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Horse Powertrain é a 2ª maior autora de trabalhos no Simea

Empresa apresentou 10 estudos técnicos sobre emissões, hibridização a etanol e inteligência artificial no evento.

A Horse Powertrain marcou presença na 33ª edição do Simea – Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, realizado nos dias 26 e 27 de agosto, no Novotel Center Norte, em São Paulo, com 10 trabalhos técnicos publicados. O volume colocou a empresa como a segunda maior autora de trabalhos do simpósio, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP). O evento contou com o Mecânica Online® como parceiro de mídia.

O Simea é promovido pela AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) e é considerado o principal fórum técnico do setor automotivo no país, reunindo indústria, academia e poder público para debater biocombustíveis, inteligência artificial, digitalização e transição energética.

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Os trabalhos da Horse se concentraram principalmente em duas frentes estratégicas: sistemas de pós-tratamento e controle de emissões e hibridização com combustíveis renováveis.

No campo de emissões, a empresa apresentou estudos sobre a rota para atingir a meta BIN30, que limita poluentes a no máximo 30 mg por milha, exigência da terceira fase do Proconve L8, prevista para 2029, em motores flex.

Os trabalhos avaliaram o impacto do controle térmico no envelhecimento dos catalisadores, os mecanismos de formação de aldeídos na combustão a etanol e a otimização de catalisadores na partida a frio em diferentes perfis de rodagem — os ciclos FTP-75 (urbano), HW (rodovia) e WLTC (padrão global).

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O pacote também incluiu a revisão da severidade de ensaios de envelhecimento acelerado em pista (SRC) e em bancada (SBC), além da influência da temperatura do combustível nos testes de recuperação de vapores durante o abastecimento (ORVR).

Na frente de hibridização, o destaque foi o software de gerenciamento de energia para sistemas de extensor de autonomia a etanol (REx), em que o motor a combustão atua exclusivamente como gerador para a bateria.

Em testes no ciclo urbano FTP-75, a tecnologia ampliou a autonomia de um veículo elétrico de cerca de 100 km para mais de 600 km. A empresa também apresentou uma ferramenta de simulação para dimensionar novas arquiteturas de propulsão híbrida.

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A produção incluiu ainda uma análise sobre os efeitos da redução de massa na eficiência energética, além de um benchmarking internacional comparando a competitividade da engenharia automotiva brasileira com Índia, China, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa.

O estudo apontou o desenvolvimento de powertrains flex-fuel como uma das principais forças competitivas do Brasil no cenário global.

Outros trabalhos mostraram como a inteligência artificial vem sendo incorporada ao desenvolvimento de engenharia, apoiando análises mais rápidas e decisões técnicas mais assertivas.

Por fim, um dos trabalhos foi dedicado a uma estratégia de software para viabilizar a supressão do sensor físico de etanol, usando informações e modelos já disponíveis no sistema para identificar as características do combustível — solução que reduz custo e complexidade, mantendo a robustez exigida em aplicações flex fuel.

“Chegar ao Simea com o segundo maior número de trabalhos técnicos, ao lado das melhores universidades e centros de pesquisa do país, mostra a força da engenharia que desenvolvemos no Brasil”, afirma Jesús Busto, diretor global de Estratégia e Engenharia Avançada da Horse Powertrain.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Ficar atrás só da USP em número de trabalhos publicados não é pouca coisa para uma empresa privada, disputando espaço direto com centros acadêmicos tradicionais.

O salto de autonomia do sistema REx, de cerca de 100 km para mais de 600 km, é o número mais concreto de toda a produção — mostra na prática como o etanol pode resolver a limitação de autonomia de elétricos com bateria pequena, algo especialmente relevante para o Brasil.

A meta BIN30, para 2029, não é discussão distante: os prazos regulatórios já estão definidos, o que explica por que boa parte da produção técnica da empresa está voltada a atender essa exigência específica.

A supressão do sensor físico de etanol via software é um exemplo direto de engenharia reduzindo custo sem perder função — menos um componente físico sujeito a falha, substituído por inteligência já presente no sistema.

Vale notar que a conclusão do benchmarking, apontando o flex-fuel como principal força competitiva do país, é uma leitura da própria Horse Powertrain, apresentada no simpósio — um posicionamento estratégico da empresa, ainda que tecnicamente fundamentado.

Siga @tarcisiomecanicaonline para entender como o range extender a etanol pode mudar os elétricos vendidos no Brasil.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

10 trabalhos técnicos publicados: a Horse Powertrain foi a segunda maior autora do Simea 2026, atrás apenas da USP.

Meta BIN30 para 2029: os estudos endereçam o novo limite de emissões da terceira fase do Proconve L8, de no máximo 30 mg de poluentes por milha.

Software de gerenciamento para range extender a etanol: ampliou a autonomia de um elétrico de cerca de 100 km para mais de 600 km em testes no ciclo FTP-75.

Supressão do sensor físico de etanol: nova estratégia de software identifica o combustível sem depender de um componente físico dedicado.

Benchmarking internacional: o estudo comparou a competitividade da engenharia automotiva brasileira com Índia, China, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa.

Uso de inteligência artificial na engenharia: os trabalhos mostraram aplicação de IA para análises mais rápidas e decisões técnicas mais assertivas.

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Sistema REx (Range Extender): configuração híbrida em que o motor a combustão não move as rodas diretamente, funcionando apenas como gerador para recarregar a bateria do motor elétrico.

BIN30 / Proconve L8: próxima fase do programa brasileiro de controle de emissões veiculares, que estabelece o limite de 30 mg de poluentes por milha rodada, com exigência prevista para 2029.

Ciclo FTP-75 / WLTC: protocolos padronizados de testes usados para medir consumo, emissões e autonomia de veículos, simulando diferentes perfis de condução, como trânsito urbano (FTP-75) e um ciclo combinado global (WLTC).

ORVR (Onboard Refueling Vapor Recovery): sistema que captura os vapores de combustível liberados durante o abastecimento do veículo, evitando que escapem para a atmosfera.

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