficiência com muito mais intensidade.

“Foi constatado que a utilização de maiores porcentagens de Biodiesel não é compatível com sistemas catalíticos mais complexos, causando contaminações que aceleram a degradação do sistema. Os problemas do aumento do teor de biodiesel no diesel vão além do causado no sistema de pós-tratamento, gerando entupimento em outros componentes do motor (filtros, injetores e bombas)”, completa Zoca.

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