A Toyota foi eleita a empresa com maior destaque em ESG no setor de veículos e autopeças do Anuário Integridade ESG 2026, ocupando a 20ª posição no ranking geral entre 1.360 empresas avaliadas. A Stellantis ficou em segundo lugar no segmento, com destaque para seu centro de economia circular em Osasco (SP), que desmontou 370 veículos em 100 dias. Renault, Michelin e Volkswagen completam o Top 5. Eletrificação, biocombustíveis e economia circular foram as principais temáticas do setor no período analisado.
O Anuário Integridade ESG 2026, editado pela Insight Comunicação, avaliou mais de 2.700 empresas que atuam no Brasil. Destas, 1.360 divulgam práticas efetivamente integradas nos três pilares ESG — Ambiental, Social e Governança.
A Toyota se destacou no segmento de veículos e autopeças ao combinar eletrificação, biocombustíveis, eficiência industrial, economia circular e projetos de impacto social. A companhia também se sobressaiu no pilar ambiental.
As quatro plantas paulistas da montadora são abastecidas por energia elétrica de fontes renováveis. Todas as unidades são certificadas pela ISO 14001, norma internacional que estabelece requisitos para sistemas de gestão ambiental.
A vice-liderança setorial ficou com a Stellantis, em 27º lugar no ranking geral. A empresa levou a economia circular a uma escala inédita na indústria automotiva sul-americana em 2025.
A Stellantis inaugurou, em Osasco (SP), o primeiro centro da região dedicado à desmontagem de veículos em fim de vida. A unidade transforma automóveis sinistrados ou sem condições de uso em fonte de peças e matérias-primas para uma nova cadeia produtiva.
Nos primeiros 100 dias, o centro desmontou 370 veículos e destinou mais de 6 mil peças usadas à comercialização. O modelo representa uma nova frente para a reciclagem na indústria automotiva brasileira.
A Renault ficou em terceiro lugar entre seus pares. O instituto da montadora ultrapassou 1 milhão de pessoas beneficiadas em 15 anos de atuação social.
A companhia se sobressaiu com a produção, no Brasil, de novos modelos de zero e baixas emissões. A montadora também adotou plataforma voltada a tecnologias eletrificadas para o mercado brasileiro.
A Michelin completa o Top 5 do segmento, com mais de 2.700 espécies catalogadas em 2025 pela Reserva Ecológica Michelin. A área foi reconhecida como um dos maiores exemplos de recuperação da Mata Atlântica no país.
O gerente de sustentabilidade da Michelin para a América do Sul, Bruno Temer, destaca que a estratégia ESG da empresa está em toda a cadeia de valor. A abordagem vai dos fornecedores, passa pela fábrica e chega ao consumidor por meio dos produtos.
“Todos os nossos projetos são avaliados no tripé PPP – pessoas, planeta e performance“, afirma Temer. Os produtos são a materialização da estratégia corporativa e todos os lançamentos precisam ter menor impacto ambiental, ser mais eficientes e mais reciclados.
A Volkswagen fecha o Top 5 com a ampliação do uso de biometano na matriz energética. A medida evitou a emissão de 16 mil toneladas de CO2 em 2025.
A montadora também avançou na diversidade dentro da estrutura de liderança. A participação feminina cresceu de 9%, em 2020, para 24,8% em 2025.
No apanhado geral do segmento Veículos e Autopeças, eletrificação, economia circular e biocombustíveis foram as principais temáticas de ação, de acordo com dados do anuário.
O setor automotivo brasileiro avançou nas metas de descarbonização e eletrificação, impulsionado pelo programa Mover. Fabricantes ampliaram investimentos em tecnologias de menor emissão e biocombustíveis.
A indústria também passou a considerar a pegada de carbono de todo o ciclo de vida dos veículos. No entanto, acelerar a transição energética e reduzir emissões em toda a cadeia de fornecedores permanecem como desafios.
As empresas mais bem posicionadas em seus setores recebem o Prêmio Destaques ESG 2026 nesta quarta-feira, 2 de setembro, no Rio de Janeiro. A cerimônia ocorre na Fundação Getulio Vargas (FGV), apoiadora institucional da iniciativa.
O Top 5 do ranking geral é liderado por Vivo, em 1º lugar, seguida por Banco do Brasil, Natura, Bradesco e CPFL Energia. A Toyota é a única representante do setor automotivo entre as 20 primeiras colocadas.
O levantamento foi realizado pelo InsightLab, braço de pesquisa e dados da Insight. Todo o conjunto de ações tornadas públicas, de balanços a relatórios de sustentabilidade, mídia e redes sociais, foi mapeado e qualificado por algoritmos e sistemas de IA, com revisão de especialistas do setor.
Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O ranking ESG mostra que a indústria automotiva brasileira está alinhada com as tendências globais de sustentabilidade, indo além do discurso.
A economia circular aplicada pela Stellantis é um exemplo prático de como o setor pode reduzir resíduos e gerar novos negócios a partir de veículos em fim de vida.
Do ponto de vista da engenharia, a reciclagem de componentes e a recuperação de matérias-primas exigem novos processos produtivos e qualificação técnica.
O uso de biometano pela Volkswagen e a ampliação da eletrificação mostram que a descarbonização passa por diferentes caminhos tecnológicos.
Minha avaliação é que o programa Mover tem sido um catalisador importante para esses avanços, mas o desafio agora é estender a sustentabilidade a toda a cadeia de fornecedores.
O Brasil tem condições de se tornar uma referência global em mobilidade sustentável, desde que mantenha o ritmo de investimentos e inovação.
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RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDE O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
Liderança da Toyota: A montadora se destacou por combinar eletrificação, biocombustíveis, eficiência industrial e economia circular, com todas as plantas paulistas abastecidas por energia renovável.
Economia circular da Stellantis: O centro de desmontagem em Osasco é o primeiro da América do Sul e já desmontou 370 veículos em 100 dias, com mais de 6 mil peças comercializadas.
Impacto social da Renault: O instituto da montadora ultrapassou 1 milhão de pessoas beneficiadas em 15 anos de atuação social no Brasil.
Recuperação da Mata Atlântica: A Reserva Ecológica Michelin catalogou mais de 2.700 espécies em 2025 e é referência em recuperação ambiental.
Biometano na Volkswagen: O uso do combustível renovável evitou a emissão de 16 mil toneladas de CO2 em 2025, além de ampliar a diversidade de gênero na liderança.
Desafio da cadeia de fornecedores: Apesar dos avanços, reduzir emissões em toda a cadeia produtiva ainda é um dos principais desafios do setor.
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ESG: Sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Conjunto de práticas que medem o desempenho sustentável e ético de uma empresa.
ISO 14001: Certificação internacional que estabelece requisitos para um sistema de gestão ambiental eficaz, ajudando empresas a reduzir impactos ao meio ambiente.
Economia circular: Modelo produtivo que mantém materiais e produtos em uso pelo maior tempo possível, reduzindo resíduos e extração de recursos naturais.
Biometano: Combustível renovável produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos, com baixa emissão de carbono em comparação aos combustíveis fósseis.
Pegada de carbono: Medida do total de gases de efeito estufa emitidos direta ou indiretamente por uma atividade, produto ou organização ao longo de seu ciclo de vida.

