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Scania e Siltomac lançam caminhão P 360 8×4 de 25 toneladas para a pecuária

A parceria estratégica aplica conceitos robustos e transmissões com redução nos cubos de roda herdados da mineração pesada para otimizar o rendimento operacional, elevar a escala de carga e reduzir o consumo de combustível na pecuária intensiva.

A Scania Operações Comerciais Brasil e a Siltomac consolidaram o desenvolvimento de uma nova arquitetura de caminhão misturador com o lançamento do Misturador 50RR de 25 toneladas, abandonando o chassi P 280 para adotar a robusta plataforma do Scania P 360 8×4 dotada de tomada de força independente com capacidade de até 2.000 Nm.

A busca por eficiência energética, ganho de escala e automação de processos na pecuária de corte de alta produtividade demandou o desenvolvimento de soluções conjuntas de engenharia pesada.

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O projeto de caminhões misturadores, iniciado há cerca de dois anos com modelos iniciais de 25 e 32 metros cúbicos, atingiu seu ápice de robustez com a apresentação do modelo Siltomac 50RR.

Com a necessidade técnica de suportar um novo patamar de carga útil estabelecido em 25 toneladas, a antiga plataforma montada sobre o chassi Scania P 280 teve de evoluir para uma estrutura mais resistente.

A solução encontrada pela engenharia da montadora sueca foi adaptar a arquitetura do caminhão pesado Scania P 360 8×4, um modelo originalmente projetado para as severas operações de mineração e construção civil.

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Essa transição de plataforma introduziu um motor de 360 cavalos de potência, apto a trabalhar sob regimes de torque contínuo e submetido a severos estresses estruturais em terrenos não pavimentados.

O grande segredo mecânico para viabilizar a distribuição milimetricamente calculada do trato nos cochos reside na adoção de eixos traseiros dotados de redução no cubo de roda.

Esse recurso de engenharia civil e mecânica é fundamental para permitir que o veículo pesado se desloque em velocidades extremamente baixas e constantes, mantendo o motor na faixa ideal de rotação.

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A redução nos cubos alivia a carga de torção sobre os semieixos e o diferencial central, multiplicando a força nas extremidades das rodas e facilitando o controle preciso da operação pelo condutor.

Outro componente vital para o sucesso dinâmico do conjunto é a instalação da tomada de força modelo EK740, um sistema conectado diretamente ao motor capaz de entregar até 2.000 Nm de torque instantâneo.

Ao contrário das tomadas de força convencionais de mercado, que substituem o movimento do caminhão por trabalho estático, a caixa EK740 permite que o caminhão se desloque enquanto o implemento realiza a mistura.

Essa capacidade mecânica assegura a homogeneização contínua dos ingredientes desde a saída da fábrica de rações até o ponto de descarga nos cochos, eliminando a decantação ou separação dos nutrientes.

A otimização logística gerada pelo aumento da capacidade volumétrica do Misturador 50RR elimina a necessidade de múltiplas viagens em propriedades de grandes extensões territoriais.

O que antes demandava o deslocamento de dois veículos ou duas viagens consecutivas de uma mesma frota passa a ser executado em uma única operação de transporte e descarga, otimizando a hora-máquina.

A engenharia eletrônica aplicada em conjunto permitiu a parametrização fina dos módulos de injeção do caminhão e dos comandos hidráulicos operados por meio de um controle do tipo joystick.

O sistema de automação embarcado realiza o acionamento e o desligamento automático da tomada de força, permitindo que o operador concentre sua atenção exclusivamente na condução e no alinhamento com o cocho.

A parametrização eletrônica garante que o abastecimento do reservatório de 25 toneladas seja efetuado com o mecanismo de mistura desligado, reduzindo o desgaste de componentes e poupando combustível.

Em termos de eficiência energética real medida em campo, o novo arranjo mecânico registrou uma redução no consumo de combustível estabelecida entre 15% e 22%, dependendo do relevo da fazenda.

Essa economia de óleo diesel mitiga os custos operacionais de manutenção preventiva e reduz as emissões de carbono por tonelada de alimento distribuído, aumentando a rentabilidade do produtor rural.

“A evolução do chassi P 280 para o Scania P 360 8×4 prova que a transferência de tecnologias de alta robustez da mineração para o agronegócio resolve o desafio de carregar 25 toneladas com velocidade controlada e consumo otimizado”, analisa Tarcisio Dias, editor do Mecânica Online®.

Para acompanhar as avaliações técnicas de veículos comerciais e inovações em engenharia de transporte, siga @tarcisiomecanicaonline nas redes sociais.

O sucesso comercial do projeto técnico vem se consolidando nas principais regiões agrícolas brasileiras, contabilizando entregas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.

Com a consolidação dessa arquitetura de tração integral 8×4 voltada à pecuária, as marcas demonstram como a integração entre o trem de força automotivo e implementos industriais eleva a eficiência do agronegócio.

Motorização: Scania de 13 litros, 6 cilindros em linha, turbodiesel com 360 cavalos de potência

Configuração de Eixos: Tração 8×4 com dois eixos direcionais dianteiros e dois eixos de tração traseiros

Capacidade de Carga: 25 toneladas líquidas operadas pelo Misturador Siltomac 50RR

Transmissão: Automatizada com caixa de transferência e redução nos cubos de roda traseiros

Tomada de Força: Modelo EK740 independente com capacidade de torque de até 2.000 Nm

Modo de Operação: Mistura e homogeneização dinâmicas com o veículo pesado em movimento de translação

Eficiência Energética: Redução comprovada de consumo de combustível na faixa de 15% a 22% em campo

Mercados Consolidados: Faturamento ativo e frotas operando em SP, MS, GO e MT

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Redução no cubo de roda – Sistema de engrenagens planetárias localizado no centro das rodas de eixos pesados que multiplica o torque final transmitido pelo diferencial, permitindo alta capacidade de tração em baixas velocidades sem sobrecarregar os semieixos.

Tomada de força (Power Take-Off – PTO) – Dispositivo mecânico conectado à transmissão ou ao motor de um caminhão que desvia parte da força rotacional da combustão para acionar equipamentos externos, como bombas hidráulicas e misturadores industriais.

Parametrização eletrônica – Ajuste de variáveis e limites lógicos nos softwares das centrais eletrônicas (ECU) do veículo para calibrar o comportamento do motor, rotações e trocas de marcha de acordo com a aplicação específica de trabalho.

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