A Renault lança na Europa o Clio Eco-G 120 hp EDC, uma solução de engenharia bivalente que utiliza um motor 1.2 turbo de 3 cilindros otimizado para operar com GLP e gasolina. Com potência de 120 cv e torque de 200 Nm, o modelo supera a performance do antigo Eco-G 100 e se posiciona como um concorrente direto para veículos híbridos e elétricos em termos de custo operacional e pegada de carbono. A grande vantagem tecnológica reside na autonomia total de 1.450 km, alcançada sem a necessidade de infraestrutura de carregamento ou longas esperas em tomadas, mantendo emissões de apenas 105g/km de CO₂.
A solução tecnológica bivalente da Renault permite que o motor 1.2 turbo opere com dois tanques independentes: um de 39 litros para gasolina e um reforçado de 50 litros para GLP. Essa arquitetura foi projetada para oferecer versatilidade cotidiana, garantindo que o motorista tenha sempre uma alternativa de combustível disponível sem comprometer o desempenho dinâmico do veículo.
Diferente dos carros elétricos que enfrentam a ansiedade de autonomia e a dependência de pontos de recarga, o Clio Eco-G oferece uma flexibilidade superior para longas distâncias com abastecimento imediato. Enquanto um BEV pode exigir horas para uma carga completa, o sistema bivalente permite retomar a jornada de 1.450 km em poucos minutos no posto.
O câmbio de dupla embreagem (EDC) garante que a troca entre os combustíveis seja imperceptível, mantendo o fluxo de torque constante sem as perdas comuns em sistemas adaptados. Essa transmissão de duas embreagens foi calibrada especificamente para o motor turbo, proporcionando trocas rápidas e um conforto de condução que rivaliza com transmissões de híbridos premium.
Em comparação com híbridos convencionais, o sistema Eco-G apresenta um custo de aquisição significativamente menor, partindo de 21.900 euros — o mesmo preço de uma versão térmica equivalente. Isso elimina a barreira financeira do “sobrepreço tecnológico”, permitindo que o cliente economize desde o momento da compra até o uso diário.
A eficiência de 6,5 l/100 km em modo GLP resulta em um custo de combustível próximo a 1 euro por litro, rivalizando com o custo por quilômetro de muitos veículos elétricos na Europa. Essa economia operacional é um dos pilares que sustenta a viabilidade técnica do GLP como combustível de transição eficiente e de baixo impacto financeiro.
A engenharia do motor 1.2 turbo foi aprimorada com injeção direta para garantir que o uso do gás não resulte em perda de potência, entregando uma aceleração de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos. O incremento de 20 cv e 30 Nm em relação à geração anterior coloca o bivalente em pé de igualdade com motores a gasolina de maior cilindrada.
Enquanto elétricos e híbridos exigem baterias pesadas que reduzem a carga útil e alteram o centro de gravidade, o sistema de GLP da Renault foi integrado para manter a agilidade dinâmica do chassi. O peso adicional dos tanques é compensado pelo ajuste fino da suspensão, preservando o comportamento esportivo e direto do Clio.
O volume do porta-malas de 260 litros é uma concessão técnica para abrigar o tanque de gás de 50 litros, que teve sua capacidade ampliada em 25% nesta nova geração. Apesar da redução em comparação à versão puramente térmica, a engenharia de espaço da Renault garantiu que a utilidade do veículo para o dia a dia fosse preservada.
A tecnologia OEM da Renault, desenvolvida ao longo de 15 anos, garante a mesma robustez e confiabilidade de um motor a combustão tradicional, com menores níveis de emissão de NOx. O sistema é fabricado com padrões industriais rigorosos, assegurando que a durabilidade do motor bivalente seja idêntica à de seus pares movidos apenas a gasolina.
Para o mercado de frotas, o Clio Eco-G surge como uma ferramenta de descarbonização imediata, sem os altos custos de investimento inicial exigidos por frotas 100% elétricas. A possibilidade de rodar 1.450 km sem paradas estratégicas para recarga aumenta a produtividade operacional e reduz o tempo de inatividade dos veículos.
Conteúdo exclusivo do Mecânica Online®, com análise técnica independente. Acompanhe no YouTube pelo canal @AutoEspecialista e siga no Instagram @tarcisiomecanicaonline para mais conteúdos automotivos.
O uso de paddle-shifters no volante reforça a proposta de uma direção conectada e responsiva, característica que muitas vezes é diluída em transmissões de híbridos focados apenas em economia. O motorista tem o controle direto sobre a curva de potência, permitindo uma condução mais envolvente em estradas sinuosas ou ultrapassagens.
A estratégia da Renault com este lançamento é provar que a combustão limpa via GLP ainda possui um papel fundamental na transição energética global e na redução de poluentes. Ao oferecer uma alternativa que não depende da rede elétrica, a montadora atende a uma parcela do mercado que busca sustentabilidade sem abdicar da autonomia tradicional.
Ao equiparar o preço do bivalente ao modelo a gasolina, a montadora remove a barreira financeira que geralmente afasta o consumidor de tecnologias sustentáveis e inovadoras. Essa paridade de preços é um movimento agressivo de mercado que coloca o GLP como a escolha mais lógica para quem percorre altas quilometragens anuais.
As primeiras entregas programadas para o verão europeu de 2026 devem consolidar o modelo como o compacto de maior autonomia disponível no mercado automotivo atual. A expansão da gama Clio com esta motorização reforça o compromisso da marca em oferecer soluções variadas para diferentes necessidades de mobilidade.
ANÁLISE MECÂNICA ONLINE® – O Renault Clio Eco-G 120 EDC é uma prova de que a inteligência na engenharia térmica pode ser tão eficaz quanto a eletrificação para atingir metas ambientais e econômicas.
Ao comparar este modelo com elétricos e híbridos, fica claro que a Renault encontrou um equilíbrio imbatível entre autonomia e custo.
Onde os elétricos param por falta de infraestrutura e os híbridos se tornam caros pela complexidade de dois motores, o bivalente entrega a simplicidade de um motor térmico refinado com o custo de combustível do gás.
É uma solução de “pé no chão” que entrega 1.450 km de liberdade, provando que o fim dos combustíveis fósseis não precisa significar a dependência exclusiva de baterias, mas sim o uso inteligente de alternativas como o GLP.
No Brasl, o uso automotivo do GLP é proibido por lei para veículos leves. A legislação permite apenas o uso de:
- GNV (Gás Natural Veicular) – regulamentado e amplamente utilizado
- Combustíveis líquidos como gasolina, etanol e diesel
O GLP é autorizado somente em situações muito específicas, como:
- Empilhadeiras industriais
- Equipamentos agrícolas
- Aplicações fora do uso rodoviário convencional
Ou seja, instalar GLP em um carro de passeio para uso nas ruas é considerado irregular.
- Eficiência Energética – Consumo de 6,5 l/100 km (GLP) e emissões de CO₂ equivalentes a híbridos (105g/km).
- Autonomia Extrema – Capacidade total combinada para percorrer até 1.450 km sem paradas para recarga.
- Transmissão Avançada – Câmbio automático de dupla embreagem EDC para máxima fluidez e aproveitamento de torque.
- Performance Superior – Motor 1.2 Turbo de 120 cv e 200 Nm, superando o desempenho de motores 1.0 convencionais.
- Custo Operacional – Preço do combustível próximo a 1 euro/litro e valor de compra idêntico ao modelo gasolina.
- Integração OEM – Sistema bivalente instalado de fábrica com 15 anos de expertise tecnológica Renault.
Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende
Bivalente (Bi-fuel) – Motorização capaz de queimar dois tipos de combustíveis distintos, otimizando custo e emissões de acordo com a disponibilidade.
EDC (Efficient Dual Clutch) – Transmissão automatizada que utiliza duas embreagens para garantir trocas de marcha instantâneas e sem perda de potência.
GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) – Alternativa energética de baixo carbono e alto rendimento, fundamental para a redução de custos por quilômetro rodado.

