A Geely prepara uma transformação significativa para o EX5 na China. O SUV elétrico, atualmente vendido no Brasil com motor dianteiro de 218 cv, acaba de aparecer em registros oficiais com visual renovado, tração traseira e impressionantes 333 cv de potência. As mudanças vão além da estética e indicam uma evolução técnica relevante para o modelo que também faz parte dos planos de expansão da marca no mercado brasileiro.
O registro foi realizado junto ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), órgão responsável pela homologação de novos veículos no país.
As imagens revelam que o Geely EX5 passará por uma reestilização discreta, porém acompanhada de alterações estruturais importantes.
A mudança visual mais evidente está na adoção de maçanetas convencionais, abandonando o sistema embutido utilizado atualmente.
A solução pode parecer menos futurista, mas traz vantagens relacionadas à durabilidade, praticidade e segurança operacional, especialmente em situações de falha elétrica ou baixas temperaturas.
Na dianteira, o SUV recebe um novo para-choque com entradas de ar redesenhadas, adotando elementos geométricos mais pronunciados que reforçam a identidade visual do modelo.
A traseira também passa por alterações relevantes. Em vez de seguir a tendência de logotipos iluminados, a fabricante optou por destacar o nome Geely escrito por extenso logo abaixo da faixa luminosa.
Outro destaque está na instalação de um sensor LiDAR sobre o teto, indicando a chegada de novos recursos de assistência à condução e sistemas avançados de segurança.
A presença do equipamento sugere a evolução dos recursos de condução semiautônoma oferecidos pelo SUV.
As alterações externas também provocaram pequenas mudanças dimensionais.
O comprimento passou de 4,61 metros para 4,63 metros, enquanto a largura permaneceu em 1,90 metro e o entre-eixos foi mantido em 2,75 metros.
As dimensões continuam posicionando o modelo na mesma faixa de concorrentes como o GAC Aion V, um dos principais SUVs elétricos do mercado chinês.
Mas a verdadeira revolução está sob a carroceria.
O atual conjunto mecânico com motor elétrico dianteiro de 218 cv dá lugar a uma nova configuração com motor instalado no eixo traseiro.
Além da mudança de arquitetura, houve um expressivo aumento de potência.
O novo sistema entrega 333 cv, um ganho de 115 cv em relação ao modelo vendido atualmente.
Trata-se de uma evolução significativa, especialmente porque o aumento sozinho praticamente equivale à potência total disponível no compacto Geely EX2, que oferece 116 cv.
A adoção da tração traseira promete alterar completamente o comportamento dinâmico do SUV.
Em veículos elétricos, essa configuração costuma proporcionar melhor distribuição de peso, respostas mais rápidas em acelerações e maior eficiência na transferência de torque para o solo.
Até o momento, a fabricante não divulgou dados atualizados de torque ou possíveis mudanças na bateria.
A expectativa é que seja mantido o conjunto de 60,22 kWh com química LFP (lítio-ferro-fosfato), tecnologia reconhecida pela elevada durabilidade e maior estabilidade térmica.
Mesmo sem confirmação sobre alterações no pacote energético, a Geely já informou que o SUV terá desempenho superior, ultrapassando os 200 km/h de velocidade máxima.
Enquanto o mercado chinês recebe a evolução elétrica, a operação brasileira concentra esforços na expansão da família híbrida.
O destaque local é o EX5 EM-i, versão híbrida plug-in apresentada durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2025.
A estratégia da marca inclui a produção nacional em São José dos Pinhais (PR), resultado da parceria global entre Renault e Geely.
Os investimentos previstos contemplam a fabricação de veículos baseados na plataforma GEA, incluindo o início da produção nacional do compacto elétrico EX2 ainda em 2026.
“Mais do que um simples aumento de potência, a mudança para tração traseira mostra que a Geely está buscando elevar o posicionamento técnico do EX5. A nova arquitetura melhora o comportamento dinâmico, aproxima o SUV de modelos mais sofisticados e demonstra como os fabricantes chineses estão evoluindo rapidamente em engenharia veicular.” — Tarcisio Dias, Editor do Mecânica Online®.
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• Motor elétrico traseiro
• Potência: 333 cv
• Ganho de potência: +115 cv
• Tração traseira
• Bateria: 60,22 kWh (LFP)
• Comprimento: 4,63 m
• Entre-eixos: 2,75 m
• Largura: 1,90 m
• Sensor LiDAR no teto
• Velocidade máxima superior a 200 km/h
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Tração traseira – Configuração em que as rodas traseiras recebem a força do motor, favorecendo equilíbrio dinâmico e desempenho.
LiDAR – Sensor que utiliza feixes de laser para mapear o ambiente em três dimensões, ampliando a precisão dos sistemas de assistência ao motorista.
Bateria LFP – Tecnologia de fosfato de ferro-lítio que oferece elevada durabilidade, maior resistência térmica e menor degradação ao longo do tempo.

