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BYD cresce quase 500% nas vendas diretas e Dolphin Mini chega ao top 3

Marca passou de 1.253 para 7.263 emplacamentos diretos em um ano, enquanto o Dolphin Mini alcançou 9.385 unidades ao considerar todos os canais em setembro.

A BYD encontrou nas vendas diretas uma nova alavanca para crescer no Brasil. Em apenas um ano, o volume emplacado nessa modalidade saltou quase 500%, alterando significativamente a composição dos negócios da fabricante. O movimento ajuda a entender outro resultado importante de setembro: pela primeira vez, um automóvel 100% elétrico da marca alcançou o pódio do mercado brasileiro quando considerados varejo e vendas diretas — e a diferença entre esses dois canais explica boa parte dessa escalada.

A expansão da BYD no Brasil ganhou um componente importante em setembro de 2026: as vendas diretas.

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Segundo dados divulgados pela própria fabricante, foram 7.263 veículos emplacados pela modalidade, contra 1.253 unidades em setembro de 2025. A diferença representa crescimento de aproximadamente 480%, portanto próximo dos 500% destacados pela empresa.

A BYD informa ainda 10.262 unidades faturadas em vendas diretas no mês, resultado que precisa ser analisado separadamente dos emplacamentos.

Faturamento representa veículos comercializados/faturados dentro do período, enquanto emplacamento corresponde ao registro efetivo. Por isso, os dois números não devem ser somados nem tratados como a mesma métrica.

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É justamente a expansão desse canal que ajuda a explicar a mudança na presença da fabricante no mercado brasileiro.

Vendas diretas já representam cerca de 40% do mix

Há um ano, segundo a BYD, aproximadamente 90% de suas vendas estavam concentradas no varejo e 10% nas vendas diretas.

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A composição agora estaria próxima de 60% no varejo e 40% nas vendas diretas.

A mudança significa que o crescimento deixou de depender predominantemente do consumidor que entra em uma concessionária para comprar individualmente seu automóvel.

Empresas, pequenos negócios, motoristas profissionais, locadoras e outros públicos atendidos por modalidades de venda direta passam a ter peso maior na estratégia.

A fabricante associa parte desse avanço à estratégia de Small Business, implementada há cerca de um ano.

Outra iniciativa citada é o Move Brasil, programa voltado, entre outros públicos, a motoristas de aplicativo e taxistas.

Segundo a BYD, essa estratégia contribuiu para ampliar o desempenho de modelos como Dolphin e King.

BYD soma 22.209 emplacamentos em setembro

Quando varejo e vendas diretas são colocados lado a lado, aparece a dimensão do resultado mensal.

No varejo, a BYD informa ter registrado 14.946 emplacamentos, correspondentes a 11,9% de participação nesse canal.

Nas vendas diretas foram 7.263 unidades, com participação informada de 5,4%.

Somados, os dois canais chegaram a 22.209 veículos emplacados e 8,5% de participação no mercado total, segundo a Inteligência de Dados BYD.

Com esse resultado, a fabricante afirma ter ocupado a quarta posição no ranking geral brasileiro em setembro.

Mas existe outro número que chama ainda mais atenção.

Dolphin Mini chega ao top 3 com 9.385 unidades

O BYD Dolphin Mini registrou 9.385 emplacamentos totais em setembro, considerando os diferentes canais de venda.

Segundo a fabricante, o resultado colocou o compacto na terceira posição entre automóveis e comerciais leves, tornando-o o primeiro veículo totalmente elétrico a alcançar o top 3 dessa classificação no Brasil.

O número revela também a importância crescente das vendas diretas.

No varejo, foram 5.886 unidades do Dolphin Mini.

Isso significa que aproximadamente 3,5 mil unidades que compõem seu resultado total vieram de outros canais, principalmente vendas diretas.

É uma diferença fundamental para interpretar rankings de mercado.

Um modelo pode liderar entre consumidores do varejo e apresentar outra posição quando são incorporadas vendas corporativas, frotistas e demais modalidades diretas.

No acumulado de 2026 até setembro, a BYD informa que o Dolphin Mini soma 46.900 unidades.

Dolphin Mini liderou o varejo em sete dos últimos oito meses

Quando considerado apenas o varejo, o desempenho do elétrico também chama atenção.

Segundo os números apresentados pela fabricante, o Dolphin Mini foi o automóvel mais vendido no varejo brasileiro pela sétima vez nos últimos oito meses.

A única exceção teria ocorrido em agosto, quando a liderança ficou com outro elétrico da própria marca, o BYD Dolphin.

Essa separação entre varejo e mercado total é importante porque mostra duas dimensões diferentes do avanço da BYD.

De um lado existe a demanda individual pelos elétricos.

Do outro, a fabricante conseguiu ampliar rapidamente sua presença em vendas diretas, alterando seu próprio mix comercial.

King concentra mais da metade do segmento de sedãs médios

O crescimento também aparece entre os híbridos plug-in.

O BYD King registrou 1.666 emplacamentos em setembro, segundo os dados apresentados pela empresa.

Com isso, alcançou 52,8% de participação entre os sedãs médios, mantendo a liderança da categoria pelo segundo mês consecutivo.

A BYD afirma ainda que o King vendeu aproximadamente três vezes o volume do segundo colocado no período.

A fabricante associa parte dessa evolução à expansão das vendas para públicos profissionais e às ações comerciais realizadas nos últimos meses.

Nesse caso, existe também uma diferença tecnológica importante em relação ao Dolphin Mini.

Enquanto o compacto utiliza propulsão exclusivamente elétrica, o King é um híbrido plug-in, combinando motor elétrico, bateria recarregável externamente e motor a combustão.

BEV chega a 65,1% de participação para a BYD

Nos veículos totalmente elétricos, a BYD informa ter registrado 14.317 unidades em setembro, alcançando 65,1% de participação no segmento BEV.

Nos híbridos plug-in, foram 7.756 veículos e 39% de participação, conforme os dados da própria empresa.

Os números mostram que o avanço comercial da BYD não está acontecendo somente pelo aumento geral da procura por veículos eletrificados.

Existe também uma estratégia para ampliar os canais pelos quais esses automóveis chegam ao mercado.

E essa diferença ajuda a explicar por que olhar apenas para o varejo já não mostra toda a dimensão do crescimento da fabricante.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Os números de setembro chamam atenção pelo Dolphin Mini no pódio e pela participação da BYD entre os eletrificados, mas considero a mudança nas vendas diretas ainda mais interessante para compreender o momento da marca.

Sair de 1.253 para 7.263 emplacamentos diretos em doze meses não é apenas vender mais carros. É modificar a estrutura comercial da operação.

E isso também muda a leitura que precisamos fazer dos rankings.

O Dolphin Mini teve 5.886 unidades no varejo e 9.385 no total. Portanto, uma parcela importante do resultado que o colocou no top 3 veio de canais diferentes da venda convencional ao consumidor individual.

Isso não reduz o resultado. Pelo contrário: mostra que o elétrico começa a disputar também aplicações nas quais custo de utilização, quilometragem percorrida e previsibilidade operacional podem ter peso elevado na decisão de compra.

Mas existe uma cautela importante quando a discussão chega ao custo total de propriedade.

A BYD argumenta que combustível, manutenção e custo total favorecem seus eletrificados. Essa conta pode realmente ser relevante, principalmente para quem roda muito, mas não existe uma economia universal aplicável a todos os compradores.

Quilometragem, tarifa de energia, possibilidade de recarga, preço do combustível, seguro, financiamento, manutenção e valor de revenda interferem no resultado.

Por isso, o número mais revelador neste momento talvez não seja apenas quantos elétricos a BYD vende.

É para quem ela está conseguindo vendê-los.

Quando vendas diretas passam de 10% para aproximadamente 40% do mix, a eletrificação começa a disputar espaço também como ferramenta de trabalho e decisão empresarial.

Para acompanhar vendas, eletrificação e os números que ajudam a entender como o mercado automotivo brasileiro está mudando, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

  • Quase 500% – Os emplacamentos diretos da BYD passaram de 1.253 em setembro de 2025 para 7.263 em setembro de 2026, segundo dados da fabricante.
  • Mix transformado – A participação das vendas diretas na operação teria avançado de aproximadamente 10% para 40% em um ano.
  • 22.209 veículos – É a soma informada pela BYD para varejo e vendas diretas em setembro, correspondente a 8,5% do mercado total segundo sua base de inteligência.
  • Dolphin Mini no pódio – Com 9.385 emplacamentos totais, o elétrico chegou à terceira posição entre automóveis e comerciais leves conforme o levantamento apresentado pela fabricante.
  • Varejo é diferente do total – O Dolphin Mini teve 5.886 unidades no varejo, mostrando a contribuição significativa dos demais canais para seu resultado de 9.385 veículos.
  • Dados da própria BYD – Os resultados e participações apresentados foram divulgados pela Inteligência de Dados BYD e devem ser compreendidos dentro dessa fonte.

Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende

  • Venda direta – Modalidade comercial destinada a públicos e operações específicas, podendo envolver empresas, frotistas, locadoras, produtores, taxistas, motoristas profissionais e outros grupos conforme as regras da fabricante.
  • BEV – Veículo elétrico a bateria, movimentado exclusivamente por propulsão elétrica e cuja bateria pode ser recarregada por fonte externa.
  • PHEV – Híbrido plug-in que combina propulsão elétrica e motor a combustão, com bateria que também pode receber energia por recarga externa.
  • Custo total de propriedade – Cálculo que considera não apenas o preço de aquisição, mas diferentes despesas relacionadas à utilização do veículo ao longo do período analisado.
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