O nome Freelander está oficialmente de volta ao cenário automotivo, mas com uma proposta radicalmente diferente. O modelo, que no passado foi o degrau de entrada da Land Rover, ressurge em 2026 como uma marca independente fruto da joint venture entre a Jaguar Land Rover (JLR) e a chinesa Chery. O conceito revelado, batizado de Freelander 97 — em homenagem ao ano de lançamento do original —, abandona o motor a combustão tradicional para adotar uma arquitetura puramente elétrica e sistemas híbridos avançados. Sem ostentar o clássico emblema oval verde, a nova família de veículos busca conquistar o público jovem da China, unindo o prestígio do design britânico à tecnologia de baterias e software da gigante Chery.
A nova marca Freelander faz parte da estratégia “Casa de Marcas” da JLR, que agora separa seus produtos sob as bandeiras Range Rover, Defender e Discovery.
O visual do novo SUV conceito traz linhas retilíneas que remetem diretamente ao robusto Defender, mas com toques nostálgicos como as janelas traseiras triangulares.
Diferente dos modelos globais da marca, o novo Freelander utiliza uma plataforma fornecida pela Chery, aproveitando a expertise local em eletrificação e custo-benefício.
O veículo contará com um sistema elétrico de 800V, garantindo carregamentos ultra-rápidos, uma exigência crítica no competitivo mercado de luxo da China.
Para quem ainda não está pronto para a eletrificação total, a linha contará com versões PHEV (híbrido plug-in) e EREV (elétrico com extensor de autonomia).
A tecnologia de bordo será um dos grandes diferenciais, com a integração do sistema Qiankun da Huawei, equipado com sensores LiDAR para direção autônoma.
No quesito off-road, o modelo promete não decepcionar, trazendo amortecedores ativos preditivos e bloqueios de diferencial controlados eletronicamente.
O interior do conceito apresenta três fileiras de assentos, embora a configuração final de produção deva focar no conforto de cinco ou sete passageiros.
A JLR optou por esse modelo de negócio após interromper a produção de seus veículos próprios na China, visando estancar a perda de mercado para marcas locais.
A análise de mercado indica que o Freelander terá o Porsche Macan elétrico como um de seus principais alvos em termos de posicionamento e performance.
Embora o design seja assinado pelo time britânico, a dirigibilidade e a integração de software serão otimizadas pela engenharia da Chery para o gosto chinês.
A expansão global da marca é uma possibilidade real para mercados emergentes, mas a chegada aos Estados Unidos é improvável devido às atuais barreiras regulatórias.
Em termos de sustentabilidade, a nova marca nasce com o compromisso de oferecer apenas veículos de baixa ou zero emissão de poluentes.
O modelo de produção, que deve ser revelado ainda no final de 2026, será o primeiro de uma família planejada de seis novos veículos sob a batuta da Freelander.
Destaques de design como as rodas de três raios conectam o futuro tecnológico ao passado histórico do modelo que popularizou os SUVs compactos de luxo.
A parceria é vista como um “divisor de águas” para a JLR, que precisa de volume de vendas em solo chinês para sustentar seus investimentos globais.
Diferente de um SUV puramente utilitário, o novo Freelander foca em um estilo de vida conectado, unindo luxo e a capacidade de enfrentar qualquer terreno.
A marca espera que a familiaridade do nome ajude a construir confiança imediata, mesmo que a base mecânica seja totalmente nova e compartilhada.
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- EREV (Extended Range Electric Vehicle): Veículo elétrico que possui um pequeno motor a combustão interna que funciona apenas como gerador para carregar a bateria, sem tração direta nas rodas.
- LiDAR (Light Detection and Ranging): Tecnologia de sensoriamento remoto que utiliza laser para mapear o ambiente em 3D, essencial para sistemas avançados de assistência ao condutor e direção autônoma.
- Sistema de 800V: Arquitetura elétrica de alta voltagem que permite a redução do peso da fiação e possibilita recargas muito mais rápidas do que os sistemas padrão de 400V.

