A Honda CG 160 chega à linha 2027 com mudanças pontuais, mas relevantes para quem utiliza a motocicleta diariamente. A Start passa a ser flex, todas as versões recebem novos recursos de praticidade e a Titan incorpora o ESS, que sinaliza frenagens de emergência. Os preços vão de R$ 17.778 a R$ 21.098, mantendo a família no centro da disputa entre as motos urbanas de 150 a 160 cm³.
A renovação acontece justamente no ano em que a família CG completa 50 anos de produção ininterrupta no Brasil, período no qual passou de motocicleta essencialmente utilitária para uma das principais ferramentas de mobilidade e trabalho do País.
As CG 160 Start, Cargo, Fan e Titan chegam às concessionárias em novembro de 2026, mantendo motor, proposta de baixo custo operacional e intervalos de manutenção voltados ao uso cotidiano.
Start agora também é flex
A principal evolução da CG 160 Start, de R$ 17.778, é a adoção da tecnologia FlexOne.
Com isso, todas as CG passam a aceitar gasolina ou etanol, eliminando uma diferença que ainda existia dentro da própria família.
A Start ganha também USB-C e lampejador, mantendo painel digital, rodas de liga leve, lanterna traseira em LED e freio dianteiro a disco com CBS.
É uma mudança importante porque justamente a porta de entrada da gama ganha mais liberdade de abastecimento e conveniência sem alterar sua proposta básica.
Cargo mantém foco profissional
Por R$ 18.884, a CG 160 Cargo continua claramente direcionada ao trabalho.
Bagageiro reforçado e suspensão traseira preparada para utilização mais intensa permanecem como seus principais diferenciais.
Para 2027, recebe USB-C e lampejador, além de manter painel digital, rodas de liga leve e freio dianteiro a disco com CBS.
A diferença de R$ 1.106 em relação à Start está, portanto, vinculada principalmente à preparação para utilização profissional.
Fan continua no centro da linha
A CG 160 Fan custa R$ 19.449 e ocupa a posição intermediária mais importante da família.
Para 2027, recebe USB-C e o novo comando com lampejador.
Mantém farol e lanterna em LED, painel digital Blackout, rodas de liga leve e sistema CBS.
É justamente nessa versão que a Honda procura equilibrar preço, aparência e equipamentos para quem utiliza a motocicleta tanto para deslocamento cotidiano quanto para lazer.
Titan ganha ESS e permanece com ABS
No topo está a CG 160 Titan, por R$ 21.098.
A principal novidade técnica é o ESS – Emergency Stop Signal.
Em uma frenagem brusca, o sistema aciona automaticamente os indicadores de direção para alertar os veículos que vêm atrás sobre uma situação de emergência.
A Titan também ganha pisca-alerta, lampejador e iluminação integral em LED, inclusive nos indicadores de direção.
Ela permanece como a única CG equipada com ABS, utilizando discos nas rodas dianteira e traseira.
O pacote é completado por painel Blackout, rodas exclusivas e USB-C.
Quanto custa subir de versão?
A distribuição de preços ajuda a entender a estratégia da Honda.
Da Start de R$ 17.778 para a Fan de R$ 19.449, a diferença é de R$ 1.671.
Da Fan para a Titan de R$ 21.098, são mais R$ 1.649.
Isso coloca pouco mais de R$ 3,3 mil entre a CG mais barata e a mais equipada, permitindo que a marca ataque diferentes perfis sem mudar radicalmente a base mecânica do produto.
Garantia de três anos
Toda a família possui garantia de três anos sem limite de quilometragem.
A Honda oferece também óleo Pro Honda gratuito em sete revisões, com fornecimento sem custo a partir da terceira.
Depois da primeira revisão, prevista para 1.000 km ou seis meses, os intervalos são de 6.000 km ou seis meses.
Para quem utiliza a CG profissionalmente e acumula quilometragem rapidamente, garantia sem limite de quilometragem continua sendo um argumento importante.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A CG chega aos 50 anos em uma posição bastante incomum na indústria: não precisa reinventar o produto para continuar relevante, mas não pode deixar sua enorme base de clientes perceber que os concorrentes estão evoluindo mais rapidamente.
No segmento de 150 a 160 cm³, a Honda enfrenta hoje alternativas como Yamaha Factor 150 e FZ15, Bajaj Pulsar N150, Haojue DK160 e novos produtos de fabricantes que avançam principalmente pelo preço e pela quantidade de equipamentos.
A CG possui uma vantagem difícil de reproduzir apenas acrescentando tecnologia: rede de concessionárias, disponibilidade de peças, conhecimento mecânico do produto, liquidez no mercado de usados e enorme presença nas ruas.
Esses fatores são especialmente importantes porque boa parte desse segmento compra a motocicleta não apenas como transporte, mas como ferramenta de geração de renda.
Por outro lado, a competição mudou. Há modelos que atacam a CG com preços mais agressivos, enquanto outros utilizam itens como ABS, iluminação mais sofisticada, conectividade e desenho esportivo para tentar entregar maior percepção de valor.
Nesse contexto, a Start por R$ 17.778 passa a ter um argumento melhor com a chegada do FlexOne, mas continua enfrentando concorrentes que usam preço como principal arma.
A Fan de R$ 19.449 talvez enfrente a disputa mais intensa da gama, pois entra justamente na região em que o consumidor começa a encontrar motos de 150 e 160 cm³ mais equipadas e até propostas de aparência mais esportiva.
Já a Titan de R$ 21.098 precisa justificar seu preço principalmente pelo conjunto de segurança.
É nela que considero estar a evolução tecnicamente mais interessante da linha 2027: ABS, discos nas duas rodas e agora ESS criam uma diferença funcional em relação às versões CBS.
O ABS é especialmente relevante porque evita o travamento da roda durante determinadas frenagens, enquanto o ESS atua em outra frente, alertando o trânsito que vem atrás sobre uma desaceleração brusca.
Considerando uma diferença de apenas R$ 1.649 entre Fan e Titan, o pacote adicional de segurança merece entrar na conta do consumidor, principalmente para quem utiliza a motocicleta diariamente em vias de maior velocidade.
A Yamaha continua sendo a rival histórica e provavelmente a referência mais imediata para comparação, enquanto Bajaj, Haojue, Shineray e outras fabricantes aumentam a pressão pelo custo-benefício.
O comportamento do mercado, entretanto, mostra que neste segmento preço de compra não decide sozinho. Consumo, manutenção, peças, seguro, durabilidade, revenda e tempo que a moto permanece parada também entram fortemente na equação.
É justamente aí que os 50 anos de CG produzida no Brasil possuem valor comercial muito maior do que simplesmente uma comemoração histórica.
A linha 2027 evolui sem revolução, mas torna mais homogênea a família e reforça principalmente praticidade na base e segurança no topo.
Para acompanhar lançamentos, avaliações e novidades do mercado de motocicletas, siga @tarcisiomecanicaonline.
RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
Start: custa R$ 17.778 e finalmente passa a contar com tecnologia FlexOne.
Cargo: por R$ 18.884, mantém preparação voltada principalmente ao uso profissional.
Fan: custa R$ 19.449 e segue como a configuração de equilíbrio da família.
Titan: por R$ 21.098, recebe ESS e permanece como a única CG com ABS.
Mercado: Yamaha segue como rival tradicional, enquanto novas marcas ampliam a pressão por preço e equipamentos.
Garantia: três anos sem limite de quilometragem em todas as versões.
MECÂNICA ONLINE® — MECÂNICA DO JEITO QUE VOCÊ ENTENDE
FlexOne: sistema que permite utilizar gasolina, etanol ou qualquer proporção entre os dois combustíveis.
CBS: frenagem combinada que distribui parte da força aplicada ao freio entre as rodas para tornar a desaceleração mais equilibrada.
ABS: sistema que reduz o risco de travamento da roda durante frenagens intensas, preservando maior capacidade de controle.
ESS: sinalização automática de emergência que alerta outros condutores quando ocorre uma frenagem brusca.

