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BYD rebate críticas da Anfavea e reforça plano industrial no Brasil

Executivo Alexandre Baldy defende regime SKD como etapa de transição e detalha investimentos de R$ 5,5 bilhões até 2027.

A BYD reafirma sua estratégia de consolidação no Brasil, defendendo o regime SKD como etapa natural de transição, anunciando investimentos de R$ 5,5 bilhões até 2027 e destacando crescimento exponencial de vendas, que saltaram de 260 unidades em 2022 para 77 mil em 2024.

O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, rebateu críticas da Anfavea sobre o modelo de montagem adotado pela companhia. Ele classificou o regime SKD (semi-knocked down), em que o veículo chega parcialmente desmontado, como uma etapa necessária para a transição rumo à produção completa no país.

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Segundo Baldy, nenhuma montadora iniciou operações fabricando 100% localmente. A empresa está em processo de qualificação de fornecedores nacionais para ampliar gradualmente o índice de conteúdo local.

O crescimento da marca no Brasil foi destacado pelo executivo: de 260 unidades vendidas em 2022, a BYD alcançou 18 mil em 2023 e chegou a 77 mil veículos em 2024, consolidando-se como uma das líderes do segmento de eletrificação.

Nos investimentos, Baldy detalhou o aporte de R$ 5,5 bilhões até 2027 para a consolidação da unidade em Camaçari (BA). O plano prevê a implementação de estamparia, solda e pintura, reduzindo a dependência de componentes importados.

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Além da mobilidade, a BYD pretende diversificar sua atuação no Brasil, ingressando no setor de armazenamento de energia, replicando o modelo de baterias estacionárias já operado nos Estados Unidos.

No debate sobre eletrificação, Baldy afirmou que o Brasil possui robustez energética para sustentar uma migração total para veículos elétricos. Com capacidade instalada superior a 230 GW e consumo médio entre 95 e 97 GW, há excedente teórico para abastecer toda a frota nacional. O desafio, segundo ele, está na distribuição da energia.

A trajetória da BYD no Brasil também enfrentou resistência inicial, tanto por ser uma fabricante de veículos elétricos quanto por sua origem chinesa. Baldy ressaltou o papel da marca na popularização dos híbridos e dos 100% elétricos.

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O executivo destacou que a empresa precisou educar o consumidor sobre as diferenças entre as tecnologias. Hoje, há maior maturidade: muitos já consideram o híbrido na próxima compra e cresce a curiosidade sobre os elétricos.

A chegada da BYD também impactou os preços do mercado brasileiro. O modelo Dolphin, lançado por cerca de R$ 150 mil, pressionou concorrentes que operavam próximos a R$ 250 mil a reverem suas estratégias comerciais.

No segmento, a BYD concorre diretamente com marcas como Peugeot, Iveco Bus e fabricantes tradicionais de SUVs e elétricos, como Tesla e Volkswagen. A vantagem competitiva está no preço mais acessível e na oferta de tecnologias avançadas.

Entre os desafios, estão a infraestrutura de recarga e a necessidade de maior rede de distribuição. Concorrentes ainda exploram híbridos plug-in como alternativa de transição, enquanto a BYD aposta fortemente no elétrico puro.

O posicionamento da marca é claro: democratizar o acesso ao carro elétrico no Brasil, oferecendo modelos em faixas de preço mais competitivas e ampliando a produção nacional.

A entrevista completa com Alexandre Baldy vai ao ar no programa É Negócio, da CNN Brasil, neste domingo (1/3), às 20h45.

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  • SKD (semi-knocked down): modelo de montagem em que o veículo chega parcialmente desmontado e é finalizado localmente.
  • Capacidade instalada (GW): medida da potência máxima que o sistema elétrico pode gerar.
  • Estamparia: processo industrial que molda chapas metálicas para formar partes da carroceria.
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