A BYD lança no Reino Unido o Ti7, SUV híbrido plug-in de sete lugares com visual muito semelhante ao Land Rover Defender. O modelo usa bateria BYD Blade de 35,6 kWh, autonomia elétrica de até 164 km e potência combinada de 296 kW, acelerando de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. Com preço a partir de £ 47.995, cerca de 25% mais barato que o Defender 110, o Ti7 reforça a ofensiva da BYD sobre o segmento de SUVs robustos, mesmo já sendo a maior vendedora mundial de veículos elétricos e híbridos plug-in.
A BYD apresenta o Ti7, novo SUV de sete lugares que chega ao Reino Unido com visual fortemente inspirado no Land Rover Defender.
A semelhança não está apenas nas proporções gerais. O para-choque dianteiro inferior do Ti7 é praticamente uma cópia do desenho usado no Defender moderno.
Diferente de pequenas montadoras que tentaram copiar o Defender no passado, desta vez o “clone” vem de uma das maiores fabricantes de veículos do mundo.
A BYD já é a montadora que mais vende veículos de novas energias — elétricos e híbridos plug-in somados — em todo o planeta.
Na Europa, a marca é mais conhecida por modelos compactos e estilosos, como o Dolphin e o Seal, de perfil mais discreto que o Ti7.
O lançamento do Ti7 acompanha a chegada da picape BYD Shark às concessionárias britânicas, ampliando o portfólio da marca no segmento robusto.
É o primeiro veículo de sete lugares da BYD no mercado do Reino Unido, mirando diretamente famílias que hoje olham para o Defender.
Sob o capô, o Ti7 é um PHEV, híbrido plug-in equipado com bateria BYD Blade de 35,6 kWh.
Segundo a fabricante, a autonomia no modo elétrico chega a 164 quilômetros, suficiente para boa parte dos deslocamentos urbanos diários.
O motor a combustão é um 1.5 turbo de quatro cilindros, com cerca de 108 kW, que atua principalmente gerando eletricidade para o sistema.
Combinado a dois motores elétricos, o conjunto entrega 296 kW de potência total, com aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos.
Em espaço de carga, o Ti7 oferece 1.840 litros com os bancos traseiros rebatidos, ante 2.265 litros do Defender 110, a versão mais curta do rival.
O SUV chega bem equipado: couro de série, tela central de 39,6 centímetros e bancos aquecidos e ventilados nas duas primeiras filas.
Um detalhe curioso são os porta-copos dianteiros, capazes de aquecer ou resfriar as bebidas do motorista e do passageiro.
No Reino Unido, o modelo será vendido apenas na versão de topo, chamada Excellence, sem opções de configuração inferior.
No quesito preço, está a principal vantagem do Ti7 sobre o rival britânico direto na comparação de mercado.
O Defender 110 em especificação britânica parte de £ 64.315, cerca de US$ 87 mil, enquanto o Ti7 começa em £ 47.995.
A BYD ainda está oferecendo um desconto adicional de £ 500 no lançamento, reforçando a agressividade comercial da marca.
No mercado britânico, a BYD já ocupa a 14ª posição entre as marcas mais vendidas neste ano, com 37.795 veículos comercializados no primeiro semestre.
Mesmo sem concorrer diretamente com a Land Rover em volume, a marca chinesa já superou a britânica em unidades vendidas por alguns milhares.
O crescimento é expressivo: as vendas da BYD no Reino Unido praticamente dobraram na comparação com o primeiro semestre de 2025.
No Brasil, a BYD segue estratégia semelhante de expansão acelerada, agora apoiada pela fábrica própria em Camaçari, na Bahia.
A produção local reforça a competitividade de preço da marca no país, especialmente diante do aumento gradual das tarifas de importação sobre elétricos e híbridos plug-in previsto até 2026.
Modelos como Dolphin, Song Plus, Yuan Plus, Seal e a própria picape Shark já foram apresentados ao consumidor brasileiro em ritmo acelerado de lançamentos.
Ainda não há confirmação oficial sobre a chegada do Ti7 ao Brasil, mas o segmento de SUVs robustos híbridos deve interessar à marca no médio prazo.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O Ti7 mostra que a estratégia da BYD não é apenas oferecer preço baixo, mas também copiar códigos visuais consolidados de rivais tradicionais, como o Defender.
No Reino Unido, a diferença de preço de quase 25% em relação ao Defender 110 já é suficiente para roubar a atenção de parte do público familiar e off-road.
No Brasil, o cenário pode ser ainda mais favorável à BYD. Com fábrica própria em Camaçari, a marca tem estrutura para repetir essa estratégia de preço agressivo localmente.
O aumento das tarifas de importação sobre elétricos no Brasil tende a beneficiar justamente marcas com produção nacional, cenário em que a BYD já está à frente da concorrência chinesa.
Se o Ti7 chegar ao país, é provável que repita a fórmula: visual que remete a um SUV de grife, mas preço substancialmente menor que o rival de referência.
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Retrovisor Mecânica Online®
BYD Shark no Reino Unido – a picape da marca chinesa já havia chegado às concessionárias britânicas antes da apresentação do Ti7.
Fábrica de Camaçari – a unidade baiana da BYD começou a operar reaproveitando estrutura industrial já existente no Brasil.
Crescimento acelerado da marca – a BYD já havia dobrado sua presença em mercados fora da China em ritmo consistente nos últimos anos.
Popularidade do Dolphin e do Seal – os modelos compactos seguem como porta de entrada da marca em mercados europeus.
Tarifas brasileiras sobre elétricos – o governo já vinha promovendo aumento escalonado do imposto de importação sobre EVs desde anos anteriores.
Ascensão da BYD no Reino Unido – a marca já figurava entre as chinesas de maior crescimento no país antes do lançamento do Ti7.
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PHEV é a sigla para veículo híbrido plug-in, que combina motor a combustão e motor elétrico recarregável na tomada.
Bateria Blade é a tecnologia de bateria própria da BYD, baseada em química de fosfato de ferro e lítio, conhecida pela segurança térmica.
Autonomia elétrica é a distância que um veículo híbrido plug-in percorre usando apenas a energia armazenada na bateria, sem acionar o motor a combustão.
NEV (veículo de nova energia) é a categoria que reúne carros elétricos e híbridos plug-in, usada oficialmente para medir vendas desse segmento.
EREV é o veículo elétrico de autonomia estendida, em que o motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para as baterias.

