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Ford confirma motor flex para a Ranger Híbrida Plug-in com investimento na engenharia brasileira

Novidade marca o início de um novo ciclo de investimentos e a expansão do Centro de Testes de Tatuí, no interior de São Paulo, que passa a ser ainda mais estratégico no desenvolvimento global da marca.

A Ford não apenas confirma a eletrificação da Ranger com a versão Híbrida Plug-in para 2027, mas também nacionaliza a tecnologia com um motor Flex desenvolvido no Brasil. Essa decisão garante a eficiência do etanol e mantém a competitividade da picape média, mostrando o poder da engenharia local no cenário global da Ford.

A Ford reforça seu compromisso com o mercado brasileiro e a mobilidade do futuro ao anunciar o desenvolvimento de um motor Flex exclusivo para a Ranger Híbrida Plug-in. O trabalho está sendo conduzido pela engenharia local da Ford América do Sul, com grande parte do projeto sendo executada no modernizado Centro de Desenvolvimento e Tecnologia de Tatuí, no interior paulista.

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A produção da Ranger Híbrida Plug-in (PHEV) na América do Sul está prevista para começar em 2027, e será a primeira versão eletrificada da picape média na região. A proposta do modelo é oferecer uma combinação inédita de performance e eficiência, sem abrir mão da robustez e qualidade já conhecidas pelos clientes da Ranger.

André Oliveira, diretor de Programas Veiculares da Ford América do Sul, destaca que o desenvolvimento do motor Flex é um projeto de alta importância confiado à equipe brasileira, com o Centro de Testes de Tatuí desempenhando um papel fundamental.

A modernização de Tatuí é o primeiro passo de um novo ciclo de investimentos da Ford na engenharia brasileira. A unidade foi reinaugurada com a adição de dois novos prédios para ampliar a eficiência em desenvolvimento e testes.

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Uma das novas estruturas é o Ford Academy, um centro de treinamento moderno de 800 metros quadrados e capacidade para 150 pessoas. O espaço é dedicado à difusão de conhecimento sobre produtos, tecnologias e inovações da marca.

O segundo prédio é o Centro de Diagnóstico Avançado de Engenharia, uma estrutura conectada e totalmente nova de 350 metros quadrados construída junto à pista de testes. Ele permite aos engenheiros processar e analisar dados em tempo real.

Essa capacidade de diagnóstico avançado permite que a equipe brasileira compartilhe dados com outros centros da Ford no mundo. Isso agiliza a implementação de ajustes de hardware e software de maneira mais eficiente.

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Segundo André Oliveira, esse ganho de eficiência é transformador no cenário competitivo da indústria, pois acelera o ciclo de desenvolvimento e eleva a qualidade do portfólio de veículos.

O time de engenharia da Ford América do Sul é responsável por três das oito famílias de motores da Ford no mundo, sendo Tatuí uma peça relevante nesses projetos.

A expansão da engenharia local se estende à Bahia, onde o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, instalado no Cimatec Park em Camaçari desde 2022, também está construindo um novo prédio dedicado à engenharia, com conclusão prevista para o primeiro semestre do ano que vem.

O Brasil é um dos nove centros globais de desenvolvimento de produto da Ford, contando com um time de mais de 1.500 profissionais que contribuem com um terço de todas as funcionalidades e tecnologias dos carros da marca globalmente.

O Centro de Testes de Tatuí é uma referência global há mais de 45 anos, ocupando uma área total de 4,66 milhões de metros quadrados. A unidade possui 40 km de pistas de terra e 20 km pavimentadas.

O local abriga laboratórios de emissões, vibroacústico, simulador de suspensão e dinamômetro de motores. A capacidade de testes inclui mais de 440 tipos de testes de durabilidade, calibração, desempenho e segurança, seguindo normas nacionais e internacionais.

O lançamento da Ranger Híbrida Plug-in Flex é uma jogada estratégica da Ford no altamente competitivo segmento de picapes médias. A Ranger compete diretamente com modelos estabelecidos como Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Nissan Frontier.

A introdução da motorização Híbrida Plug-in Flex a partir de 2027 é um ponto forte que oferece uma vantagem tecnológica inédita frente aos concorrentes que, em sua maioria, ainda dependem exclusivamente de motores diesel. A tecnologia PHEV permite ao cliente rodar distâncias curtas no modo totalmente elétrico e, em viagens longas, contar com a autonomia e a versatilidade do motor a combustão, que usará etanol ou gasolina.

A Ranger PHEV Flex se posicionará no topo do portfólio da picape, mirando clientes que buscam performance de torque imediato (característico de motores elétricos) e uma redução significativa nas emissões e no consumo, mas que não abrem mão da robustez para o trabalho pesado.

O ponto fraco pode ser o preço de entrada, já que a tecnologia híbrida plug-in é mais cara. O desafio será oferecer um TCO (Custo Total de Propriedade) atraente para justificar o investimento inicial.

O projeto nacional de motor Flex reforça o papel do Brasil como centro global de desenvolvimento, um posicionamento estratégico da Ford desde o fechamento das fábricas. O público-alvo são produtores rurais, frotistas e clientes premium que valorizam a sustentabilidade, mas precisam da capacidade off-road e de reboque da picape.

Mecânica Online – A Ford acerta ao confirmar o motor Flex para a Ranger Híbrida Plug-in. Em um país com a matriz energética do Brasil, onde o etanol é um combustível renovável e acessível, a solução PHEV Flex oferece o que há de mais moderno em eletrificação com a eficiência da fonte local.

A estratégia não só desafia os concorrentes no segmento de picapes médias, mas também reforça a importância da engenharia brasileira no desenvolvimento global da marca. A modernização de Tatuí não é um gasto, mas um investimento em know-how, essencial para que a Ford mantenha seu portfólio moderno, conectado e alinhado à mobilidade do futuro.

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Híbrida Plug-in (PHEV) – Sigla para Plug-in Hybrid Electric Vehicle. Veículo que combina motor a combustão e motor elétrico, cuja bateria é maior que a de um híbrido comum e pode ser recarregada diretamente em uma tomada (plug-in).

Motor Flex – Motor de combustão interna projetado para funcionar com qualquer proporção de gasolina e etanol, o que é crucial para a matriz energética brasileira. No PHEV Flex, ele funciona em conjunto com o sistema elétrico.

Torque Imediato – Característica dos motores elétricos de entregar a força máxima (torque) de maneira instantânea ao pisar no acelerador, resultando em aceleração mais rápida e resposta mais ágil do veículo.

TCO (Total Cost of Ownership) – Custo Total de Propriedade. Métrica financeira que calcula todos os gastos de um veículo ao longo de sua vida útil, incluindo preço de compra, depreciação, combustível, manutenção e seguros.

Dinamômetro de Motores – Equipamento de laboratório utilizado para medir a potência, o torque e o consumo de combustível de um motor, simulando diferentes condições de carga e rotação para calibração e testes de desempenho.

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