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BYD estreia tecnologia DM 5.0 na Europa e sistema deve desembarcar no Brasil em breve

BYD apresentou oficialmente na Europa a nova geração de sua tecnologia híbrida plug-in, denominada DM 5.0 Super Hybrid, estreando no inédito DOLPHIN G DM-i, hatch compacto desenvolvido especificamente para o mercado europeu.

Novo DOLPHIN G DM-i apresenta a quinta geração da tecnologia híbrida plug-in da BYD, capaz de alcançar até 1.040 km de autonomia combinada, consumo de apenas 1,4 l/100 km e eficiência recorde para o segmento. A expectativa é que a evolução da plataforma híbrida chegue aos futuros modelos da marca no mercado brasileiro.

A BYD apresentou oficialmente na Europa a nova geração de sua tecnologia híbrida plug-in, denominada DM 5.0 Super Hybrid, estreando no inédito DOLPHIN G DM-i, hatch compacto desenvolvido especificamente para o mercado europeu.

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A novidade representa uma evolução importante da estratégia de eletrificação da fabricante chinesa e sinaliza o caminho que deverá ser seguido pelos próximos lançamentos da marca em mercados globais, incluindo o Brasil.

A tecnologia DM (Dual Mode) já acumula mais de 8,5 milhões de veículos vendidos mundialmente, consolidando-se como uma das arquiteturas híbridas plug-in de maior sucesso da indústria automotiva.

No novo modelo, a BYD promoveu avanços em três áreas principais: motorização, gestão térmica e integração eletrônica, buscando aumentar eficiência energética, autonomia e desempenho.

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O coração do sistema é um novo motor 1.5 aspirado, desenvolvido exclusivamente para aplicações híbridas. O propulsor trabalha com uma elevada taxa de compressão de 16:1, além de incorporar sistemas de injeção inteligente, combustão otimizada, arrefecimento dividido e lubrificação variável.

Sozinho, o motor a combustão entrega 95 cv (70 kW), mas o conjunto híbrido alcança uma potência combinada de 212 cv.

Com isso, o DOLPHIN G DM-i acelera de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos, desempenho bastante competitivo para um hatch compacto focado em eficiência.

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Outro destaque está na evolução do sistema EHS (Electric Hybrid System), que recebeu melhorias na transmissão, refrigeração e componentes eletromagnéticos, reduzindo perdas energéticas.

A gestão térmica também foi completamente revista. A BYD desenvolveu uma arquitetura integrada capaz de controlar simultaneamente a temperatura do conjunto mecânico, da cabine e da bateria.

Essa solução utiliza tecnologias como resfriamento direto da bateria Blade e gerenciamento inteligente do ar-condicionado, permitindo ganhos de eficiência tanto em ambientes frios quanto em regiões de clima quente.

O resultado aparece nos números de consumo.

Segundo a fabricante, o DOLPHIN G DM-i registra apenas 1,4 litro de combustível a cada 100 quilômetros, considerando a bateria totalmente carregada.

Dependendo da versão, a autonomia elétrica pode chegar a 105 quilômetros no ciclo WLTP, enquanto o alcance total combinado atinge impressionantes 1.040 quilômetros.

O modelo utiliza a consagrada bateria Blade, tecnologia proprietária da BYD que se tornou referência mundial em segurança, durabilidade e eficiência energética.

Além da mecânica avançada, o hatch estreia uma nova geração de eletrônica embarcada, com integração de múltiplos controladores em uma única arquitetura digital, aumentando a velocidade de processamento e a capacidade de gerenciamento dos sistemas híbridos.

A cabine também aposta em forte conteúdo tecnológico.

Entre os equipamentos disponíveis estão central multimídia de 12,8 polegadas, integração nativa com Google Maps, Google Assistente e Google Play, câmera 360 graus, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, bancos aquecidos, volante aquecido, rodas de 18 polegadas e tecnologia Vehicle-to-Load (V2L).

A tecnologia que interessa ao Brasil

Embora o DOLPHIN G DM-i seja inicialmente destinado à Europa, o grande destaque para o mercado brasileiro está justamente na chegada da plataforma DM 5.0.

A BYD já vem ampliando rapidamente sua linha de híbridos plug-in no país e prepara a expansão da produção nacional em Camaçari (BA).

Com o aumento gradual do Imposto de Importação para veículos eletrificados, tecnologias mais eficientes e produtos fabricados localmente tornam-se ainda mais estratégicos para a marca.

Modelos como Song Pro, Song Plus, King e futuros lançamentos nacionais são candidatos naturais a receber essa nova geração do sistema híbrido.

Além da redução de consumo e emissões, o DM 5.0 também pode contribuir para ampliar a autonomia elétrica dos veículos comercializados no Brasil, um dos pontos mais valorizados pelos consumidores de híbridos plug-in.

A chegada da tecnologia ao mercado brasileiro parece ser apenas uma questão de tempo.

Um dos grandes diferenciais da tecnologia DM 5.0 Super Hybrid está na forma como ela gerencia a interação entre o motor a combustão, o motor elétrico, a bateria Blade e os sistemas eletrônicos do veículo. Diferentemente de muitos híbridos convencionais, onde o motor a gasolina atua frequentemente como principal fonte de tração, o sistema da BYD prioriza ao máximo a condução elétrica, utilizando o motor térmico nas condições em que ele opera com maior eficiência.

O novo motor 1.5 aspirado desenvolvido para o sistema DM 5.0 trabalha com uma elevada taxa de compressão de 16:1, uma das mais altas já aplicadas em veículos de produção. Essa característica aumenta significativamente o aproveitamento energético da combustão, reduzindo o consumo de combustível e as emissões.

Outro destaque é a atuação do sistema EHS (Electric Hybrid System), considerado o cérebro do conjunto híbrido. Ele coordena em tempo real a entrega de torque do motor elétrico e do motor a combustão, escolhendo automaticamente a configuração mais eficiente para cada situação. Em baixas velocidades e no trânsito urbano, o veículo tende a operar predominantemente em modo elétrico. Já em viagens rodoviárias, o sistema combina as duas fontes de energia para maximizar a autonomia.

A arquitetura também utiliza um sofisticado sistema de controle eletrônico 7 em 1, que integra componentes que tradicionalmente funcionariam de forma separada. Isso reduz perdas energéticas, diminui peso, melhora a resposta do sistema e aumenta a eficiência geral do conjunto motriz.

Outro avanço importante está na gestão térmica inteligente. O DM 5.0 monitora continuamente a temperatura da bateria, da cabine e do conjunto motriz, utilizando um sistema integrado de refrigeração e aquecimento. Na prática, isso permite manter a bateria operando sempre na faixa ideal de temperatura, preservando a autonomia e o desempenho mesmo em condições climáticas extremas.

A própria bateria Blade, tecnologia proprietária da BYD, também contribui para os ganhos de eficiência. Além dos elevados padrões de segurança, sua construção permite melhor aproveitamento do espaço interno e maior densidade energética, favorecendo a autonomia elétrica de até 105 quilômetros no ciclo WLTP.

Na prática, o sistema DM 5.0 funciona como uma evolução dos atuais híbridos plug-in da marca, entregando uma experiência de condução muito próxima à de um veículo elétrico puro durante grande parte do uso diário, mas sem a preocupação com infraestrutura de recarga em viagens mais longas.

A chegada dessa tecnologia ao Brasil é considerada uma questão de tempo. Com a expansão da fábrica da BYD em Camaçari (BA) e a crescente demanda por veículos eletrificados de maior eficiência, especialistas do setor apontam que a nova geração do sistema híbrido deverá equipar futuros lançamentos nacionais da marca.

Modelos como Song Pro, King, Song Plus e futuros veículos produzidos localmente poderão se beneficiar das evoluções introduzidas pelo DM 5.0, reforçando a estratégia da BYD de ampliar sua liderança no segmento de eletrificados no mercado brasileiro.

 
 
 
 
 
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Um post compartilhado por Tarcisio Dias | Mecânica Online® (@tarcisiomecanicaonline)

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DM 5.0 – Quinta geração da tecnologia híbrida plug-in da BYD, que combina motor elétrico e motor a combustão com foco em máxima eficiência energética.

Taxa de compressão 16:1 – Relação extremamente elevada para um motor a gasolina, aumentando o aproveitamento energético da combustão e reduzindo o consumo.

EHS (Electric Hybrid System) – Sistema que integra transmissão, motores elétricos e gerenciamento eletrônico dos veículos híbridos da BYD.

Bateria Blade – Tecnologia proprietária da BYD baseada em células LFP (fosfato de ferro-lítio), reconhecida pela elevada segurança e durabilidade.

Gestão térmica integrada – Controle inteligente da temperatura da bateria, cabine e conjunto motriz para aumentar eficiência e autonomia.

V2L (Vehicle-to-Load) – Função que permite utilizar a bateria do veículo para alimentar equipamentos elétricos externos.

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